CARAVANA 99 – EDITORIAL

CARAVANA 99 – EDITORIAL

A Caravana aproxima-se rapidamente do nº 100 da 3ª Série. A capa deste número é, intencionalmente, um grito. Tal como temos “gritado” tantas vezes no decorrer da já longa história da Caravana que ecoa de alguma forma o trabalho da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, há 47 anos.

O grito deste número é bem evidente. Em pleno Natal, como é possível que seres humanos como nós, nossos irmãos em Cristo, vivam, em pleno século XXI, abandonados, escorraçados, excluídos, ignorados, exceto pelo bom “Samaritano” que se chama Fernando Moital que os conhece pessoalmente, que há muitos anos os assiste, como o bom Samaritano assistiu o homem assaltado e maltratado da parábola de Jesus? Segundo Fernando Moital, são dez as famílias ciganas nómadas compulsivas que estavam, neste Natal, acampadas em Évora, tendo cerca de 50 crianças, entre as quais estão as três crianças da foto. Ainda segundo Fernando Moital, haverá entre 30 e 40 agregados nas mesmas condições, presentemente no Alentejo.

 

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O SENHOR CHAMOU A SI REINALDO RIBEIRO FERREIRA, O AMIGO DOS CIGANOS

O SENHOR CHAMOU A SI REINALDO RIBEIRO FERREIRA, O AMIGO DOS CIGANOS

Em 27 de outubro, em Vila Franca de Xira, o Senhor chamou a si Reinaldo Ribeiro Ferreira (RF), a quem chamavam “O Amigo dos Ciganos”.  Nos anos 90 contactou com o Cón. Filipe de Figueiredo, Diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), em Évora. Deste contacto e do conhecimento que teve do P. Filipe, nasceu o seu último projeto relativo aos ciganos, já no início deste ano, e cuja realização, infelizmente, a pandemia haveria de impossibilitar: fazer na própria ONPC um levantamento da obra tanto do P. Filipe, como da Irmã Zulmira Cunha, igualmente grande apóstola dos ciganos. Começou por conhecer uma família cigana em Baleizão, sobretudo o seu patriarca, tendo trabalhado na defesa das comunidades ciganas em Baleizão e no Bairro da Esperança, em Beja, onde havia uma grande comunidade cigana e também naquela que se situava perto da estacão ferroviária. Fez parte da Pastoral dos Ciganos de Beja, com o Bispo de então D. António Vitalino. Mais tarde, já a viver fora do Distrito de Beja, foi visitar o novo bairro que a Autarquia de Beja construiu para retirar os ciganos do local onde antes residiam, tendo ficado escandalizado com as condições (ou falta delas) do Novo Bairro, que de novo não tinha nada; para agravar essa situação, construíram um muro alto, que cercava os ciganos que assim ficaram isolados, não vendo nada para fora, o que os escondia de quem por lá passasse; apesar dos protestos, ainda hoje são visíveis pedaços desse muro vergonhoso.

 

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A EDITORIAL CÁRITAS DEDICA UM CADERNO AO LIVRO DE MYRNA MONTENEGRO

A EDITORIAL CÁRITAS DEDICA UM CADERNO AO LIVRO DE MYRNA MONTENEGRO

Após o lançamento dos seus livros, a Editorial Cáritas tem por hábito dedicar um Caderno ao tema do livro recém-lançado. Isso aconteceu com o livro de Myrna Montenegro (MM) “Aprender a ser cigano hoje: empurrando e puxando fronteiras», lançado na Feira do Livro em 3 de setembro. Reproduzimos excertos de entrevistas publicadas no Caderno (48 páginas) acessível em https://caritas.pt/cadernoseditorial/ .

 

Entrevista a Mirna Montenegro (MM)

 

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FRA: A PANDEMIA PIORA A POBREZA E A DISCRIMINAÇÃO DOS CIGANOS

FRA: A PANDEMIA PIORA A POBREZA E A DISCRIMINAÇÃO DOS CIGANOS

Numa notícia de 29 de setembro, a FRA (Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais) refere o seu último boletim em que se afirma que a pandemia do Coronavírus afetou os ciganos com particular violência. Muitos ciganos perderam a sua fonte de rendimento, a excessiva concentração habitacional e a falta de instalações sanitárias aumentaram os riscos para a sua saúde e o ensino à distância foi dificultado pela falta de acesso à internet. A discriminação e a retórica anticiganos também aumentaram, especialmente online. A FRA apela aos decisores políticos para que encarem com urgência estes desafios imediatos e ponham em funcionamento estruturas perduráveis para combater os preconceitos enraizados e a discriminação.

 

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Radio Maria 25 nov

Rádio Maria (25 nov)

Francisco Monteiro foi entrevistado pela Irmã Belén Carreras Maya (BC), cigana ex-Diretora da Pastoral Cigana de Espanha (no âmbito da Conferência Episcopal de Espanha) para a Rádio Maria, cigana, de Granada, na rubrica de que BC é responsável  nessa Rádio “La Iglesia con los Gitanos”. O tema da entrevista foi a situação dos ciganos em Portugal, sob o ponto de vista cultural, social e religioso e a atuação da ONPC.