Na passada quarta-feira, dia 11 do corrente mês de fevereiro, cerca de meia centena de visitadores e visitadoras esteve reunida à volta do nosso bispo, D. António Moiteiro, para celebrar o Dia Mundial do Doente, na casa das Irmãs Dominicanas. O tema de reflexão teve o enfoque no sofrimento humano, tendo sido equiparado à Cruz Redentora de Cristo.
D. António Moiteiro começou por afirmar que a Cruz de Cristo não foi construída por Deus; o mesmo aconteceu com a cruz de cada um de nós. Relativamente ao sofrimento, o Sr. Bispo recordou às pessoas presentes que ele fazia parte da natureza humana e que não consistia numa dádiva de Deus à humanidade: “Deus não quer o sofrimento das pessoas, mas a plenitude do bem-estar, biológico, social, cultural e espiritual da pessoa humana”. O sofrimento, não sendo um bem desejável, mas um mal que afeta toda a humanidade, pode ser também uma oportunidade de encontro com Deus, acrescentando: “ o sofrimento não é o fim em si mesmo. Quando é equiparado à Cruz salvífica de Cristo, ele projeta-nos sempre para o domingo de Páscoa”. Ao comparar o sofrimento ao mal, como algo que deve ser evitado e combatido, à semelhança do joio que cresce no meio da seara, deve ser vencido com o bem: “ o mal é sempre vencido com o bem”, afirmou o Sr. Bispo, dando como exemplo uma porção de vinagre ao qual se adicionarmos bastante água boa, perde o seu sabor e significância, embora continue presente. O mesmo deve acontecer na vida de um cristão; perante o mal, não devemos cansar-nos de praticar o bem permanentemente.
Após o almoço partilhado com o nosso Bispo no local do encontro diocesano, o grupo dirigiu-se para a capela do hospital de Aveiro para celebrar a Eucaristia, presidida por D. António Moiteiro. O local celebrativo encheu-se de visitadores, visitadoras, doentes, voluntários e voluntárias e funcionários hospitalares, profissionais de saúde e demais membros da comunidade. Durante a Eucaristia, quatro pessoas doentes receberam o sacramento da Santa Unção, previamente pedido.
A Eucaristia terminou com uma oração, rezada por toda a assembleia em uníssono, proposta pela Conferência Episcopal Portuguesa, para este dia (ver caixa).
No final, uma das pessoas que recebeu a Unção dos Doentes emocionada, confidenciou-me: “Vou muito contente, valeu a pena ter vindo. A força que senti e a graça que recebi durante a Santa Unção, não vou guardar só para mim, vou irradiar por quantos vivem à minha volta, mas principalmente pelas pessoas que vivem no sofrimento”. Outra senhora, participante no encontro durante toda a atividade, manifestou o seu agrado e satisfação pelos momentos intensos de oração, reflexão e celebração vividos nesse dia, concluindo: “Adorei ouvir o nosso Bispo, fala muito bem, é simpático e parece que diz aquilo que sente. Vou muito contente. Graças a Deus”.
José Carlos Costa
Coordenador do departamento Diocesano da Pastoral da Saúde
Oração proposta pelos bispos portugueses para o dia do doente
Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e por quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração. Avé Maria…

