VAMOS VESTIR ESPANHA DE AZUL E VERDE

VAMOS VESTIR ESPANHA DE AZUL E VERDE

No dia 8 de abril comemora-se o Dia Internacional do Povo Cigano. Essa data começou a ser assinalada em 8 de abril de 1971 quando se realizou o mítico Congresso Internacional do Povo Cigano, em Londres.

Juan de Dios Ramírez-Heredia Montoya (JDH) foi o único cigano espanhol que participou naquele encontro que resultou num “abanão para chamar à atenção da sociedade mundial para os nossos problemas e sobretudo para os nossos sonhos”, como refere JDH, num texto que sintetizamos.

No próximo ano, celebraremos o 50º aniversário daquele acontecimento transcendental. Gostaríamos que este ano fosse o prólogo da grande festa cigana mundial que celebraremos no próximo ano. No entanto, a pandemia do Covid 19 não permitirá isso, uma vez que todos estaremos fechados nas nossas casas, a cumprir com as indicações que as autoridades nos dão. ….

Mas, o que é que podemos fazer este ano, já que todos os eventos que tradicionalmente temos celebrado no dia 8 de abril foram suspensos?

 

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CARAVANA 96 - EDITORIAL

CARAVANA 96 - EDITORIAL

Pela conjuntura pandémica em que vivemos, este número da Caravana sai com um considerável atraso de que pedimos desculpa aos leitores. Talvez pelas grandes dificuldades que a pandemia causou a tão vastos segmentos da população mundial, sobretudo aos mais desprotegidos, não faltam temas nem causas que, de alguma forma, são refletidas nestas páginas. Queremos, no entanto, começar por referir uma iniciativa muito recente que, por isso, não está detalhada nestas páginas, e que consideramos muito significativa. No Governo atual foi criada a Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações (SEIM) que tutela o Alto Comissariado para as Migrações (ACM). Em 22 de maio a SEIM decidiu consultar os parceiros do ACM com vista à elaboração da Lei Orgânica do organismo que sucederá ao ACM, sendo o pedido subscrito pela Presidente do Conselho Diretivo do ACM, Sónia Pereira, que assumiu este cargo em fevereiro último.  Sendo o ACM um organismo tão importante para as minorias étnicas, atribuímos a maior relevância ao facto de querer ouvir a sociedade civil ou os próprios “stakeholders”, no momento da revisão da sua estrutura orgânica.

 

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O TRIBUNAL EUROPEU DOS DIREITOS HUMANOS (TEDH) CONDENOU A FRANÇA A COMPENSAR CIGANOS POR SEREM DESALOJADOS

O TRIBUNAL EUROPEU DOS DIREITOS HUMANOS (TEDH) CONDENOU A FRANÇA A COMPENSAR CIGANOS POR SEREM DESALOJADOS

O ERRC (Centro Europeu para defesa dos Direitos dos Ciganos) noticiou em 14 de maio que o TEDH tinha condenado a França a pagar mais de € 50.000 de compensação a sete ciganos que tinham sido forçados a abandonar as suas casas em 2013. O ERRC apoiou os ciganos a levar esta caso aos tribunais franceses e em seguida ao TEDH que finalmente lhes fez justiça.

 

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O SENHOR CHAMOU BELMIRO ROCHA

O SENHOR CHAMOU BELMIRO ROCHA

Belmiro Mendes da Rocha foi um dedicado e perseverante colaborador da ação pastoral com os ciganos e total apoiante da constante ação de sua mulher Maria do Carmo Rocha, no âmbito da OVAC (Obra Vicentina de Auxílio aos Ciganos) que na Diocese do Porto  exerce as funções de Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos. Em 20 de maio, véspera do dia da Ascensão do Senhor, Ele chamou-o à sua glória. Belmiro Rocha nasceu em 3 de junho de 1941 em Paramos, Espinho. Iniciou a sua atividade na Quimigal, Estarreja; após dez anos ingressou na Refinaria de Petróleos de Portugal (PETROGAL), em Leça da Palmeira, até ao momento da sua reforma, nos anos 90, como responsável da Manutenção Mecânica. Foi Músico na Banda de São Tiago de Silvalde  Espinho e durante 20 anos fez parte do Rancho São Tiago de Silvalde, Espinho, tendo integrado a sua Direção.

 

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PANDEMIA E COMUNIDADES CIGANAS

PANDEMIA E COMUNIDADES CIGANAS

Muitos são os problemas que a pandemia do Covirus 19 provocou nas comunidades e nas pessoas ciganas. Enquanto se percebiam os primeiros efeitos da crise que se avolumava, começaram a chegar os primeiros relatos relativos aos ciganos nómadas compulsivos no Alentejo (ver Caravana nº 95). O vogal da Direção da FECALP (Federação Calhim Portuguesa), Manuel Dinis Seabra Abreu, Presidente da CIGLEI (Associação Cigana de Coimbra) considerou ser urgente fazer um apelo às autoridades, para as alertar para a situação das comunidades e pessoas ciganas face à pandemia. Falou com a Direção da AMUCIP que se mobilizou para dar corpo a esse apelo, enviando às associações ciganas um texto que foi enriquecido com diversos contributos e que foi a provado também pela FECALP, por meio do seu Presidente, Rafael Ximens, Presidente da Associação Cigana de Águeda. Eis o texto enviado à Assembleia da República, ao Governo e a algumas Câmaras Municipais:

 

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