Comissão Nacional Justiça e Paz

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Documentos

Atenção aos mais pobres

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comunicado da CNJP

De acordo com estudos baseados em dados do I.N.E., a redução de rendimentos, em consequência do programa de assistência financeira a que Portugal esteve sujeito nos últimos anos, foi mais acentuada entre os mais pobres do que entre a classe média. Apesar de a redução de salários e pensões ter sido proporcionalmente mais acentuada nos mais elevados, a redução de apoios sociais, precisamente quando eles eram mais necessários, provocou tal efeito.

Também de acordo com um estudo recentemente divulgado, nas maiores empresas portuguesas, a desproporção entre salários dos gestores e trabalhadores (que chega a atingir a ordem de várias dezenas) acentuou-se nos últimos anos. Em 2015, os presidentes executivos das empresas cotadas viram os seus salários subir, em média, mais de 14%, quando os dos trabalhadores subiram, em média, 4%.

Esta situação leva a Comissão Nacional Justiça e Paz a relembrar e sublinhar o seguinte:

A pobreza constitui uma ofensa à dignidade humana e, por isso, uma violação dos direitos humanos.

Uma desigualdade na repartição de sacrifícios necessários que prejudique os mais pobres ofende elementares sentimentos de justiça e o princípio da solicitude preferencial pelos mais pobres que deve orientar a ação do Estado.

Níveis excessivos e crescentes de desigualdade prejudicam a coesão social e o sentido de pertença à empresa e à comunidade global como família alargada.

Importa alertar para a necessidade de outra atenção aos mais pobres, também desprovidos de projeção mediática e força política e eleitoral. Para tal, não basta a reposição de salários e pensões que continua a beneficiar mais, proporcionalmente, a classe média, nem acreditar ilusoriamente que terminou a necessidade de sacrifícios imposta pela exigência de redução das dívidas pública e privada.

Lisboa, 7 de Junho de 2016

[comunicado em PDF]

 

«Misericórdia e diálogo»

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Disponibiliza-se a comunicação do presidente da CNJP, Pedro Vaz Patto, apresentada nas "conferências de maio" do Centro de Reflexão Cristã com o tema «Misericórdia e diálogo».

[documento em PDF]

 

«Panama Papers»

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Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz.

A Comissão Nacional Justiça e Paz tem acompanhado com estupefação a divulgação das notícias sobre os Panama Papers. Sabíamos que as offshores iam fazendo o seu trabalho de ajuda ao crescimento das grandes fortunas graças a uma imoral fuga aos impostos internacionalmente legalizada. A investigação jornalística dos Panama Papers fez emergir a verdadeira dimensão daquilo que já conhecíamos: a intrincada rede de empresas “fantasma”, conectadas umas com as outras, a possibilidade de branquear negócios ilícitos, pequenos e grandes desvios de fundos e fuga aos impostos, “luvas”, todo um conjunto de “esquemas” que permitem que uns poucos enriqueçam mais, enquanto outros não têm o mínimo necessário para viver com dignidade.

[documento em PDF | notícia Ecclesia]

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Viver a Quaresma no Ano da Misericórdia

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reflexao quaresma 2016A Comissão Nacional Justiça e Paz publicou a Reflexão para a Quaresma de 2016 intitulada «Viver a Quaresma no Ano da Misericórdia».

Está a ser preparada uma edição impressa que será distribuída nos próximos dias junto dos destinatários habituais e/ou outros que o solicitem ao Secretariado da Comissão.

[Viver a Quaresma no Ano da Misericórdia (documento em PDF) | notícia Ecclesia]

 

«Responder ao Mal com o Bem»

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Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre os atentados de Paris. 

A Comissão Nacional Justiça e Paz, perante os ataques terroristas recentemente ocorridos em Paris, quer exprimir a sua solidariedade para com as vítimas e seus familiares, assim como com o povo francês em geral. Foi atingido o coração de uma civilização que, com todas as suas imperfeições e incoerências, procura orientar-se pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

Como reposta a estes atentados e o que eles representam, para além de medidas militares e de segurança que sejam necessárias para evitar a sua repetição, importa acentuar que a resposta mais forte e duradoura é sempre a que opõe o bem ao mal e o amor ao ódio.

Para isso, há que reforçar o diálogo inter-religioso contra toda a instrumentalização da religião para justificar a violência (uma blasfémia, na expressão do Papa Francisco). Há que colmatar o vazio de ideais por que valha a pena dar a vida, vazio com que se deparam os jovens de muitos países, que leva a que estes se sintam atraídos por formas perversas de radicalismo. E há que combater a pobreza e a injustiça que favorecem a adesão a movimentos terroristas que exploram o desespero das vítimas dessa pobreza e dessa injustiça.

A unidade na dor e na indignação, para além de divisões ideológicas ou religiosas, a que vimos assistindo nestes dias, é já um primeiro passo dessa resposta.               

Lisboa, 17 de novembro de 2015

[comunicado em PDF]

 


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