Vasco Leónidas vai ser homenageado na Colónia Agrícola

O engenheiro agrónomo foi responsável pela dádiva de terrenos na Colónia Agrícola das Gafanhas a diversas instituições de cariz social.

Vasco Rodrigues de Pinho Leónidas (1919-2005), presidente da Junta de Colonização Interna (JCI) entre 1959 e 1969, vai ser homenageado no sábado, 31 de Março. A iniciativa é promovida por funcionários da extinta JCI e pela Associação de Moradores de Nossa Senhora dos Cam-pos (da Colónia Agrícola das Gafanhas), com o apoio da Câmara Municipal de Ílhavo e da Ordem dos Engenheiros.

Às 11h do dia 31, D. António Marcelino presidirá à Eucaristia na Capela de Nossa Senhora dos Campos, seguindo-se uma sessão solene no auditório do Centro de Formação Profissional da Gafanha, em que será evocada a vida e a obra do engenheiro.

Vasco Leónidas foi responsável pela entrega, “a título não oneroso, de dezenas de hectares de antigos casais agrícolas para a instalação de diversas obras de acção social sedeadas no concelho de Ílhavo”, conforme refere a comissão organizadora. Nesses terrenos, estão hoje as seguintes instituições e estruturas: Cemitério da Gafanha da Encarnação, Campo do NEGE, Grupo Desportivo da Gafanha da Nazaré, Santuário de Schoenstatt, CASCI – Centro de Acção Social de Ílhavo, CERCIAVE, Grupo Desportivo da Gafanha de Áquem, Bombeiros Voluntários de Ílhavo, Parque de Campismo, Lar de Nossa Senhora da Nazaré e Casa da Remelha (antigo Patriarche) e áreas confinantes da Capela de Nossa Senhora dos Campos.

Nascido na Vera Cruz, Aveiro, em 1919, Vasco Leónidas formou-se no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e ingressou nos quadros da JCI em 1945. Tendo presidido a esse organismo de 1959 a 1969, foi responsável pelo lançamento das primeiras operações de reparcelamento rural, incrementou o acesso à propriedade de antigos rendeiros e colonos e criou os primeiros centros especializados em formação profissional agrícola. De 1969 a 1972, como Secretário de Estado da Agricultura, fez aprovar a Lei de Defesa e Protecção da Natureza, criou o Serviço Nacional de Combate a Incêndios Florestais e esteve na criação do Parque Nacional de Peneda-Gerês. O seu papel como promotor do mundo rural é amplamen-te reconhecido.

Em 1975, por ter estado ligado ao Estado Novo, foi para o Brasil, onde viveu um par de anos. Entre outras actividades, coordenou diversos estudos de desenvolvimento do Estado de Roraima. Vasco Leónidas morreu em 2005, em Cascais, onde residia.