{"id":199899,"date":"2021-03-27T10:47:27","date_gmt":"2021-03-27T10:47:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/?p=199899"},"modified":"2021-03-27T10:47:27","modified_gmt":"2021-03-27T10:47:27","slug":"ano-b-domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor-dehonianos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/ano-b-domingo-de-ramos-na-paixao-do-senhor-dehonianos\/","title":{"rendered":"Ano B \u2013 Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor &#8211; Dehonianos"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ano B - Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor. Coment\u00e1rio do padre Manuel Barbosa, scj\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DppzRK4Gj_M?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Contemplar a cruz, olhar o irm\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A longa leitura do Evangelho deste Domingo de Ramos convida-nos a contemplar a paix\u00e3o e morte de Jesus. Na cruz, revela-se o amor de Deus, amor que n\u00e3o guarda nada para si, mas que se faz dom total.<\/p>\n<p>Quantas vezes a multid\u00e3o estava perto de Jesus! Para O escutar, para beneficiar dos seus gestos, para cruzar o seu olhar, para aprender a rezar\u2026<\/p>\n<p>A mesma multid\u00e3o estende os mantos ou os ramos \u00e0 passagem de Jesus e grita: \u201cHossana! Bendito o que vem em nome do Senhor!\u201d<\/p>\n<p>Esta gente estava pronta a reconhecer como Rei aquele que teria como trono uma cruz e como coroa uma coroa de espinhos?<\/p>\n<p>O grito da multid\u00e3o era de aclama\u00e7\u00e3o; alguns dias mais tarde o seu grito ser\u00e1 de condena\u00e7\u00e3o: \u201cCrucifica-O!\u201d<\/p>\n<p>Chegou o tempo do sil\u00eancio que permite acolher o mist\u00e9rio, o mist\u00e9rio do amor de Deus. Celebrar a paix\u00e3o e morte de Jesus \u00e9 abismar-se na contempla\u00e7\u00e3o desse amor.<\/p>\n<p>Por amor, Jesus veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansa\u00e7o, conheceu as tenta\u00e7\u00f5es, experimentou a ang\u00fastia e o pavor diante da morte; e, estendido no ch\u00e3o, esmagado contra a terra, atrai\u00e7oado, abandonado e incompreendido, continuou a amar.<\/p>\n<p>Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco \u201cat\u00e9 ao fim dos tempos\u201d: esta \u00e9 a mais espantosa hist\u00f3ria de amor que \u00e9 poss\u00edvel contar, a boa not\u00edcia que enche de alegria o nosso cora\u00e7\u00e3o de crentes.<\/p>\n<p>Contemplar a cruz significa assumir a mesma atitude que Jesus assumiu e solidarizar-se com aqueles que s\u00e3o crucificados neste mundo: os que sofrem viol\u00eancia, os explorados e exclu\u00eddos, os abandonados e descartados, os que s\u00e3o privados de direitos e de dignidade.<\/p>\n<p>Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera \u00f3dio, divis\u00e3o, medo, em termos de estruturas, valores, pr\u00e1ticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor.<\/p>\n<p>Viver deste modo pode conduzir \u00e0 morte, mas o crist\u00e3o sabe que amar como Jesus \u00e9 viver a partir de uma din\u00e2mica que a morte n\u00e3o pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que a semana iniciada hoje seja \u201csanta\u201d. Na vida trepidante que levamos, procuremos reservar na nossa agenda alguns encontros especiais que desejamos ter com o Senhor: em cada dia, viver com Ele um momento de ora\u00e7\u00e3o, de medita\u00e7\u00e3o, de adora\u00e7\u00e3o; fixar as celebra\u00e7\u00f5es nas quais poderemos participar, com os devidos cuidados por causa da pandemia; prever servi\u00e7os a prestar, poss\u00edveis visitas a fazer&#8230;<\/p>\n<p>Que esta semana seja \u201csanta\u201d nos momentos quotidianos de encontro com Jesus Cristo, sempre a contemplar a Cruz e a olhar o irm\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Manuel Barbosa, scj<\/em><br \/>\n<em>www.dehonianos.org<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contemplar a cruz, olhar o irm\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":199901,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[121],"tags":[107],"class_list":["post-199899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-b-quaresma","tag-dehonianos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199899"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":199900,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199899\/revisions\/199900"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199901"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/liturgia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}