Comissão Nacional Justiça e Paz

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
Comissão Nacional Justiça e Paz

PAZ E JUSTIÇA PARA A BIELORRÚSSIA

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

JUPAX logoDeclaração do Comité Executivo de “Justiça e Paz Europa” sobre a atual situação na Bielorrússia

Paz e Justiça para a Bielorrússia

Na sequência das eleições presidenciais na Bielorrússia, realizadas a 9 de agosto de 2010, milhares de manifestantes desceram às ruas em protesto contra a manipulação dos seus resultados, originando reações violentas por parte das forças de segurança do país. 

Segundo vários relatos, a força desproporcionada a que recorreram as autoridades bielorussas causou, pelo menos, a perda de duas vidas e centenas de feridos.

Cerca de 6000 manifestantes foram detidos e muitos dos que foram de seguida libertados mostram sinais de tortura.

Para além disso, o ataque aos direitos e liberdades fundamentais intensificou-se.

Esta situação alarmante representa uma séria ameaça à justice e à paz, não apenas na Bielorrússia, mas em toda a região vizinha.

Em nome da Conferência das Comissões Justiça e Paz Europeias (“Justiça e Paz Europa”), denunciamos qualquer forma de violência e condenamos firmemente o uso de tortura pelas autoridades bielorrussas contra manifestantes detidos.

Exigimos também a imediata libertação das pessoas presas sem qualquer justificação.

Reclamamos das autoridades bielorrussas o pleno respeito pelos direitos humanos, incluindo o direito à vida, a proibição da tortura, a liberdade de reunião, de informação e de expressão, assim como a adesão aos princípios democráticos.

Congratulamo-nos com a unidade dos Estados membros da União Europeia na demonstração de solidariedade com o povo da Bielorrússia e exprimimos o nosso apoio aos esforços da União Europeia no sentido da adoção de sanções dirigidas aos responsáveis de abusos graves contra os direitos humanos,

Juntamo-nos aos bispos católicos da Bielorrússia no seu apelo pela busca da verdade baseada num diálogo pacífico e inclusivo entre os dirigentes políticos da Bielorrússia e a sociedade no seu todo, de modo a evitar mais violência.

Convidamos todos os cristãos a unirem-se na oração pelo povo da Bielorrússia na próxima terça-feira, 18 de agosto de 2020, às 18.00 CEST, para que prevaleçam a verdade, a justiça e a paz.

Bruxelas, 16 de agosto de 2020

O Comité Executivo de “Justiça e Paz Europa”

 

A PANDEMIA E OS MAIS VELHOS Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF


 Pandemis Idosos - foto VF


A PANDEMIA E OS MAIS VELHOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz



 

 

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
(...)

Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam,
mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
(...)

Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é:
"Também tu podes nascer",
pois nós nascemos, nascemos, nascemos.

(José Tolentino de Mendonça)

Falar em “nascer” quando falamos dos mais velhos parece contradição. Mas não é. Ser mais velho é nascer outra vez, não parar de nascer porque “a vida está cheia de nascimentos”. Ser mais velho é viver o tempo “em que os trabalhos se reconciliam”. Infelizmente a sociedade utilitarista em que vivemos não o permite. Trata-se da “cultura do descarte” a que se tem referido o Papa Francisco inúmeras vezes. Assim, a CNJP não pode, em tempos de pandemia, deixar de chamar a atenção para a forma como estamos a tratar os mais velhos. Trata-se de uma questão que não é recente, mas que se tornou pública.

Continuar...
 

ESFORÇOS PARTILHADOS Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF


Nota Esforço partilhado - Imagem

ESFORÇOS PARTILHADOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

O nosso país, como o mundo inteiro, vê-se hoje confrontado com uma crise económica e social de uma gravidade sem precedentes. Essa crise traduz-se, para muitos, em desemprego, perda total ou muito substancial de rendimentos e privação da satisfação de necessidades básicas, como a alimentação.

As desigualdades que já anteriormente marcavam a nossa sociedade tendem a agravar-se, pois, como revelam vários estudos, são os mais pobres quem, de um modo geral, mais sofre com esta crise.

A crise não atinge todos por igual e há quem não sofra perdas substanciais de rendimentos. A estes é pedido um esforço de solidariedade, também ele sem precedentes, que permita minorar os seus efeitos.

Neste contexto, causa legítima perplexidade e escândalo a notícia de que um banco privado, cuja sobrevivência tem sido assegurada graças a avultados fundos estatais que acabam a onerar todos os contribuintes, contempla a possibilidade de vir a atribuir prémios de gestão que (ainda que previstos contratualmente e “devidos” pela fixação de objetivos atingidos) implicam uma ordem de grandeza de tal modo elevada que choca pela disparidade face à média das retribuições do trabalho em Portugal.

Esta situação, e outras semelhantes, em matéria de política de retribuições ou de distribuição de dividendos de que ficam excluídos os trabalhadores, por bancos (também contemplados com excecionais benefícios estatais) ou outras empresas, contrastam flagrantemente com os esforços de solidariedade que a atual situação reclama.

Há que ter presente que nem tudo o que é legal é legítimo. E há que demonstrar que a responsabilidade social das empresas tem exigências de coerência e não pode confundir-se com um simples instrumento de promoção de imagem.

Como afirmou o Papa Francisco, nesta crise «estamos todos no mesmo barco e ninguém se salva sozinho». A coesão social é necessária, hoje mais do que nunca. Só a partilha equitativa dos esforços que nos são exigidos garante essa coesão.

                                                                                                                                                                                                                                                                    Lisboa, 25 de maio de 2020                                                                                                                                                                                                                                                                         
                                                                                                                                                                                                                                                               A Comissão Nacional Justiça e Paz        

 

UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
 

virus-covid-19-

UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

 «Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim» – frases que acompanharam a recente oferta de máscaras protetoras da China à Itália
 
Foi o mundo inteiro surpreendido pela difusão do vírus Covid-19 a uma escala que muitos considerariam inimaginável nos tempos de hoje, de tão benéficos progressos científicos.
 
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
 
Mas outras importantes lições se podem colher deste surpreendente fenómeno.
Continuar...