{"id":37,"date":"2020-06-07T22:21:59","date_gmt":"2020-06-07T22:21:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cevm1\/2020\/06\/07\/sacerdotes-com-o-coracao-de-cristo\/"},"modified":"2026-07-15T11:18:04","modified_gmt":"2026-07-15T11:18:04","slug":"sacerdotes-com-o-coracao-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cevm\/2020\/06\/07\/sacerdotes-com-o-coracao-de-cristo\/","title":{"rendered":"Sacerdotes com o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cinco breves t\u00f3picos de reflex\u00e3o, do Magist\u00e9rio do Papa Francisco<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Dia de Santifica\u00e7\u00e3o do Clero, 19 de junho de 2020<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>[proposta da Congrega\u00e7\u00e3o para o Clero &#8211; <a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cevm1\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CongregacaoClero_DiaSantificacaoClero2020_proposta.pdf\" target=\"_blank\">descarregar PDF<\/a>]<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 4 de agosto de 2019, por ocasi\u00e3o do 160.\u00ba Anivers\u00e1rio da morte do Santo Cura d\u2019Ars, o Papa Francisco enviou uma Carta endere\u00e7ada a todos os Sacerdotes, para lhes agradecer pelo seu generoso servi\u00e7o e encoraj\u00e1-los a abra\u00e7ar com amor a sua voca\u00e7\u00e3o (Papa Francisco, Carta aos Sacerdotes por ocasi\u00e3o do 160.0 Anivers\u00e1rio da morte do Santo Cura d\u2019Ars, 4 de agosto de 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste precioso texto, o Santo Padre usa com frequ\u00eancia a palavra \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d, a partir da qual se pode iniciar uma reflex\u00e3o e uma medita\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o do Dia de Santifica\u00e7\u00e3o do Clero, que todos os anos se celebra na Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GRATID\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuito obrigado pela alegria com que soubestes dar a vossa vida, mostrando um cora\u00e7\u00e3o que ao longo dos anos combateu e lutou para n\u00e3o se tornar estreito nem amargurado e, pelo contr\u00e1rio, ser diariamente alargado pelo amor de Deus e do seu povo, um cora\u00e7\u00e3o que, como o bom vinho, o tempo n\u00e3o azedou, mas deu-lhe uma qualidade cada vez mais fina; porque \u00ab\u00e9 eterna a sua miseric\u00f3rdia\u00bb\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um cora\u00e7\u00e3o agradecido. Ser Sacerdote segundo o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo significa revestir-se d\u2019Ele at\u00e9 ao ponto de ter os seus mesmos sentimentos. Entre tantas virtudes, o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus est\u00e1 aberto \u00e0 gratid\u00e3o; Ele agradece ao Pai pelos prod\u00edgios que realiza aos olhos dos pequenos, escondendo-os a quem, ao inv\u00e9s, fechado na presun\u00e7\u00e3o da sabedoria humana, n\u00e3o consegue v\u00ea-los (cf. Mt 11,25). Por isso, a gratid\u00e3o \u00e9 uma qualidade especificamente crist\u00e3 e deve pertencer ao modo de ser do pastor; com efeito, S. Paulo exorta-nos assim: \u201cEstai sempre alegres, rezai incessantemente, em tudo dai gra\u00e7as\u201d (1Ts 5,16). O termo que traduz \u201cdai gra\u00e7as\u201d \u00e9 \u201ceucaristia\u201d. O Sacerdote \u00e9 assimilado ao Cora\u00e7\u00e3o de Cristo de modo especial na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, que une ao sacrif\u00edcio de amor do Senhor pelo seu Povo. Ao mesmo tempo, o Papa Francisco deu com frequ\u00eancia voz ao sentimento de gratid\u00e3o do Povo de Deus em rela\u00e7\u00e3o aos presb\u00edteros, pelo generoso servi\u00e7o e pela oferta da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;MISERIC\u00d3RDIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Atrav\u00e9s dos degraus da miseric\u00f3rdia podemos descer at\u00e9 ao ponto mais baixo da condi\u00e7\u00e3o humana \u2013 fragilidade e pecado inclu\u00eddos \u2013 e subir at\u00e9 ao ponto mais alto da perfei\u00e7\u00e3o divina: \u00abSede misericordiosos como o vosso Pai \u00e9 misericordioso\u00bb. E assim ser \u00abcapazes de aquecer o cora\u00e7\u00e3o das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e tamb\u00e9m de descer \u00e0 sua noite, \u00e0 sua escurid\u00e3o sem se perder\u00bb\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um cora\u00e7\u00e3o misericordioso. Quando Jesus atravessa as aldeias e as cidades, passa curando e fazendo bem a todos os que est\u00e3o prisioneiros do mal (cf. At 10,38). Jesus n\u00e3o tem medo de se contaminar com a fragilidade humana, mas, antes, desce aos abismos da fragilidade humana e do pecado, para revelar o Cora\u00e7\u00e3o misericordioso do Pai que levanta das quedas cada um dos seus filhos e os chama \u00e0 alegria do perd\u00e3o. O nome de Deus que Jesus revela \u00e9 \u201cmiseric\u00f3rdia\u201d. Na Homilia da Santa Missa do encerramento do Jubileu da Miseric\u00f3rdia, o Santo Padre afirmou que \u201ca verdadeira porta da miseric\u00f3rdia \u00e9 o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Sacerdote, configurado com Cristo, \u00e9 antes de mais o ministro da miseric\u00f3rdia e da reconcilia\u00e7\u00e3o. Levando no seu cora\u00e7\u00e3o a mem\u00f3ria de ter sido olhado e chamado pelo Senhor n\u00e3o pelos m\u00e9ritos pessoais, e fazendo diariamente a experi\u00eancia de ser tocado pela miseric\u00f3rdia de Deus em tudo aquilo que vive e realiza, deve tornar-se sinal acolhedor do amor de Deus que quer chegar a todos, em todas as situa\u00e7\u00f5es da vida, para curar do mal. Temos necessidade de Sacerdotes de trato misericordioso, capazes de acolher, escutar e acompanhar os irm\u00e3os, de modo especial no Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMPAIX\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Muito obrigado por todas as vezes em que, deixando-vos comover at\u00e9 \u00e0s entranhas, acolhestes os que tinham ca\u00eddo, curastes as suas feridas, oferecendo calor aos seus cora\u00e7\u00f5es, mostrando ternura e compaix\u00e3o como o Samaritano da par\u00e1bola (cf. Lc&nbsp;10,25-37). Nada \u00e9 t\u00e3o urgente como isto: proximidade, vizinhan\u00e7a, estar pr\u00f3ximo da carne do irm\u00e3o que sofre. Quanto bem faz o exemplo de um sacerdote que se aproxima e n\u00e3o se afasta das feridas dos seus irm\u00e3os. Reflexo do cora\u00e7\u00e3o do pastor que aprendeu o gosto espiritual de se sentir um s\u00f3 com o seu povo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Um cora\u00e7\u00e3o compassivo. Os Evangelhos narram com frequ\u00eancia que Jesus, \u00e0 vista das multid\u00f5es cansadas e oprimidas, sente profunda compaix\u00e3o (cf. Mt 9,36). Com efeito, as suas \u201centranhas comovem-se\u201d, especialmente quando se confronta com a dor e o sofrimento provocados pela doen\u00e7a, pela marginaliza\u00e7\u00e3o e por toda a forma de pobreza material e espiritual; como Bom Samaritano, cheio de compaix\u00e3o, Ele para diante da carne ferida dos irm\u00e3os e cura-a, tornando-se manifesta\u00e7\u00e3o viva do amor de Deus Pai. Aos Sacerdotes, ministros de Cristo, pede-se o mesmo cora\u00e7\u00e3o compassivo, que se exprime na proximidade, na participa\u00e7\u00e3o real e integral nos sofrimentos e nos trabalhos das pessoas, na capacidade de rela\u00e7\u00f5es que reacendem a esperan\u00e7a, na cura das feridas do Povo, de modo especial atrav\u00e9s da media\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VIGIL\u00c2NCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&#8220;Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou connosco mesmos, podemos correr a tenta\u00e7\u00e3o de nos agarrar a uma tristeza adocicada, a que os padres do Oriente chamavam ac\u00e9dia\u2026 Tristeza que torna est\u00e9reis todas as tentativas de transforma\u00e7\u00e3o e de convers\u00e3o, propagando ressentimento e animosidade\u2026 Irm\u00e3os, quando essa tristeza adocicada amea\u00e7a apoderar-se da nossa vida ou da nossa comunidade, sem nos assustarmos nem preocuparmos, mas com determina\u00e7\u00e3o, pe\u00e7amos e fa\u00e7amos pedir ao Esp\u00edrito que \u00abvenha despertar-nos, dar um aban\u00e3o ao nosso torpor, libertar-nos da in\u00e9rcia! Desafiemos a rotina, abramos bem os olhos e os ouvidos, e sobretudo o cora\u00e7\u00e3o, para nos deixarmos desligar daquilo que sucede ao nosso redor e pelo grito da palavra viva e eficaz do Ressuscitado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Um cora\u00e7\u00e3o vigilante. Muitas vezes Jesus recordou a import\u00e2ncia da vigil\u00e2ncia do cora\u00e7\u00e3o que, que como servos fi\u00e9is, nos faz esperar com prontid\u00e3o a vinda do dono da vinha; trata-se de dar espa\u00e7o ao dom do Esp\u00edrito Santo que, mesmo no meio dos compromissos di\u00e1rios e das obscuridades do tempo presente, nos faz discernir a presen\u00e7a do Senhor, nos torna atentos \u00e0 sua Palavra, nos faz operosos na caridade de modo que n\u00e3o se esgote o azeite na l\u00e2mpada da nossa vida e, como as virgens prudentes, vamos ao encontro do Esposo que vem. O cora\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se vigilante, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s da luta espiritual; Jesus mesmo a enfrenta no deserto, vencendo as tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f3nio e, no fim da sua vida, despertando os seus disc\u00edpulos que, no Gets\u00e9mani, adormeceram: \u201cVigiai e orai, para n\u00e3o cairdes em tenta\u00e7\u00e3o\u201d (Mt 26,41). Sucede tamb\u00e9m ao Sacerdote aperceber-se daquilo a que o Papa Francisco chamou \u201co cansa\u00e7o da esperan\u00e7a\u201d, aquela amargura interior que muitas vezes nasce da dist\u00e2ncia entre as expetativas pessoais e os frutos vis\u00edveis do apostolado, ou aquela aridez do cora\u00e7\u00e3o que frequentemente leva a arrastar os compromissos pastorais e a mesma ora\u00e7\u00e3o no h\u00e1bito, na resigna\u00e7\u00e3o e at\u00e9 na inc\u00faria. \u00c9 necess\u00e1rio, ao inv\u00e9s, deixar-se \u201cdespertar\u201d sempre pela Palavra do Senhor e pelo grito do Povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CORAGEM<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para manter o cora\u00e7\u00e3o corajoso \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o descurar estes dois v\u00ednculos constitutivos da nossa identidade: o primeiro, com Jesus. Sempre que nos desligamos de Jesus ou descuramos a nossa rela\u00e7\u00e3o com Ele, pouco a pouco o nosso compromisso torna-se \u00e1rido e as nossas l\u00e2mpadas ficam sem azeite e sem condi\u00e7\u00f5es de iluminar a vida (cf. Mt 25, 1-13)&#8230; Neste sentido, queria encorajar-vos a n\u00e3o descurar o acompanhamento espiritual, tendo um irm\u00e3o com quem falar, confrontar-se, discutir e discernir em plena confian\u00e7a e transpar\u00eancia o pr\u00f3prio caminho\u2026 O outro v\u00ednculo constitutivo: refor\u00e7ai e alimentai o v\u00ednculo com o vosso povo. N\u00e3o vos isoleis da vossa gente nem dos presb\u00edteros ou das comunidades. Menos ainda, n\u00e3o vos entrincheireis em grupos fechados ou elitistas. Isto acaba por sufocar e envenenar o esp\u00edrito. Um ministro corajoso \u00e9 um ministro sempre em sa\u00edda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um cora\u00e7\u00e3o corajoso. Contemplando o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, podemos captar os dois v\u00ednculos fundamentais, a partir dos quais Ele vive a sua miss\u00e3o: o Pai Celeste e o povo. Os Evangelhos mostram-nos como, na jornada-tipo de Jesus, se alternam e se entrela\u00e7am, num s\u00e1bio equil\u00edbrio, o cuidado da rela\u00e7\u00e3o com Deus e a solidariedade ativa com os irm\u00e3os. A caridade dos seus gestos nunca \u00e9 separada do sil\u00eancio e da ora\u00e7\u00e3o, e a fadiga de um minist\u00e9rio, que nem tempo Lhe deixa para comer, nunca \u00e9 separada da firme vontade de se retirar, para cultivar o \u00edntimo col\u00f3quio de amor com Deus Pai. Do mesmo modo, o Sacerdote segundo o Cora\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 aquele que \u201chabita\u201d entre o Senhor a quem consagrou a vida e o Povo que foi chamado a servir; ele poder\u00e1 viver uma frutuosa caridade pastoral, na medida em que nele n\u00e3o se apagar a vida interior, a ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria e o deixar-se guiar no acompanhamento espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cinco palavras propostas para o Dia de Santifica\u00e7\u00e3o do Clero, tiradas da Carta que o Papa Francisco dirigiu aos Sacerdotes em agosto passado, referem-se a um cora\u00e7\u00e3o sacerdotal realmente \u201cconsagrado\u201d ao de Cristo, ou seja, radicado na rela\u00e7\u00e3o pessoal com Ele e por isso configurado aos seus mesmos sentimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como foi revelado no \u00e2mbito psiqui\u00e1trico e psicoterap\u00eautico acerca de alguns problemas de natureza moral e afetiva da vida dos padres, a vitalidade e o cuidado desta rela\u00e7\u00e3o espiritual com Deus, juntamente com o desenvolvimento de uma boa maturidade humana e de s\u00e3s rela\u00e7\u00f5es interpessoais, constitui o melhor ambiente para o cuidado do celibato sacerdotal e da espiritualidade presbiteral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que, ao inv\u00e9s, representa um alto potencial de risco na vida do padre \u00e9 aquilo a que se chamou \u201cdeficit de intimidade\u201d. Todo o estado de vida, para ser integralmente abra\u00e7ado e protegido de incurs\u00f5es amea\u00e7adoras, deve cultivar uma especial \u201crela\u00e7\u00e3o \u00edntima\u201d que lhe valorize as possibilidades e lhe diminua os riscos: para um sacerdote, trata-se da amizade pessoal e quotidiana com o Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pressuposto humano, psicol\u00f3gico e espiritual para o sucesso de uma vida sacerdotal \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com Deus. O deficit de intimidade n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a aridez da vida espiritual e, por consequ\u00eancia, a falta daquela amizade profunda, interior e vital com o Senhor, que constitui a base da fecundidade pessoal e pastoral. O padre que j\u00e1 n\u00e3o reza com fidelidade e que descura os elementos estruturantes da sua rela\u00e7\u00e3o de intimidade com o Senhor acumula um \u201cdeficit\u201d perigoso, que pode gerar sentimento de vazio, perce\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o e insatisfa\u00e7\u00e3o, dificuldade na gest\u00e3o da solid\u00e3o, das necessidades e dos afetos, at\u00e9 ao risco de exposi\u00e7\u00e3o em amizades e liga\u00e7\u00f5es \u201cexternas\u201d que, naquele ponto, poderiam fazer desmoronar um edif\u00edcio humano-espiritual j\u00e1 marcado por diversas fendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que o sacerdote seja configurado ao Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, \u00e9 necess\u00e1rio que o ponto firme da sua vida quotidiana e o fundamento da sua estrutura humana e espiritual sejam constitu\u00eddos pelo h\u00famus interior da profunda amizade pessoal com o Senhor, a partir da qual a gest\u00e3o da pr\u00f3pria vida, o celibato e a miss\u00e3o apost\u00f3lica possam ser psicologicamente aceit\u00e1veis e espiritualmente fecundos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cevm1\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CongregacaoClero_DiaSantificacaoClero2020_proposta.pdf\" target=\"_blank\"><strong>descarregar PDF<\/strong><\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco breves t\u00f3picos de reflex\u00e3o, do Magist\u00e9rio do Papa Francisco Dia de Santifica\u00e7\u00e3o do Clero, 19 de junho de 2020 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