Comissão Nacional Justiça e Paz

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Documentos

Manifesto sobre a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno - 7 de Outubro

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Nesta Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, os Movimentos da Pastoral Operária (MAAC – Movimento Apostolado Adolescentes e Crianças, JOC – Juventude Operária Católica, LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos) e a Comissão Nacional Justiça e Paz renovam o compromisso de continuar a lutar pelo trabalho digno e exigem da sociedade que o defenda e promova também, porque o Trabalho deve estar para o Homem e não o Homem para o Trabalho.

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Dor, louvor e alerta

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Na sua reunião anual, em Fátima, a 24 de junho de 2017, a Comissão Nacional Justiça e Paz, as Comissões Diocesanas Justiça e Paz e a Comissão Justiça e Paz dos Institutos Religiosos aprovaram a seguinte nota, a propósito da tragédia dos recentes incêndios.

Ainda em período de balanço dos trágicos incêndios que ocorreram recentemente no nosso país, queremos, antes de mais, exprimir a nossa solidariedade na dor das famílias enlutadas e dizer que as temos presentes nas nossas orações, tal como cada uma das vítimas, a quem auguramos a felicidade eterna junto de Deus.

Queremos também exprimir o nosso louvor a todos os que abnegadamente se entregam à defesa de vidas e bens no combate a este e outros fogos, num testemunho de amor ao próximo que nunca é demais enaltecer.

E queremos ainda formular votos de que esta tragédia sirva de alerta para que situações semelhantes não venham a repetir-se. Não pode suceder outra vez o que tem sucedido anteriormente: que a emoção de momentos como este seja rapidamente esquecida e que a reflexão sobre as causas estruturais que levam a que os incêndios provoquem em Portugal danos até maiores do que em países com condições climatéricas idênticas também não se prolongue para além destes momentos e não se traduza urgentemente em ações concretas.

Os problemas com que se deparam as populações mais pobres e vulneráveis de um interior cada vez mais desertificado também não podem ser recordados apenas nestes momentos trágicos.

A política de ordenamento do território deve ser guiada por critérios de bem comum, o das gerações presentes e os das gerações futuras, critérios que devem sobrepor-se a interesses individuais ou de grupo.

Mais amplamente e no plano internacional, há que enfrentar as alterações climáticas que podem vir a intensificar a ocorrência de incêndios e a gravidade das suas consequências.

Vem certamente a propósito salientar os apelos do Papa Francisco (designadamente na encíclica Laudato sì) à promoção de uma ecologia integral (ambiental, humana e social) e a uma educação ecológica que implica uma verdadeira conversão. O património florestal a proteger é mais do que um recurso económico, faz parte daquele dom de Deus à humanidade que representa a criação, dotada de uma ordem, harmonia e beleza que cada um de nós deve respeitar, cultivar e desenvolver sem destruir.

[notícia Ecclesia]

 

Ser Cristão no Trabalho: um desafio!

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O Papa Francisco na encíclica Laudato Si refere que a realidade em que vivemos nos coloca «perante a urgência de avançar numa corajosa revolução cultural.» (LS 114)

Foi este o desafio que as organizações católicas que constituem a Plataforma “Compromisso Social Cristão” - ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores), ACR (Ação Católica Rural); Cáritas Portuguesa,  JOC (Juventude Operária Católica); LOC (Liga Operária Católica), CNJP (Comissão Nacional Justiça e Paz) e SSVP (Sociedade de São Vicente de Paulo) quiseram aceitar, olhando a realidade, julgando-a e apontando possíveis caminhos para o futuro - Ver, Julgar e Agir.

Partimos da certeza de que, como refere o Papa, todos somos responsáveis por todos, todos estamos interligados, e, embora cada um tenha um papel a desempenhar, se queremos aspirar a promover a transformação cultural de que o nosso mundo necessita, precisamos de procurar caminhos e percorrê-los em conjunto.

Daí surge esta reflexão entre cristãos que procuram com o seu trabalho lutar pela dignificação de cada pessoa, pelo sucesso das suas organizações e pela procura do Bem Comum.

Queremos em conjunto procurar acções concretas que nos façam ser parte ativa neste olhar de uma ecologia integral que crie a mudança, promova a criação de valor para todos, promova uma cultura de inclusão, em vez de exclusão, promova a dignidade de todos e de cada um dos trabalhadores, em vez de uma cultura utilitarista e de descarte.

A Comissão Nacional Justiça e Paz

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A Desigualdade Salarial Coloca em Perigo a Coesão Social

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou recentemente o Relatório Mundial sobre os Salários 2016/2017 (Global Wage Report 2016/2017: Wage inequality in the workplace) onde analisou, de forma desenvolvida, aspetos da desigualdade salarial no local de trabalho. Esta Agência das Nações Unidas, que integra representantes dos governos, de empregadores e dos trabalhadores, produz estudos e documentos que incorporam conhecimentos do «mundo real» sobre trabalho e emprego considerados rigorosos e credíveis.

A Comissão Nacional Justiça e Paz, ao tomar conhecimento desse relatório, refletiu sobre o seu conteúdo e decidiu tecer algumas considerações sobre os salários, não só em Portugal, como noutros países do mundo.

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«O "Outro" é um dom a que nos devemos dar» -- reflexão da CNJP para a Quaresma 2017

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“O cristão — na Quaresma — é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor”. Assim começa o desafo que o Papa Francisco deixa a todos os cristãos nesta preparação para a Páscoa de 2017.

«O "Outro" é um dom a que nos devemos dar» -- reflexão da CNJP para a Quaresma 2017

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