Internacional

PODEROSOS PLANOS E POLÍTICAS, MAS IMPLEMENTAÇÃO FRACA E RESULTADOS LIMITADOS

PODEROSOS PLANOS E POLÍTICAS, MAS IMPLEMENTAÇÃO FRACA E RESULTADOS LIMITADOS

Assim define o Relatório de 2020 da FRA (Agência Europeia para os Direitos Fundamentais) a situação da “Igualdade e Inclusão dos Ciganos”

A FRA publicou em 11 de junho o seu Relatório anual que, no que se refere aos ciganos, teve repercussão na comunicação social portuguesa (ver Caravana nº 96). O Relatório da FRA (RF) começa por lembrar que “em 2019 se cumpriram dez anos sobre a adoção pelo Conselho da UE das Conclusões sobre a inclusão dos Ciganos, preparadas na primeira reunião da Plataforma da UE para a Inclusão dos Ciganos. O documento continha 10 princípios básicos comuns para a inclusão dos ciganos. O Princípio 4 apela para políticas de inclusão de todos os ciganos que ‘insiram os ciganos no contexto dominante da sociedade (instituições educativas dominantes, empregos dominantes e habitação dominante)’ e ultrapassem ‘educação ou habitação parcial ou inteiramente segregadas’ onde elas ainda existirem. Mas dez anos de esforços aos níveis da UE, internacional, nacional e local, parece que resultaram em poucas mudanças tangíveis, tal como é evidenciado nos inquéritos e relatórios da FRA e no Relatório da Comissão Europeia de 2019 sobre a implementação das estratégias nacionais para a integração dos ciganos. Muitos ciganos continuam a viver vidas segregadas. Eles enfrentam hostilidade por parte de vizinhos não-ciganos e desconfiam das políticas locais e nacionais que não conseguem dar passos efetivos para enfrentar o anticiganismo.”

 

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A EUROPA PRECISA DE QUEBRAR O CICLO VICIOSO DE POBREZA E DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS CIGANOS E VIAJANTES

A EUROPA PRECISA DE QUEBRAR O CICLO VICIOSO DE POBREZA E DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS CIGANOS E VIAJANTES

Em 23 de setembro, a FRA publicou a sua nova Pesquisa sobre os Ciganos e Viajantes que pela primeira vez compara dados sobre as experiências dos ciganos e viajantes nos direitos fundamentais na Bélgica, França, Irlanda, Holanda, Suécia e Reino Unido.

“Vivendo em alguns dos países mais ricos do mundo, um quarto dos Ciganos e Viajantes na Europa Ocidental, não têm dinheiro para coisas tão básicas como aquecimento ou comida saudável, e até um quinto das suas crianças vão para a cama com fome, conclui a Investigação. Discriminação desenfreada associada a abandono escolar precoce leva a falta de oportunidades de emprego e a pobreza generalizada para muitos. Como resultado disso, a esperança de vida dos Ciganos e Viajantes está dez anos abaixo da esperança de vida da população em geral. Estas constatações deveriam suscitar respostas de políticas na UE e a nível nacional e levar os decisores políticos a trabalhar com os Ciganos e Viajantes para enfrentar a exclusão e a pobreza.”

 

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7000 CIGANOS SANTOS MÁRTIRES DA ARMÉNIA

7000 CIGANOS SANTOS MÁRTIRES DA ARMÉNIA

Brochura publicada em fevereiro de 2020, da autoria de Renato Rosso.                                Na capa: ícone da Canonização com um símbolo do povo Cigano. O “dia da Memória” é em 24 de abril.

 

Apresentação Esta brochura foi escrita para os ciganos italianos, para que conheçam os 7000 ciganos que viveram na Arménia, martirizados, i. é torturados e mortos por não terem renegado a sua fé em Jesus, e a que a Igreja Apostólica Armena já declarou santos. Antecipamos-lhes um facto que os ajudará a ler estas páginas, pensando nos “nossos” (crianças, jovens, mães, pais, anciãs e anciãos) unidos aos arménios no sofrimento e na morte. Uma rapariga cigana tinha iniciado a deportação numa caravana com dez mulheres e raparigas, oito das quais eram ciganas. Um jovem turco, enquanto acompanhava o comboio dos deportados. foi conquistado pela beleza dessa rapariga e propôs-lhe que se salvasse tornando-se muçulmana, casando com ele e assim evitando a morte. Mas a rapariga respondeu: "porque não te tornas tu cristão e assim caso-me contigo". A recusa despertou no jovem todas as fúrias e ela foi imediatamente torturada. Em seguida, foi-lhe amputado um peito, mas ela permanecendo sempre firme na sua fé, foi reduzida a muitos pequenos pedaços.

 

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VAMOS VESTIR ESPANHA DE AZUL E VERDE

VAMOS VESTIR ESPANHA DE AZUL E VERDE

No dia 8 de abril comemora-se o Dia Internacional do Povo Cigano. Essa data começou a ser assinalada em 8 de abril de 1971 quando se realizou o mítico Congresso Internacional do Povo Cigano, em Londres.

Juan de Dios Ramírez-Heredia Montoya (JDH) foi o único cigano espanhol que participou naquele encontro que resultou num “abanão para chamar à atenção da sociedade mundial para os nossos problemas e sobretudo para os nossos sonhos”, como refere JDH, num texto que sintetizamos.

No próximo ano, celebraremos o 50º aniversário daquele acontecimento transcendental. Gostaríamos que este ano fosse o prólogo da grande festa cigana mundial que celebraremos no próximo ano. No entanto, a pandemia do Covid 19 não permitirá isso, uma vez que todos estaremos fechados nas nossas casas, a cumprir com as indicações que as autoridades nos dão. ….

Mas, o que é que podemos fazer este ano, já que todos os eventos que tradicionalmente temos celebrado no dia 8 de abril foram suspensos?

 

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O TRIBUNAL EUROPEU DOS DIREITOS HUMANOS (TEDH) CONDENOU A FRANÇA A COMPENSAR CIGANOS POR SEREM DESALOJADOS

O TRIBUNAL EUROPEU DOS DIREITOS HUMANOS (TEDH) CONDENOU A FRANÇA A COMPENSAR CIGANOS POR SEREM DESALOJADOS

O ERRC (Centro Europeu para defesa dos Direitos dos Ciganos) noticiou em 14 de maio que o TEDH tinha condenado a França a pagar mais de € 50.000 de compensação a sete ciganos que tinham sido forçados a abandonar as suas casas em 2013. O ERRC apoiou os ciganos a levar esta caso aos tribunais franceses e em seguida ao TEDH que finalmente lhes fez justiça.

 

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