DE MÃOS DADAS NO SECRETARIADO DA PASTORAL DA MOBILIDADE DE VIANA DO CASTELO

DE MÃOS DADAS NO SECRETARIADO DA PASTORAL DA MOBILIDADE DE VIANA DO CASTELO

A Elisabete é uma linda rapariga de etnia cigana de fino e agradável trato e bastante bem informada. É casada com um rapaz também de etnia cigana mas quase invisual. Têm cinco filhos em comum, todos menores, o mais novito, ainda bebé.

Viviam em Viana do Castelo, num bloco de vários apartamentos habitados por famílias ciganas e não ciganas. Mas incompatibilizaram-se com alguns familiares e quiseram rumar para Paços de Ferreira, onde moravam os sogros da Elisabete.

 

Esta situação foi dada a conhecer ao Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana de Viana do Castelo que tudo fez para resolver o problema, uma vez que era preciso levar os pertences desta família para Paços de Ferreira. A Ana, vogal deste Secretariado, emigrante na Inglaterra mas sempre atenta aos nossos problemas, logo nos indicou uma empresa que fazia este transporte e que seria pouco oneroso. Com a ajuda do Diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, Frei Francisco Sales Dinis, reunimos forças e na presença do senhorio, que, diga-se em abono da verdade, foi muito tolerante e compreensivo, lá carregámos tudo sem que houvesse qualquer problema que era o que a Elisabete mais temia. Foram-lhe também entregues roupa de cama e alimentos.

 

Para não perder os apoios, a Elisabete  colocou logo os meninos na escola, mas continuava a pedir a nossa ajuda. Só que nós estávamos longe… Este Secretariado entrou em contacto com a OVAC de Espinho, mais propriamente com a D. Maria do Carmo que a foi visitar e encarregou as Conferências Vicentinas mais próximas de lhe dar o apoio necessário. Pela altura do Natal, telefonou-nos a dizer que a sua situação estava péssima pois nem sequer tinha para dar de comer aos seus cinco filhinhos pois não recebia o RSI nem sequer o abono! E perguntamos: por que razão quando uma família se muda, o processo não muda com ela também?

Estava no hospital com o mais pequenito mas nem sequer tinha dinheiro para carregar o telemóvel para ligar para o marido para saber do que se estava a passar em casa, uma casa sem nenhumas condições.

Com o apoio de uma senhora voluntária foi possível carregar-lhe o telemóvel.

Ultimamente soubemos que a Elisabete entrou em contacto com uma excelente Assistente Social que a tem ajudado muito e parece que a situação está a ficar normalizada. Esperamos bem que sim pois mais do que os adultos, são as crianças quem mais sofre com estas situações.

Um bem haja a todos que nos ajudaram nesta tarefa.