{"id":126906,"date":"2019-02-02T12:00:45","date_gmt":"2019-02-02T12:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=126906"},"modified":"2020-03-12T14:39:52","modified_gmt":"2020-03-12T14:39:52","slug":"ano-c-04o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-c-04o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos-2\/","title":{"rendered":"Ano C &#8211; 04.\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano C - 4.\u00ba Domingo do tempo comum\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JVnxn6PB76A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Sem caridade, que somos n\u00f3s?<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A Palavra de Deus neste quarto domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre o caminho do profeta: caminho de sofrimento, solid\u00e3o e risco, mas tamb\u00e9m caminho de paz e esperan\u00e7a, porque \u00e9 um caminho onde Deus est\u00e1.<\/p>\n<p>Na peregrina\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3, que s\u00f3 pode ser na f\u00e9 e na caridade, vale para n\u00f3s a mesma presen\u00e7a de Deus em rela\u00e7\u00e3o a Jeremias: \u00abn\u00e3o temas, porque Eu estou contigo para te salvar\u00bb. Deus forma Jeremias desde o ventre materno, escolhe-o e consagra-o como profeta.<\/p>\n<p>No Evangelho, Jesus aparece como o grande profeta, desprezado pelos seus, mas que \u00abpassou pelo meio deles e seguiu o seu caminho\u00bb. \u00c9 o mesmo caminho do Pai, que nos ama e quer salvar.<\/p>\n<p>A segunda leitura parece desenquadrada desta tem\u00e1tica: fala da caridade ou do amor, desinteressado e gratuito, apresentando-o como a ess\u00eancia da vida crist\u00e3. Parece desenquadrada, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim, porque o profeta s\u00f3 pode ser guiado pelo amor e nunca pelo pr\u00f3prio interesse. S\u00f3 assim a sua miss\u00e3o far\u00e1 sentido.<\/p>\n<p>Fiquemos uns instantes neste bel\u00edssimo texto de Paulo, t\u00e3o conhecido como hino ao amor ou \u00e0 caridade. \u00c9 uma das suas p\u00e1ginas mais c\u00e9lebres, em que o ap\u00f3stolo nos indica \u00abum caminho superior a todos os outros\u00bb: n\u00e3o o caminho do amor-paix\u00e3o nem do amor-amizade, mas o caminho do amor-caridade, da <em>agap\u00e8<\/em>.<\/p>\n<p>Para falar deste amor, em vez de dar defini\u00e7\u00f5es, Paulo utiliza 15 verbos de a\u00e7\u00e3o: ter paci\u00eancia, servir, n\u00e3o invejar, n\u00e3o se vangloriar, n\u00e3o se orgulhar, etc. Este hino s\u00f3 pode elevar-nos, mesmo inflamar-nos. S\u00e3o 15 dinamismos ou atitudes de vida no amor.<\/p>\n<p>Procuremos ler todo o texto, isto \u00e9, a forma longa proposta na liturgia. Muitas vezes, na proclama\u00e7\u00e3o das leituras, ficamo-nos pelas formas breves. Se calhar para ganhar tempo. Mas depois estica-se o tempo em extensas homilias, por vezes fora de tom, e em exaustivos avisos paroquiais. E corta-se o tempo da Palavra. Oxal\u00e1 que isso n\u00e3o aconte\u00e7a, sobretudo na leitura de hoje.<\/p>\n<p>Se ficarmos pela forma breve, acolhemos o essencial: se n\u00e3o tiver amor, nada sou! Mas perdemos o desenvolvimento da mesma ess\u00eancia: como n\u00e3o deve ser e como deve ser a caridade, que \u00e9 o m\u00e1ximo de tudo, mesmo acima da f\u00e9 e da esperan\u00e7a. A f\u00e9 \u00e9 priorit\u00e1ria, mas a caridade tem a primazia. Afinal, sem amor, que somos n\u00f3s? Sem caridade, nada somos!<\/p>\n<p>Uma sugest\u00e3o final: podemos reler o cap\u00edtulo 13 da Primeira Carta aos Cor\u00edntios, substituindo \u00abcaridade\u00bb por \u00abCristo\u00bb. Deste modo, podemos ver como anda em concreto o nosso caminho prof\u00e9tico centrado no amor de Cristo. Que somos n\u00f3s, sem caridade? E sem Cristo, que somos n\u00f3s?<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em><a href=\"http:\/\/www.dehonianos.org\">www.dehonianos.org<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem caridade, que somos n\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":162717,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[102],"tags":[107],"class_list":["post-126906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-c-tempo-comum","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126906"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126906\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":164125,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126906\/revisions\/164125"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162717"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}