“Todos encontraram um espaço de oração e de reconciliação permanente, que permitiu a todos rezar na comunhão da Igreja”.
Mais de 700 pessoas passaram pelas igrejas de São Francisco e de Santo António, em Aveiro, nas “24 horas para o Senhor”, que decorreram entre as 21h do dia 13 março e as 21h do dia 14.
A jornada, organizada pelos Jovens do Arciprestado de Aveiro (GJA2), iniciou-se com a celebração da Eucaristia na sexta-feira, presidida por D. António Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, e terminou com um momento solene de Oração de Vésperas e Bênção do Santíssimo Sacramento.
Pedro Barros, diácono ao serviço da paróquia de Aradas e dinamizador da iniciativa, com o GJA2, adianta ao Correio do Vouga que, “querendo aceitar o desafio de combater a indiferença, todos os que por ali passaram encontraram um espaço de oração e de reconciliação permanente, que permitiu a todos rezar na comunhão da Igreja”.
Ao longo das 24 horas, houve pessoas de todas as 13 paróquias do arciprestado, mas a presença dos jovens notou-se mais. “A maioria das horas foram dinamizadas por jovens, também tivemos um grupo da comunidade brasileira que estuda na Universidade de Aveiro a dinamizara um terço; tivemos igualmente muitos grupos de oração e alguns movimentos (de adultos), voluntários e catequistas, alguns consagrados e religiosos. O seminário também esteve presente com o Pré-Seminário e o Seminário Menor”, adianta Pedro Barros.
“Foi uma alegria ver que o Senhor continua a inquietar e atrair os corações de muitos, dado que centenas de pessoas passaram nestas 24 horas naquele canto de céu! Do silêncio contemplativo à oração mariana; da oração missionária à oração jovem; da meditação individual aos cânticos de louvor eucarístico; da presença discreta à alegria irradiada nos rostos; da Palavra do Senhor à misericórdia de Deus, vivemos todos, como disse uma das jovens que por ali passou: «Um momento forte de encontro com o Pai / Uma noite calma de oração e descanso debaixo das asas da Vida»”, afirma Pedro Barros.
Exceto na hora da Eucaristia, logo no início, nas restantes 23 horas estiveram sempre presentes padres disponíveis para a Reconciliação. E houve, de facto, “quem se reconciliasse durante as horas de madrugada”, adianta o jovem diácono, que deixa “uma palavra especial de agradecimento” à Fraternidade da Ordem Terceira de São Francisco, que desde o início deu a possibilidade de ali se realizar a jornada e tudo fez para que “não faltasse nada”.

