DIA INTERNACIONAL DOS ROMA – CIGANOS

DIA INTERNACIONAL DOS ROMA – CIGANOS

 

No dia 8 de abril, a Secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Sara Guerreiro, participou na cerimónia que assinala o Dia Internacional das Pessoas Ciganas, em Torres Vedras. A iniciativa, promovida pelo Município de Torres Vedras, em parceria com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), contou com a intervenção da Alta-Comissária para as Migrações, Sónia Pereira, e da Vice-Presidente da Câmara Municipal Torres Vedras, Ana Umbelino.

Na cerimónia foram assinados os protocolos entre o ACM e seis Associações, no âmbito da 5.ª edição do Programa de Apoio ao Associativismo Cigano (PAAC) que este ano irá apoiar financeiramente 11 projetos.

 

Decorreram, durante o evento, várias atividades que permitiram comemorar o Dia Internacional das Pessoas Ciganas, entre as quais se destaca a mesa redonda, dedicada à importância do associativismo cigano, que contou com a comunicação do Professor Roque Amaro e com a presença de vários representantes das Associações Ciganas, seguida de uma Interpretação do Hino Cigano pelas Associações MusicÁlareira e Cant’arte. A cerimónia terminou com o hastear da bandeira ROMA.

 

notícia do ACM

 

No mesmo dia 8 de abril, a FRA (Agência Europeia para os Direitos Fundamentais) apelou para que um tratamento igual seja assegurado para os ciganos que fogem da guerra na Ucrânia e procuram albergar-se na UE. A FRA está preocupada com as acusações de dificuldades e de possível discriminação nas fronteiras da UE (ver notícia na secção Ciganos são Notícia neste número). A FRA recomenda que as autoridades tomem as medidas apropriadas e investiguem as queixas, em linha com a lei da UE. Michael O’Flaherty, Diretor da FRA disse na ocasião que “particularmente para a comunidade cigana, há muito discriminada na Europa, o impacto deste aterrador conflito aumenta a precaridade da sua situação. … Os países da UE deveriam garantir que os ciganos usufruem dos mesmos direitos fundamentais do que os outros.” A Eslováquia foi considerada modelar ao informar diariamente o governo sobre a situação na fronteira, no que diz respeito aos ciganos, comunicando com OSCs (organizações da sociedade civil) competentes, traduzindo para Romani informação relevante, providenciando alojamento e transporte para o mesmo, documentação e assistência médica e colocando equipes de apoio nos locais de travessia na fronteira.