Comissão Nacional Justiça e Paz

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Comissão Nacional Justiça e Paz

«Morreu um homem bom e um grande bispo»

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Quando morre um homem bom o mundo fica mais pobre. Hoje, Portugal e a sua Igreja perderam um desses homens que nos fazem falta: D. António Francisco, o bispo do Porto. Reconhecidamente um homem bom.

[Graça Franco, Renascença]

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Bispos europeus e americanos apelam a desarmamento nuclear global

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Bruxelas, 6 de Julho — o arcebispo Jean-Claude Hollerich, presidente da conferência europeia de Comissões Justiça e Paz, presidente da Comissão sobre Justiça e Paz International dos bispos americanos publicou hoje uma declaração pela "total eliminação das armas nucleares".
Intitulada “Nuclear Disarmament: Seeking Human Security,” a declaração foi emitida coincidindo com a conclusão de uma reunião das Nações Unidas para a "negociação de um tratado com força legal para proibir as armas nucleares, com vista à sua erradicação." 
 
A declaração completa pode ser lida em http://www.juspax-eu.org.
 
 

O desafio de ser cristão no trabalho

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Tive o grato prazer de acompanhar a elaboração de um texto (Ser Cristão no Trabalho - Um Desafio! ) que resulta do diálogo e comunhão entre representantes de várias organizações católicas, entre elas associações de trabalhadores e de empresários.

As perspetivas de que partiam estas associações de trabalhadores e empresários não eram uniformes, e não o são ainda hoje. Mas uns e outros identificam-se com os princípios da doutrina social da Igreja. Podemos, pois, dizer que entre elas os pontos de união são mais relevantes e sólidos do que os de divergência. Mas a verdade é que nem sempre esta realidade vem em evidência, neste como noutros âmbitos do diálogo intraeclesial.

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Entrevista a Maria do Rosário Carneiro sobre Populorum Progressio, que comemora 50 anos

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Dor, louvor e alerta

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Na sua reunião anual, em Fátima, a 24 de junho de 2017, a Comissão Nacional Justiça e Paz, as Comissões Diocesanas Justiça e Paz e a Comissão Justiça e Paz dos Institutos Religiosos aprovaram a seguinte nota, a propósito da tragédia dos recentes incêndios.

Ainda em período de balanço dos trágicos incêndios que ocorreram recentemente no nosso país, queremos, antes de mais, exprimir a nossa solidariedade na dor das famílias enlutadas e dizer que as temos presentes nas nossas orações, tal como cada uma das vítimas, a quem auguramos a felicidade eterna junto de Deus.

Queremos também exprimir o nosso louvor a todos os que abnegadamente se entregam à defesa de vidas e bens no combate a este e outros fogos, num testemunho de amor ao próximo que nunca é demais enaltecer.

E queremos ainda formular votos de que esta tragédia sirva de alerta para que situações semelhantes não venham a repetir-se. Não pode suceder outra vez o que tem sucedido anteriormente: que a emoção de momentos como este seja rapidamente esquecida e que a reflexão sobre as causas estruturais que levam a que os incêndios provoquem em Portugal danos até maiores do que em países com condições climatéricas idênticas também não se prolongue para além destes momentos e não se traduza urgentemente em ações concretas.

Os problemas com que se deparam as populações mais pobres e vulneráveis de um interior cada vez mais desertificado também não podem ser recordados apenas nestes momentos trágicos.

A política de ordenamento do território deve ser guiada por critérios de bem comum, o das gerações presentes e os das gerações futuras, critérios que devem sobrepor-se a interesses individuais ou de grupo.

Mais amplamente e no plano internacional, há que enfrentar as alterações climáticas que podem vir a intensificar a ocorrência de incêndios e a gravidade das suas consequências.

Vem certamente a propósito salientar os apelos do Papa Francisco (designadamente na encíclica Laudato sì) à promoção de uma ecologia integral (ambiental, humana e social) e a uma educação ecológica que implica uma verdadeira conversão. O património florestal a proteger é mais do que um recurso económico, faz parte daquele dom de Deus à humanidade que representa a criação, dotada de uma ordem, harmonia e beleza que cada um de nós deve respeitar, cultivar e desenvolver sem destruir.

[notícia Ecclesia]

 

Ser Cristão no Trabalho: um desafio!

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O Papa Francisco na encíclica Laudato Si refere que a realidade em que vivemos nos coloca «perante a urgência de avançar numa corajosa revolução cultural.» (LS 114)

Foi este o desafio que as organizações católicas que constituem a Plataforma “Compromisso Social Cristão” - ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores), ACR (Ação Católica Rural); Cáritas Portuguesa,  JOC (Juventude Operária Católica); LOC (Liga Operária Católica), CNJP (Comissão Nacional Justiça e Paz) e SSVP (Sociedade de São Vicente de Paulo) quiseram aceitar, olhando a realidade, julgando-a e apontando possíveis caminhos para o futuro - Ver, Julgar e Agir.

Partimos da certeza de que, como refere o Papa, todos somos responsáveis por todos, todos estamos interligados, e, embora cada um tenha um papel a desempenhar, se queremos aspirar a promover a transformação cultural de que o nosso mundo necessita, precisamos de procurar caminhos e percorrê-los em conjunto.

Daí surge esta reflexão entre cristãos que procuram com o seu trabalho lutar pela dignificação de cada pessoa, pelo sucesso das suas organizações e pela procura do Bem Comum.

Queremos em conjunto procurar acções concretas que nos façam ser parte ativa neste olhar de uma ecologia integral que crie a mudança, promova a criação de valor para todos, promova uma cultura de inclusão, em vez de exclusão, promova a dignidade de todos e de cada um dos trabalhadores, em vez de uma cultura utilitarista e de descarte.

A Comissão Nacional Justiça e Paz

[documento em PDF]