{"id":149531,"date":"2019-09-28T16:37:30","date_gmt":"2019-09-28T16:37:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=149531"},"modified":"2020-03-12T14:31:00","modified_gmt":"2020-03-12T14:31:00","slug":"ano-c-26o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-c-26o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos\/","title":{"rendered":"Ano C &#8211; 26.\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano C - 26.\u00ba Domingo do Tempo Comum\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hED8WC9A6a4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Partilhar os bens recebidos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A liturgia deste 26.\u00ba domingo do Tempo Comum faz-nos pensar de novo sobre a nossa rela\u00e7\u00e3o com os bens deste mundo: n\u00e3o nos pertencem de forma exclusiva, s\u00e3o dons que Deus colocou nas nossas m\u00e3os para que os administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.<\/p>\n<p>As palavras do profeta Am\u00f3s s\u00e3o muito provocadoras: denuncia violentamente uma classe dirigente ociosa, que vive no luxo \u00e0 custa da explora\u00e7\u00e3o dos pobres e que n\u00e3o se preocupa minimamente com o sofrimento e a mis\u00e9ria dos humildes; anuncia que Deus n\u00e3o pactua com esta situa\u00e7\u00e3o, pois este sistema de ego\u00edsmo e injusti\u00e7a n\u00e3o tem nada a ver com o seu projeto para os homens e para o mundo.<\/p>\n<p>Na par\u00e1bola do rico e do pobre L\u00e1zaro, uma das par\u00e1bolas da miseric\u00f3rdia, o Evangelho oferece-nos uma catequese sobre a posse dos bens. \u00c9 a \u00fanica par\u00e1bola em que Jesus d\u00e1 um nome a um dos protagonistas da hist\u00f3ria que inventa. O pobre chama-se L\u00e1zaro, que, em hebraico, significa \u201cDeus socorreu\u201d. \u00c9 o que Jesus faz pelo seu amigo. O rico \u00e9 descrito com todo o fausto que o rodeava: vestidos luxuosos, festins sumptuosos e quotidianos. Mas n\u00e3o tem nome, \u00e9 \u201co rico\u201d. Aos olhos de Deus, os que ocupam o primeiro lugar s\u00e3o os pobres.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma frase central neste relato: \u201cL\u00e1zaro bem desejava saciar-se do que ca\u00eda da mesa do rico, mas at\u00e9 os c\u00e3es vinham lamber-lhe as chagas\u201d. Uma frase muito pr\u00f3xima da par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo, quando o filho mais novo lamenta n\u00e3o poder comer as bolotas dos porcos. Esse filho simboliza o homem pecador fechado na sua solid\u00e3o, o pobre L\u00e1zaro \u00e9 v\u00edtima do pecado do rico, mas o resultado \u00e9 o mesmo: n\u00e3o s\u00e3o vistos por ningu\u00e9m. Ningu\u00e9m lhes d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o. S\u00f3 os c\u00e3es v\u00eam lamber as chagas do pobre.<\/p>\n<p>Temos aqui uma descri\u00e7\u00e3o muito realista do que s\u00e3o as nossas rela\u00e7\u00f5es, muitas vezes an\u00f3nimas e indiferentes. Mesmo com os mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s, acontece que n\u00e3o os vemos verdadeiramente, a ponto de nos esquecermos de lhes dizer bom dia e de estarmos atentos ao que s\u00e3o e ao que fazem. Jesus recorda-nos que, para Ele e para seu Pai, cada ser humano \u00e9 olhado como \u00fanico, ningu\u00e9m \u00e9 descart\u00e1vel, como nos diz constantemente o Papa Francisco.<\/p>\n<p>A Palavra de Deus desafia-nos com toda a sua for\u00e7a prof\u00e9tica. Diante de todos os desastres do mundo, temos um olhar diferente para com todos os \u201cL\u00e1zaros\u201d da nossa sociedade ou ficamo-nos por um simples relance no ecr\u00e3 da televis\u00e3o ou nas redes sociais? Ouvimos os golpes discretos \u00e0 nossa porta? Ou ser\u00e3o somente c\u00e3es a dar-lhes assist\u00eancia?<\/p>\n<p>Levados pela Palavra de Deus, partilhemos os bens que recebemos, contribuindo assim para eliminar o enorme abismo entre ricos e pobres, a todos os n\u00edveis: material, espiritual e cultural.<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em>www.dehonianos.org<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partilhar os bens recebidos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":162545,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[102],"tags":[107],"class_list":["post-149531","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-c-tempo-comum","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149531"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149531\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":164105,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149531\/revisions\/164105"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162545"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}