Comissão Nacional Justiça e Paz

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
Comissão Nacional Justiça e Paz

Manuela Silva - Missa de 30º dia

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Manuela silva-388x260

A Comissão Nacional Justiça e Paz convida todos os seus amigos e colaboradores a participar na missa de 30º dia do falecimento de Manuela Silva que será celebrada no dia 9 de Novembro, pelas 19h00, na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa.

A celebração será presidida por SER D. Juan José Omella, Cardeal-Arcebispo de Barcelona que, na manhã desse dia, intervirá na Conferência Anual da CNJP. www.ecclesia.pt/cnjp

 

«COM OS POBRES» Conferência Anual da CNJP

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

A Comissão Nacional Justiça e Paz, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa dedicado à análise e reflexão sobre questões da atualidade nacional e internacional ligadas à justiça e à paz, realiza a sua habitual Conferência Anual no dia 9 de novembro de 2019, no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa. A temática da Conferência «Com os Pobres», está relacionada com o Dia Mundial dos Pobres, que se celebra em data próxima, no âmbito da Igreja Católica.

Contaremos, entre outras, com as intervenções de D. Juan José Omella, Cardeal-Arcebispo de Barcelona e de D. José Traquina, Bispo de Santarém e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

 

                                                                                                     Programa e Formulário de Inscrição: https://forms.gle/FRtNnZeMYEWCaECk8
                                                                                              

CNJP Conferência 2019 CARTAZ VFCNJP conferencia 19-page-002

 

Conferência «Um planeta doente-Uma economia que mata», Reflexão e Propostas

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
 Cartaz Um Planeta Doente
Reflexão 

I-Introdução

Criada “a fim de desenvolver o estudo, a reflexão e a ação em favor do bem integral da pessoa humana” a Comissão Justiça e Paz da Diocese de Coimbra (CDJP) tem no seu horizonte o pronunciamento público sobre “as alegrias e esperanças, dores e angústias” que vivem os homens nossos concidadãos. Em razão das grandes mudanças que estão a acontecer no mundo, da reflexão interna da CDJP sobre as mesmas e da frescura introduzida no discurso pelo Papa Francisco, vimos propor a presente reflexão, que se inscreve historicamente na linha de duas outras mensagens desta Comissão, já de há alguns anos atrás - “Trabalho digno para todos” (dezembro 2013) e “Esperança e Critérios de Vida” (junho, 2010),

É uma reflexão que partilhamos com todas as pessoas, cidadãos e cidadãs co-construtores connosco da ‘cidade’ e do ‘tempo’ que vivemos. Mas é uma reflexão nascida no seio de uma comissão com uma especificidade eclesial, inserida numa Igreja concreta, a Igreja Diocesana de Coimbra e, portanto, uma reflexão informada e comprometida com a visão desta.

Noutros espaços, e com a parceria de muitos outros organismos e instituições, temos apresentado ou reproposto uma reflexão sobre diferentes circunstâncias mais particulares e, em certo sentido, mais próximas.[1] Queremos com esta Mensagem, diferentemente, olhar mais largo e mais longe, percecionar o mundo como um todo, para tomar consciência de quanto lhe pertencemos, de quanto o influenciamos e de quanto o que nele ocorre nos afeta também.

É, naturalmente, uma reflexão ética. São hoje muitas as vozes – entre as quais e com particular acuidade a do Papa Francisco – a sublinharem a necessidade desta reflexão, na convicção crescente de que a técnica separada da ética corre o risco de se virar contra o próprio homem.

Continuar...
 

«E Deus viu que tudo era bom» - Nota da CNJP

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

Genesis origen hombre


Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

E Deus viu que tudo era bom[1] 

 

Esquecemo-nos que nós mesmos somos terra

(Gen. 2, 7)

Tudo o que germina na terra bendiga o Senhor;

a Ele, a glória e o louvor eternamente!

(Dn. 3, 76)

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) começa por se congratular que, na semana das Nações Unidas pelo Clima, um vídeo feito por duas biólogas marinhas portuguesas da região de Setúbal tenha recebido o prémio final - entre tantos vídeos concorrentes - ao repto lançado pelas Nações Unidas. Uma semente de vida e esperança no nosso país e para toda a humanidade.

A CNJP quer ainda associar-se às manifestações que, ao longo destes dias, no nosso país e em todo o mundo, são lideradas por jovens (e crianças) que, na sequência da intervenção de Greta Thunberg, têm incentivado os adultos a participar e a responsabilizar-se pelo futuro das novas gerações. Ao jeito da interpelação de Jesus Cristo - “Deixai vir a Mim as crianças”  (Mt 19, 14) – eles (crianças e jovens) tomam a palavra, interpelam, arriscam. Vigílias de oração pelo clima têm unido os cristãos e outras denominações religiosas num objetivo comum: salvar a criação.

O papa Francisco exortou-nos: “ainda estamos a tempo”, “não deixemos fechar a janela de oportunidade que se nos oferece”. Apela ao nosso sentido ético e pede-nos “honestidade, responsabilidade, valentia”.

Lembramos o Relatório das Nações Unidas Cuidar o Futuro elaborado há 20 anos e recentemente reeditado[2]. Nele se preveem muitos dos factos experienciados hoje e que poderiam ter já sido evitados. São os pobres e as pessoas vulneráveis, os países do hemisfério sul, que mais estão a sofrer com as alterações climáticas: veja-se Moçambique, o Brasil, o Haiti, as Bermudas, entre outros. Que fazemos, instalados na confortável “fortaleza europeia”?

Na sua exortação para o dia mundial da oração pelo cuidado da criação (1 de Setembro) Francisco fala neste “Tempo da Criação”: “Desgraçadamente, a resposta humana ao dom recebido [a criação] foi marcada pelo pecado, pelo fechamento na própria autonomia, pela avidez de possuir e explorar. Egoísmos e interesses fizeram deste lugar de encontro e partilha, que é a criação, um palco de rivalidades e confrontos.”

Unamo-nos ainda ao Papa no Sínodo para a Amazónia a iniciar-se em breve. Mas unamo-nos também aos jovens: “a criação, rede da vida, lugar de encontro com o Senhor e entre nós, é a rede social de Deus”[3].  Vejamos com esperança este período dedicado ao clima e rezemos em palavras e sobretudo em obras - habituemo-nos a rezar imersos na natureza, afirma o Papa) - para que encontremos formas de salvar agora e todos os dias um planeta doente que espera por nós - cristãos e homens e mulheres de boa vontade, incluindo políticos e governantes, associações ambientalistas e toda a sociedade civil -, numa ética do cuidado, numa economia ao serviço dos mais vulneráveis e numa mudança para estilos de vida “mais simples e respeitadores”, como afirma Francisco.

Lisboa, 27 de Setembro de 2019



[1] Génesis, 1

[3] Francisco, Discurso às guias e aos escuteiros da Europa, 3 de agosto de 2019