Editorial

CARAVANA 97 – EDITORIAL

CARAVANA 97 – EDITORIAL

A OPÇÃO PELOS POBRES

A opção da Igreja pelos pobres (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, nº 198) tornou-se real, visível e paradigmática nas notícias a que damos relevo neste número, protagonizadas pelo Cardeal Turkson, um dos colaboradores mais próximos do Papa Francisco e portanto mais em comunhão com os anseios do seu coração, movidos pelo Espírito que o inspira. Nem sempre esta opção é tornada realidade, pelo menos em todas as suas vertentes culturais. Entretanto há exemplos notáveis das sinergias que podem ser geradas pela colaboração entre uma entidade oficial, uma grande instituição de desenvolvimento social, uma importante instituição de apoio social e uma associação cigana, como foi o caso de Beja. Este é um exemplo dos resultados que uma associação cigana pode obter na prática e no terreno quando sabe solicitar e congregar apoios e financiamento. Importa ainda realçar a notável notícia de como uma Câmara municipal, a de Almeirim, soube atuar para dar emprego a ciganos contrariando fantasmas e  inércias, mas em vez disso atuando, fazendo, realizando.

 

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CARAVANA 96 - EDITORIAL

CARAVANA 96 - EDITORIAL

Pela conjuntura pandémica em que vivemos, este número da Caravana sai com um considerável atraso de que pedimos desculpa aos leitores. Talvez pelas grandes dificuldades que a pandemia causou a tão vastos segmentos da população mundial, sobretudo aos mais desprotegidos, não faltam temas nem causas que, de alguma forma, são refletidas nestas páginas. Queremos, no entanto, começar por referir uma iniciativa muito recente que, por isso, não está detalhada nestas páginas, e que consideramos muito significativa. No Governo atual foi criada a Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações (SEIM) que tutela o Alto Comissariado para as Migrações (ACM). Em 22 de maio a SEIM decidiu consultar os parceiros do ACM com vista à elaboração da Lei Orgânica do organismo que sucederá ao ACM, sendo o pedido subscrito pela Presidente do Conselho Diretivo do ACM, Sónia Pereira, que assumiu este cargo em fevereiro último.  Sendo o ACM um organismo tão importante para as minorias étnicas, atribuímos a maior relevância ao facto de querer ouvir a sociedade civil ou os próprios “stakeholders”, no momento da revisão da sua estrutura orgânica.

 

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CARAVANA 95 - EDITORIAL

CARAVANA 95 - EDITORIAL

O GRITO, PARTICIPAÇÃO, ESPERANÇA

Estes são os temas principais do presente número da Caravana.

O grito dos ciganos nómadas no Alentejo ouvidos, escutados, percebidos, ecoados por alguém cujo coração é, simplesmente, humano. Não é que quem tem autoridade eleita, administrativa ou moral não seja humano, apenas anda distraído e a eficácia das soluções não está na sua descrição de funções, não está no seu coração. Quem ouvirá este grito dos ciganos nómadas compulsivos no Alentejo, que andam escorraçados de terra em terra porque não têm casa, nem um pedaço de terreno onde possam poisar, onde possam existir como cidadãos - cocidadãos nossos? Quem encontrará ou se interessará por encontrar, ou clamará até se encontrar uma solução, além do subscritor deste grito?

 

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CARAVANA 94 - EDITORIAL

CARAVANA 94 - EDITORIAL

A URGÊNCIA DE AGIR

Neste número da Caravana, damos relevo a uma notícia já anunciada no último nº: o Relatório da Assembleia da República sobre o Racismo, a Xenofobia e a Discriminação étnico-racial em Portugal. Focando exclusivamente o que se refere à população cigana,  já no nosso último nº salientámos o “notável trabalho que incluiu visitas às barracas de ciganos em Bragança, entre outras iniciativas”. Agora apresentamos alguns aspetos da versão preliminar do Relatório que nos pareceram mais relevantes.

 

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CARAVANA 93 - EDITORIAL

CARAVANA 93 - EDITORIAL

O PAPA FRANCISCO E A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

No mundo, particularmente na Europa e notavelmente em Itália, sopram ventos de populismos anticristãos porque autocentrados para excluir quem é outro e ainda mais  quem é diferente, e de nacionalismos que replicam outros nacionalismos que aliás lhes servem de bandeira e que destruíram a Europa há oitenta anos. Mas a memória dos homens é curta e o coração humano deixa facilmente que as trevas o dominem e impeçam que a luz de Cristo e do amor o ilumine e o abra ao amor do próximo como Cristo nos ensinou. E Ele não nos ensinou a fazer um sinal mal feito na testa, enquanto olha enganadoramente para o céu, como ainda há muito pouco tempo Salvini em Itália tentou iludir a quem ele se exibia, ao mesmo tempo que escorraçava imigrantes e ciganos.

 

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