{"id":133806,"date":"2019-04-13T21:48:28","date_gmt":"2019-04-13T21:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=133806"},"modified":"2020-03-12T17:36:57","modified_gmt":"2020-03-12T17:36:57","slug":"ano-c-domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor-dehonianos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-c-domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor-dehonianos\/","title":{"rendered":"Ano C &#8211; Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano C - Domingo de Ramos\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Tf8zQsPzCsM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Contemplar a cruz com paix\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Evangelho do Domingo de Ramos convida-nos a contemplar a paix\u00e3o e morte de Jesus. Na cruz revela-se o amor de Deus, que n\u00e3o guarda nada para si, mas que se faz dom total para nos salvar.<\/p>\n<p>O grande poeta Dante definiu o evangelista Lucas como \u201co escriba da miseric\u00f3rdia de Deus\u201d. No relato da Paix\u00e3o, sem esquecer os sofrimentos de Jesus e a sua ang\u00fastia na agonia do monte das Oliveiras, Lucas continua a revelar at\u00e9 ao fim a miseric\u00f3rdia do Pai.<\/p>\n<p>Primeira afirma\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cPai, perdoa-lhes, porque n\u00e3o sabem o que fazem\u201d. Jesus n\u00e3o se limita a perdoar, vai mais longe. Sabe que a fonte do amor e do perd\u00e3o est\u00e1 no Pai.<\/p>\n<p>Segunda afirma\u00e7\u00e3o de Jesus, como resposta ao bom ladr\u00e3o: \u201cEm verdade te digo: hoje estar\u00e1s comigo no Para\u00edso\u201d. O perd\u00e3o do Pai n\u00e3o suporta qualquer adiamento nem qualquer exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Terceira afirma\u00e7\u00e3o de Jesus, que \u00e9 um grito de infinita confian\u00e7a no seu Pai: \u201cPai, em tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d. Jesus acolheu sempre, na liberdade da sua consci\u00eancia humana, o amor do Pai. No momento supremo da sua vida, manifesta a sua ades\u00e3o ao amor infinito do seu Pai, \u00e0 sua vontade de salva\u00e7\u00e3o e de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Celebrar a paix\u00e3o e morte de Jesus \u00e9 abismar-se na contempla\u00e7\u00e3o do amor de Deus. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a fome, o sono, o cansa\u00e7o, conheceu a mordedura das tenta\u00e7\u00f5es, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no ch\u00e3o, esmagado contra a terra, atrai\u00e7oado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Ele quis repartir connosco esta boa not\u00edcia que enche de alegria o nosso cora\u00e7\u00e3o, a mais espantosa hist\u00f3ria de amor que \u00e9 poss\u00edvel contar.<\/p>\n<p>Contemplar a cruz onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que s\u00e3o crucificados neste mundo: os que sofrem viol\u00eancia e s\u00e3o explorados, exclu\u00eddos e privados de direitos e de dignidade. Significa denunciar tudo o que gera \u00f3dio, divis\u00e3o, medo, em termos de estruturas, valores, pr\u00e1ticas, ideologias. Significa evitar que as pessoas continuem a crucificar outras pessoas. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor. O crist\u00e3o sabe que amar como Jesus \u00e9 viver a partir de uma din\u00e2mica que a morte n\u00e3o pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Levados pela Palavra, vivamos a Semana Santa na ora\u00e7\u00e3o e na contempla\u00e7\u00e3o, com o olhar fixo em Jesus Cristo, a ess\u00eancia do nosso ser e da comunh\u00e3o de irm\u00e3os em Igreja.<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em><a href=\"http:\/\/www.dehonianos.org\">www.dehonianos.org<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contemplar a cruz com paix\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":162679,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[116],"tags":[107],"class_list":["post-133806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-c-quaresma","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133806"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133806\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":164136,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133806\/revisions\/164136"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162679"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}