{"id":183003,"date":"2020-08-08T19:18:51","date_gmt":"2020-08-08T18:18:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=183003"},"modified":"2021-02-24T18:48:08","modified_gmt":"2021-02-24T18:48:08","slug":"ano-a-19-o-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-a-19-o-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"Ano A &#8211; 19.\u00ba Domingo do tempo comum &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano A - 19\u00ba domingo do tempo comum. Coment\u00e1rio do padre Manuel Barbosa, scj\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Spr2HEjShrM?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o ponhamos Deus de f\u00e9rias!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Neste 19.\u00ba Domingo do Tempo Comum, podemos real\u00e7ar a mensagem da primeira leitura do Livro dos Reis. \u00c9 um convite a regressarmos \u00e0s origens do nosso compromisso de f\u00e9, para fazermos uma peregrina\u00e7\u00e3o ao encontro do Deus da comunh\u00e3o e da Alian\u00e7a. N\u00e3o encontramos Deus nas manifesta\u00e7\u00f5es espetaculares, mas na m\u00e1xima simplicidade.<\/p>\n<p>Elias passa a noite numa gruta e aceita o convite do Senhor: \u00abSai e permanece no monte \u00e0 espera do Senhor\u00bb. O Senhor passou e apareceu na brisa suave.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 Deus? Como \u00e9 Deus? \u00c9 poss\u00edvel provar, sem margem para d\u00favidas, a exist\u00eancia de Deus? Perguntas que certamente j\u00e1 fizemos ou ouvimos. Somos pessoas a quem Deus inquieta: h\u00e1 algo no cora\u00e7\u00e3o da pessoa que a leva a interrogar-se sobre Deus e a tentar descobrir o seu rosto.<\/p>\n<p>Mas Deus n\u00e3o \u00e9 evidente. Se confiarmos apenas nos nossos sentidos, Deus n\u00e3o existe: n\u00e3o conseguimos v\u00ea-l\u2019O com os nossos olhos, sentir o seu cheiro ou toc\u00e1-l\u2019O com as nossas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Mais ainda: nenhum instrumento cient\u00edfico, nenhum microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico, nenhum radar espacial detetou qualquer sinal sens\u00edvel de Deus. Talvez por isso o sovi\u00e9tico Yuri Gagarin, o primeiro homem do espa\u00e7o, mal p\u00f4s os p\u00e9s na terra, apressou-se a afirmar que n\u00e3o tinha encontrado na estratosfera qualquer marca de Deus. Uma atitude meramente sensorial e f\u00edsica\u2026<\/p>\n<p>O texto que nos \u00e9 proposto convida todos aqueles que est\u00e3o interessados em Deus a descobri-l\u2019O no sil\u00eancio, na simplicidade, na intimidade. \u00c9 preciso calar o ru\u00eddo excessivo, moderar a atividade desenfreada, encontrar tempo e disponibilidade para consultar o cora\u00e7\u00e3o, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presen\u00e7a e as suas indica\u00e7\u00f5es nos sinais, quase sempre discretos, que Ele deixa na nossa hist\u00f3ria e na vida do mundo. \u00c9 preciso encontrar tempo para \u00abbuscar Deus\u00bb. E o tempo de ver\u00e3o, logo nestes in\u00edcios de agosto, deveria ser tamb\u00e9m aproveitado para isso. N\u00e3o ponhamos Deus de f\u00e9rias!<\/p>\n<p>Hoje como ontem, h\u00e1 outros deuses, outras propostas de felicidade, que nos procuram seduzir e atrair. H\u00e1 deuses que gritam alto a sua capacidade de nos oferecer uma felicidade imediata; h\u00e1 deuses que, como um terramoto, fazem tremer as nossas convic\u00e7\u00f5es e lan\u00e7am por terra os valores que consideramos mais sagrados; h\u00e1 deuses que, com a for\u00e7a da tempestade, nos arrastam para atitudes de ego\u00edsmo, de prepot\u00eancia, de injusti\u00e7a, de comodismo, de \u00f3dio. A Palavra de Deus convida-nos a uma peregrina\u00e7\u00e3o ao encontro das nossas ra\u00edzes, dos nossos compromissos batismais. Temos, permanentemente, de partir ao encontro de Deus. Como Elias, tomemos tempo para O acolher na brisa suave, ou, olhando o Evangelho de hoje, para O acolher na barca do mar onde Cristo vai ao leme dos nossos cora\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Manuel Barbosa, scj<\/p>\n<p>www.dehonianos.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o ponhamos Deus de f\u00e9rias!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":183005,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[105],"tags":[107],"class_list":["post-183003","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-a-tempo-comum","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=183003"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":199615,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183003\/revisions\/199615"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183005"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=183003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=183003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=183003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}