Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notícias

ESCOLHER ENTRE UMA SOCIEDADE "MELHOR" OU UM RETROCESSO CIVILIZACIONAL por Graça Franco

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 GFVivemos, os últimos meses, agarrados à vida com unhas e dentes. Às nossas vidas. Às vidas dos outros. Fizemos tudo para nos/os proteger. Passámos noites sem dormir, cuidando, velando por elas. Fechámo-nos em casa, fechámo-los em casa. Cobrimo-nos de gel. Descalçámo-nos e calçámo-nos, criámos novos rituais. Mudámos de roupa, vezes sem conta, para nos/os poupar. Vimos cenas comoventes de centenários, curados, exibidos como troféus da não desistência, por médicos e cuidadores. Fizemos tudo. Superámo-nos. Gastámos o que tínhamos (e não tínhamos) para os salvar. Sabendo, de antemão, que talvez fiquem connosco mais umas semanas, uns meses, uns anos. Mas, seguramente, nunca mais uma década. Não vimos ninguém como tendo esgotado o seu prazo de validade. Não desistimos de nenhum. Como Sociedade recriámo-nos. Quem sabe, mudámos. Para melhor.

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AS LIÇÕES DA PANDEMIA E A EUTANÁSIA por Pedro Vaz Patto

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 PVPTheo Boer é um professor de ética médica holandês que durante vários anos foi membro da comissão de controlo da prática da eutanásia no seu país. Essa sua experiência levou-o a concluir, contra a sua convicção inicial, que a legalização dessa prática não se restringiu a casos raros e excecionais e conduziu à sua normalização. Esteve em Lisboa e proferiu uma conferência sobre essa sua experiência na Universidade Católica por alturas da discussão dos projetos de legalização da eutanásia apresentados na legislatura anterior.

Merece atenção um artigo que escreveu recentemente em parceria com Kevin Yuill (autor do livro Assisted Suicide: The Liberal, Humanist Case Against Legalization): What Covid-19 has revealed about eutanasia (“O que a Covid-19 revelou sobre a eutanásia”, em tradução livre)

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Semana Laudato si' 2010

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                                                              laudato si 2020

 

 

 

 

 

 

Na semana em que se celebra o 5º aniversário da publicação da carta encíclica Laudato Si’, a Universidade Católica Portuguesa (UCP), juntamente com a Conferência Episcopal Portuguesa, a Cáritas, a Rede Cuidar da Casa Comum, a Comissão Nacional Justiça e Paz, entre outras, assinala esta semana promovendo uma sessão virtual na próxima sexta-feira dia 22 de maio, às 12:00, com o tema “Tudo Está Interligado”.

A sessão contará com a presença do Vice-Reitor da UCP Prof. José Manuel Pereira de Almeida, da Profª Inês Espada Vieira docente da Faculdade de Ciências Humanas, do Dr. Juan Ambrosio, docente da Faculdade de Teologia que conversarão sobre a Laudato Si’ e a sua atualidade com dois jovens colaboradores da UCP, e participantes no Encontro Economia de Francisco, em novembro próximo, Filipa Pires de Almeida do Center for Responsible Business da Católica-Lisbon School of Business & Economics, e Eduardo Lopes da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (Centro Regional do Porto).

Inscrições para esta sessão disponíveis aqui.

No site da UCP, diariamente, serão publicadas às 12:00 citações da carta encíclica desafiando a comunidade a refletir sobre o cuidar da casa comum.

Para assinalar o fim da semana, no dia 24 de maio, às 12:00 o Papa convida todo o mundo para um momento de oração (onde estivermos), através da Oração Comum Laudato Si’.

 

UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

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UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

 «Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim» – frases que acompanharam a recente oferta de máscaras protetoras da China à Itália
 
Foi o mundo inteiro surpreendido pela difusão do vírus Covid-19 a uma escala que muitos considerariam inimaginável nos tempos de hoje, de tão benéficos progressos científicos.
 
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
 
Mas outras importantes lições se podem colher deste surpreendente fenómeno.
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Presidente da República condecorou Manuela Silva, a título póstumo

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Antiga presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz distinguida com a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública

manuela silva  - HMENAGEM PÓSTUMA

Lisboa, 07 mar 2020 (Ecclesia) – O Presidente da República Portuguesa distinguiu hoje, a título póstumo, a economista e professora universitária Manuela Silva, antiga presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz.

Marcelo Rebelo de Sousa entregou aos familiares de Manuela Silva a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública, como homenagem simbólica a uma “grande professora nas ideias e nos atos”.

O gesto decorreu no final de uma sessão evocativa que decorreu em Lisboa, por iniciativa do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e do Grupo Economia e Sociedade.

A Ordem da Instrução Pública destina-se a galardoar altos serviços prestados à causa da educação e do ensino.

O presidente da República falou de “uma mestra” que deu o rumo para “uma sociedade mais humana” e para um “Portugal bem melhor”.

Nascida a 26 de junho de 1932, em Cascais, Manuela Silva licenciou-se e foi professora catedrática convidada no Instituto Superior de Economia e Gestão; foi secretária de Estado para o Planeamento no I Governo Constitucional (1976-77); faleceu a 8 de outubro de 2019, aos 87 anos de idade.

Marcelo Rebelo de Sousa evocou uma figura “inesquecível”, elogiando o seu empenho cívico e capacidade de “rutura” relativamente à visão da Economia e à encarnação na sociedade

“Manuel Silva nunca navegou à vista da costa”, assinalou, no seu discurso.

O chefe de Estado destacou o trabalho da homenageada pela “igualdade de género, o papel da mulher” e “o desafio da coesão social”, no combate à pobreza e às assimetrias.

Falando de uma “excecional economista e militante social e política”, Rebelo de Sousa saudou ainda a “mulher de fé”, de luta contra a iniquidade e a injustiça, de promoção da paz, da fraternidade, “da dignidade da pessoa e das pessoas”

Durante o encontro foram ser ouvidos testemunhos de personalidades que conviveram com Manuela Silva, como Guilherme d’Oliveira Martins, Rosário Carneiro, José Leitão, João Cravinho ou Viriato Soromenho Marques.

Manuela Silva foi professora catedrática convidada do ISEG, tendo recebido em 2013 doutoramento ‘honoris causa’ pela Universidade Técnica de Lisboa.