Como educar o seu filho entre telemóveis, tablets e redes sociais

 

iRegras
Janell Burley Hofmann
Pergaminho
264 páginas
15,50 euros

 

Gregory Hofmann com o contato assinado com a sua mãe

Gregory Hofmann com o contato assinado com a sua mãe

 

 

 

Janell Burley Hofmann é jornalista e mãe de cinco filhos. À data da escrita do livro, apenas o mais velho tinha telemóvel, um smartphone. Quando a mãe deu ao Gregory o smartphone, assinou com ele um contrato, que começa assim: “Feliz Natal! Tu és agora o feliz detentor de um iPhone. Caramba! Tens treze anos, és bom rapaz e responsável, mereces esta prenda. Ora, ao aceitares esta prenda, também aceitas normas e regulamentos”. E segue-se um contrato com 18 pontos. Atendamos aos primeiros seis:
“1. O telemóvel é meu. Fui eu quem o comprou. Fui eu quem o pagou. Estou a emprestar-to. Não sou o máximo?
2. Eu saberei sempre a palavra-passe.
3. Se tocar, atende. É um telemóvel. Diz “Estou”, com educação. Nunca, por nunca, ignores uma chamada quando aparecer no ecrã “Mãe” ou “Pai”. Jamais.
4. Entrega o telemóvel ao Pai ou à Mãe às 19h30 nos dias de semana e às 21h00 aos fins de semana. […]
5. O telemóvel não vai para a escola contigo. Faz conversa com as pessoas a quem mandarias SMS. É uma aptidão para a vida. Meios dias, visitas de estudo e atividades depois das aulas ficam sujeitas a consideração especial.
6. Se cai na sanita, se se desfizer no chão ou se se esfumar no ar, tu és o responsável pelo custo de substituição ou reparação. Faz um biscate, guarda dinheiro dos aniversários. Vai acontecer, por isso deves preparar-te”.
Todo este livro é dedicado a esclarecer as “iRegras” com casos práticos desta ou de outras famílias e por vezes com dados estatísticos relativos aos telemóveis, às redes sociais, à Internet. As “iRegras”, estas ou outras, são para aplicar em família e na escola, nos tempos de estudo e nos tempos livres, no tempo das aulas e nas férias. Pretende-se, mais que tudo, ajudar a crescer os adolescentes.
Mais do que oferecer as regras propriamente ditas, que surgem logo no início, o livro oferece às famílias as ferramentas para encontrarem o equilíbrio entre o uso da tecnologia e as relações humanas não mediadas digitalmente. Ajuda os pais a criarem as suas próprias iRegras. E a sugerirem aos filhos que as criem (por exemplo, o que se pode e não se pode publicar nas redes sociais). A finalidade última é que os filhos cresçam com autoestima, integridade e responsabilidade, tanto dentro do ciberespaço como fora.
J.P.F.