{"id":199333,"date":"2021-02-13T12:45:51","date_gmt":"2021-02-13T12:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=199333"},"modified":"2021-02-24T19:23:01","modified_gmt":"2021-02-24T19:23:01","slug":"ano-b-06-o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-b-06-o-domingo-do-tempo-comum-dehonianos\/","title":{"rendered":"Ano B &#8211; 06.\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano B - 6.\u00ba Domingo do Tempo Comum\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M7lNRmiNmDk?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Passar da indiferen\u00e7a \u00e0 proximidade<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Evangelho do sexto domingo do tempo comum apresenta-nos o encontro de um leproso com Jesus. A maldi\u00e7\u00e3o que atingia os leprosos era total: mortos vivos, exclu\u00eddos dos lugares habitados, proibidos no templo e na sinagoga, considerados impuros aos olhos dos homens e de Deus.<\/p>\n<p>Um deles quebra as proibi\u00e7\u00f5es e aproxima-se de Jesus que ousa um gesto impens\u00e1vel: estende a m\u00e3o e toca o infeliz, tornando-se Ele pr\u00f3prio, na pr\u00e1tica de ent\u00e3o, tamb\u00e9m impuro.<\/p>\n<p>Jesus toma nas suas m\u00e3os o mal e o sofrimento deste homem. Tira-o da lepra, liberta-o da exclus\u00e3o, de toda a impureza. O leproso pode assim reencontrar a companhia dos outros e de Deus.<\/p>\n<p>Agora \u00e9 Jesus que \u201cn\u00e3o podia entrar abertamente numa cidade. Era obrigado a evitar os lugares habitados\u201d. \u00c9 como se Jesus tivesse tomado o lugar do leproso. Jesus toma sobre Ele as nossas faltas e os nossos sofrimentos, toma o nosso lugar para absorver na sua pessoa e no amor do Pai todas as nossas mis\u00e9rias.<\/p>\n<p>Em Jesus Cristo encontramos toda a nossa dignidade de homens e de mulheres livres, capazes de entrar de novo em rela\u00e7\u00e3o uns com os outros e, sobretudo, de nos aproximarmos de novo de Deus, sem qualquer medo.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes h\u00e1 pessoas que inventam mecanismos de exclus\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o e sofrimento, em nome de um Deus severo, intolerante e distante, incapaz de compreender os limites e as fragilidades do homem. Trata-se de um atentado contra Deus.<\/p>\n<p>O Deus que somos convidados a descobrir, a amar e a testemunhar no mundo \u00e9 o Deus de Jesus Cristo, que vem ao encontro de cada um de n\u00f3s e Se compadece pelo nosso sofrimento, que nos estende a m\u00e3o com ternura e nos purifica, que nos oferece uma nova vida e nos integra na comunidade do Reino, nessa fam\u00edlia onde todos t\u00eam lugar e onde todos s\u00e3o filhos amados por Deus.<\/p>\n<p>Seguindo Jesus nas suas atitudes de proximidade, de solidariedade e de aceita\u00e7\u00e3o, como \u00e9 que lidamos com os exclu\u00eddos da sociedade ou da Igreja? Procuramos integrar e acolher os estrangeiros, os marginais, os pecadores, os descartados\u2026 ou ajudamos a perpetuar os mecanismos de exclus\u00e3o e de discrimina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O Evangelho diz ainda que o leproso, apesar da proibi\u00e7\u00e3o de Jesus, \u201ccome\u00e7ou a apregoar e a divulgar o que acontecera\u201d. Marcos sugere, desta forma, que o encontro com Jesus transforma de tal forma a vida da pessoa que ela n\u00e3o pode calar a alegria pela novidade que Cristo introduziu na sua vida e tem de dar testemunho.<\/p>\n<p>Que assim seja tamb\u00e9m connosco, nesta semana que antecede o in\u00edcio de um tempo importante na vida da Igreja, o tempo da Quaresma, durante o qual somos convidados a passar da indiferen\u00e7a \u00e0 proximidade, sempre com o cora\u00e7\u00e3o pleno de miseric\u00f3rdia, aberto a Deus e aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em>www.dehonianos.org<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passar da indiferen\u00e7a \u00e0 proximidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":199335,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[106],"tags":[107],"class_list":["post-199333","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-b-tempo-comum","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199333"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":199659,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199333\/revisions\/199659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199335"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}