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O SENHOR CHAMOU BELMIRO ROCHA

O SENHOR CHAMOU BELMIRO ROCHA

Belmiro Mendes da Rocha foi um dedicado e perseverante colaborador da ação pastoral com os ciganos e total apoiante da constante ação de sua mulher Maria do Carmo Rocha, no âmbito da OVAC (Obra Vicentina de Auxílio aos Ciganos) que na Diocese do Porto  exerce as funções de Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos. Em 20 de maio, véspera do dia da Ascensão do Senhor, Ele chamou-o à sua glória. Belmiro Rocha nasceu em 3 de junho de 1941 em Paramos, Espinho. Iniciou a sua atividade na Quimigal, Estarreja; após dez anos ingressou na Refinaria de Petróleos de Portugal (PETROGAL), em Leça da Palmeira, até ao momento da sua reforma, nos anos 90, como responsável da Manutenção Mecânica. Foi Músico na Banda de São Tiago de Silvalde  Espinho e durante 20 anos fez parte do Rancho São Tiago de Silvalde, Espinho, tendo integrado a sua Direção.

 

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PANDEMIA E COMUNIDADES CIGANAS

PANDEMIA E COMUNIDADES CIGANAS

Muitos são os problemas que a pandemia do Covirus 19 provocou nas comunidades e nas pessoas ciganas. Enquanto se percebiam os primeiros efeitos da crise que se avolumava, começaram a chegar os primeiros relatos relativos aos ciganos nómadas compulsivos no Alentejo (ver Caravana nº 95). O vogal da Direção da FECALP (Federação Calhim Portuguesa), Manuel Dinis Seabra Abreu, Presidente da CIGLEI (Associação Cigana de Coimbra) considerou ser urgente fazer um apelo às autoridades, para as alertar para a situação das comunidades e pessoas ciganas face à pandemia. Falou com a Direção da AMUCIP que se mobilizou para dar corpo a esse apelo, enviando às associações ciganas um texto que foi enriquecido com diversos contributos e que foi a provado também pela FECALP, por meio do seu Presidente, Rafael Ximens, Presidente da Associação Cigana de Águeda. Eis o texto enviado à Assembleia da República, ao Governo e a algumas Câmaras Municipais:

 

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CIGANOS CONFINADOS NAS RULOTES POR VONTADE PRÓPRIA. “TEMOS MEDO DAS CRIANÇAS”

CIGANOS CONFINADOS NAS RULOTES POR VONTADE PRÓPRIA. “TEMOS MEDO DAS CRIANÇAS”

Pela sua importância, transcrevemos amplos excertos da reportagem da Rádio Renascença de 17 de maio.

 

Em Bragança, vivem em condições degradantes, mas o medo do vírus encerra-os nas caravanas. "Não temos higiene, não temos casa de banho”, diz Dolores, que sonha com uma casa para criar os três filhos. A discriminação que sentem no dia-a-dia é também agora patente no acesso das crianças à escola. Sem internet, estudam por folhas que o professor e a professora levam.

Cinco famílias ciganas vivem em rulotes, no Bairro dos Formarigos, às portas da cidade de Bragança. As condições em que residem as cerca de 20 pessoas, entre adultos e crianças, são degradantes e miseráveis. A chuva intensa que caía  quando a RR as visitou, agravou ainda mais a situação, misturando-se aos  escombros, amontoados de lixo e lama, ferro velho, cartões, brinquedos e roupas espalhados pelo chão. O medo do vírus aprisiona-os nas rulotes e obriga à firmeza dos adultos para com as crianças. “Não temos saído daqui. Temos medo pelas crianças. Não temos saído das caravanas. O que é que havemos de fazer? Temos de aguentar”, conta à RR Alzira dos Santos (AS), de 67 anos.

 

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“APRENDER A SER CIGANO HOJE – EMPURRANDO E PUXANDO FRONTEIRAS”

“APRENDER A SER CIGANO HOJE – EMPURRANDO E PUXANDO FRONTEIRAS”

Este é o título da tese de doutoramento de Mirna Montenegro que a Editorial Cáritas se propôs publicar; o livro vai ser lançado na próxima Feira do Livro que foi remarcada para o início de setembro, numa sessão que será presidida pelo Sr. Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente. A seguir reproduz-se o Prefácio deste livro.

PREFÁCIO

Este trabalho da Doutora Mirna Montenegro condensa, de certa forma, o trabalho de toda uma vida que a autora dedicou às pessoas de etnia cigana, sobretudo às crianças, em diversos locais do país. A um conhecimento profundo e autónomo da pedagogia cigana, a Doutora Mirna aliou uma dedicação, uma empatia e um viver e sentir por dentro as realidades e os dramas da educação das crianças ciganas no nosso país, formando, ao longo dos anos, pistas vivenciadas que, em dada altura, foram subscritas pelo próprio Ministério da Educação, que foram objeto  de diversas publicações e que, agora, condensou de forma mais abrangente na sua notável tese de doutoramento.

 

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MONITORIZAÇÃO CIVIL PELOS CIGANOS DAS ESTRATÉGIAS NACIONAIS PARA A INTEGRAÇÃO DAS COMUNIDADES CIGANAS (ENICs) FACE À ATUAL PANDEMIA

MONITORIZAÇÃO CIVIL PELOS CIGANOS DAS ESTRATÉGIAS NACIONAIS PARA A INTEGRAÇÃO DAS COMUNIDADES CIGANAS (ENICs) FACE À ATUAL PANDEMIA

A UE promoveu um projeto sobre este tema, intitulado “Roma Civil Monitor”, tendo, em 23 de abril de 2020 elaborado um documento em que foca a situação das comunidades ciganas do contexto da atual pandemia, do qual apresentamos excertos..

Roma Civil Monitor: progresso desigual na inclusão social deixa os Roma (ciganos) perigosamente vulneráveis ​​face à atual pandemia e à crise económica que se aproxima

A combinação da discriminação persistente na educação e no mercado de trabalho, do acesso precário aos serviços de saúde e a segregação na habitação tornaram as comunidades ciganas vulneráveis ​​na atual pandemia e na próxima crise económica. De acordo com o recém-publicado relatório de síntese do Roma Civil Monitor (RCM), os membros mais ameaçados da maior minoria étnica da Europa são os nacionais de países terceiros e os ciganos que exercem o seu direito à livre circulação na UE.

 

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