{"id":116573,"date":"2018-10-13T12:00:21","date_gmt":"2018-10-13T12:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=116573"},"modified":"2020-03-12T17:38:15","modified_gmt":"2020-03-12T17:38:15","slug":"ano-b-28o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-b-28o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos\/","title":{"rendered":"Ano B &#8211; 28.\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gtmlV6AerAE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Vida eterna no quotidiano<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>No Evangelho deste 28.\u00ba Domingo do Tempo Comum, conhecemos a resposta radical de Jesus ao jovem que lhe pergunta sobre o que fazer para alcan\u00e7ar a vida eterna: \u201cFalta-te uma coisa: vai vender o que tens, d\u00e1 o dinheiro aos pobres, e ter\u00e1s um tesouro no C\u00e9u. Depois, vem e segue-Me\u201d.<\/p>\n<p>Os ap\u00f3stolos tinham raz\u00f5es para ficarem desconcertados\u2026 e n\u00f3s tamb\u00e9m, certamente! \u00c9 verdadeiramente necess\u00e1rio abandonar tudo, nada possuir, ser \u201cpobre como Job\u201d, ou como Francisco de Assis, para ser disc\u00edpulo de Cristo? Isso \u00e9 irrealista e imposs\u00edvel!<\/p>\n<p>Olhemos um pouco mais de perto! Na primeira parte do di\u00e1logo, o jovem comete o mesmo erro dos fariseus. Fica-se pelo \u201cfazer\u201d. Para eles, a Lei era a norma suprema e a sua observa\u00e7\u00e3o escrupulosa, o \u00fanico meio para obter de Deus a salva\u00e7\u00e3o. Religi\u00e3o severa e exigente, sem d\u00favida, que tinha a sua grandeza.<\/p>\n<p>Ora, Jesus convida o homem rico a passar para outro registo. De repente, n\u00e3o se trata de vida eterna a ganhar, mas de seguir Jesus. A vida eterna \u00e9 estar com Jesus! Eis a grande transforma\u00e7\u00e3o que Jesus vem provocar. N\u00e3o se trata primeiramente de fazer esfor\u00e7os especiais para obedecer a mandamentos, mas de entrar numa rela\u00e7\u00e3o de amor com Jesus.<\/p>\n<p>H\u00e1 que descobrir que Jesus, Ele em primeiro lugar, nos ama. A refer\u00eancia de Marcos \u00e9 fundamental: \u201cJesus olhou para ele com simpatia\u201d, com amor. \u00c9 este olhar que transforma tudo. Jesus quer fazer compreender ao homem rico que lhe falta o essencial: deixar-se amar em primeiro lugar, descobrir que todos os seus bens materiais nunca poder\u00e3o preencher esta necessidade vital, para toda a pessoa, de ser amada. Sen\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel aprender a amar.<\/p>\n<p>As riquezas s\u00e3o mesmo um obst\u00e1culo ao amor, porque este, para ser verdadeiro, diz ao outro: \u201cPreciso de ti. Sem ti, serei pobre em humanidade\u201d. As riquezas desse homem impediram-no de ler tudo isto no olhar de Jesus. O homem partiu. Mas Jesus n\u00e3o lhe retirou o seu amor, acompanhou-o sempre com o seu olhar de amor, como o pai do filho pr\u00f3digo.<\/p>\n<p>Voltemos ainda \u00e0 quest\u00e3o da vida eterna, desejo do homem rico e de todos n\u00f3s. Deus oferece-nos essa vida j\u00e1 neste mundo e convida-nos a acolh\u00ea-la e a escolh\u00ea-la em cada dia da nossa caminhada nesta terra; no entanto, sabemos que s\u00f3 atingiremos a plenitude da vida quando nos libertarmos da nossa finitude, da nossa debilidade, das limita\u00e7\u00f5es que a nossa humanidade nos imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Como peregrinos de Deus, a vida eterna \u00e9 uma realidade que deve marcar cada passo da nossa exist\u00eancia terrena, em todos os nossos quotidianos, sempre iluminados pelo olhar de amor de Deus para connosco. E neste M\u00eas do Ros\u00e1rio e M\u00eas Mission\u00e1rio, como disc\u00edpulos mission\u00e1rios de Jesus Cristo, vivamos esse amor como miss\u00e3o das nossas vidas, fam\u00edlias e comunidades.<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em>www.dehonianos.org<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida eterna no quotidiano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":162777,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[106],"tags":[107],"class_list":["post-116573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-b-tempo-comum","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116573"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":164146,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116573\/revisions\/164146"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162777"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}