Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notícias

Ética da vida e ética social

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Numa mensagem recente, dirigida aos participantes de uma conferência internacional sobre as mulheres e o desenvolvimento, organizada pelo Conselho Pontifício da Justiça e da Paz, em colaboração com a União Mundial das Organizações Femininas Católicas e a World Women’s Alliance for Life and Family, o Papa Francisco sublinhou uma questão que já o Papa Bento XVI havia, mais do que uma vez, sublinhado: a estreita ligação entre a ética da vida e a ética social. Afirmou a este respeito: «As questões ligadas à vida são intrinsecamente conexas com as questões sociais; quando defendemos o direito à vida, fazemo-lo também para que essa vida possa, da sua conceção até ao seu termo natural, ser uma vida digna, que não conheça as chagas da fome e da pobreza, da violência e da perseguição». E citou a encíclica de Bento XVI Caritas in veritate : «A Igreja propõe, com vigor, esta ligação entre ética da vida e ética social, ciente de que não pode ter sólidas bases uma sociedade que afirma valores como a dignidade da pessoa, a justiça e a paz, mas contradiz-se radicalmente aceitando e tolerando as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana, sobretudo se débil e marginalizada» (n. 15).

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«Os cristãos e a Europa»: comunicação do presidente da CNJP

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O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz participou, no passado dioa 8 de maio, num encontro da organização de movimentos cristãos de várias denominações Juntos pela Europa, em Faro.

Disponibiliza-se a comunicação apresentada nesse encontro com o tema «Os cristãos e a Europa».

[comunicação Juntos pela Europa Faro]

 

«Igreja, servidora dos pobres»: instrução pastoral da conferência episcopal espanhola

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A conferência episcopal espanhola publicou recentemente a instrução pastoral «Igreja, servidora dos pobres». A Comissão Nacional Justiça e Paz entende que esse documento deve ser divulgado também entre a comunidade eclesial portuguesa, uma vez que lança desafios que nos são em muitos aspetos comuns.

Atualização: a CNJP disponiliza uma tradução para português do documento.

[Iglesia, servidora de los pobres (espanhol) | Igreja, servidora dos pobres (trad. português)]

 

Cáritas Europa publica relatório de acompanhamento da crise

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caritascrisisreport 2015 por«A edição mais recente do Relatório de Acompanhamento da Crise não só apresenta a mensagem da Caritas Europa, mas também a das pessoas que suportam a crise e as suas múltiplas consequências dia após dia. Este relatório também transmite a mensagem das (...) organizações membros envolvidas diariamente, através dos serviços prestados a nível das bases, para dar resposta àqueles que sofrem com os efeitos da crise. A Caritas Europa está convencida de que todos os tipos de medidas de natureza política e legal destinadas a contrariar os impactos da crise devem ter por base a promoção e a proteção da dignidade humana, o progresso do bem comum e o apoio à solidariedade entre todos os grupos da sociedade.

O presente relatório constitui um instrumento útil para promover a recuperação na Europa e evitar novas crises. Ou usando as palavras do Papa Francisco: “Uma Europa que assiste, defende e tutela o Homem, todos os homens e mulheres.”»

(do prefácio da edição portuguesa)

[Relatório de Acompanhamento da Crise da Caritas Europa]

 

Só me apetece dizer, neste 13 de Maio, Nossa Senhora nos valha!

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Acabo de ver o noticiário da hora de almoço na SIC.

Um vídeo amador circula já no facebook: duas jovens do Bairro Novo da Figueira da Foz situado numa rua principal da cidade que leva às praias, pejada de cafés, bares e restaurantes, agridem selvaticamente um rapazinho. Passou um ano até tomarmos conhecimento do que se passou, depois de alguém colocar as imagens nas redes sociais - talvez os pais do jovem agredido quisessem manter este incidente no foro do privado, tal o estigma que rodeia uma vítima de processos de bullying. 13 minutos de agressão na cara e nos órgãos genitais! O rapazinho encostado a uma parede cor-de-rosa de mãos atadas. 13 minutos de crueldade sádica. Raparigas reproduzindo modelos de violência física que julgávamos serem mais frequentes em rapazes.

Eis algumas das minhas reflexões enquanto membro desta Comissão:

  • O flagelo do bullying nas escolas, nos bairros, nos jardins públicos, entre portas - trata-se ou não de uma questão de Justiça e Paz?
  • Será ou não uma forma de globalização – bem localizada, desta vez – do pecado da indiferença? (Papa Francisco)
  • Numa rua cheia de movimento quem protegeu este rapazinho? Quem prestou atenção? Quem olhou para o que se passava e procurou “dar uma mão”? Ou olhou para o lado dizendo para os seus botões que não era nada com ele/ela?
  • O bullying está diretamente correlacionado com o sucesso escolar, ou a ausência dele...com o sucesso na vida.

Sendo um dos primeiros países do mundo a subscrever a Convenção Internacional dos Direitos da Criança onde a colocámos? Que descrevemos nos relatórios quinquenais que nos propusemos fazer?

Fiquei estarrecida ao ouvir uma das jovens afirmar: “Eu estou na paz!” E a outra, rindo-se, completar: “Na Paz de Deus?!” Lembrei-me o que aprendi na catequese: “Não invocar o Santo Nome de Deus em vão..”

Fui professora e depois formadora de professores e educadores ao longo de quase 30 anos. As questões do bullying já são investigadas há muitos anos nos Estados Unidos, na Noruega, na Dinamarca. Quantas crianças em Portugal terão sido já objeto de bullying? Que consequências para a sua vida escolar, para a capacidade de aprender, de se relacionar de forma saudável com os outros? Que faz a escola, os professores, os assistentes operacionais que acompanham as crianças nos recreios, nas refeições, nas entradas e saídas, no recinto circundante à escola?

Justiça e Paz para esta criança, não consigo deixar de pedir bem alto. E se fosse o “meu filho” e não qualquer criança algures na Figueira da Foz?

Cito Augusto Gil: Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim?

Teresa Vasconcelos