{"id":1087,"date":"2026-10-20T14:45:54","date_gmt":"2026-10-20T14:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/?p=1087"},"modified":"2026-10-20T14:53:00","modified_gmt":"2026-10-20T14:53:00","slug":"mensagem-por-ocasiao-do-dia-mundial-da-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/mensagem-por-ocasiao-do-dia-mundial-da-saude-mental\/","title":{"rendered":"Mensagem por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Sa\u00fade Mental"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1089\" aria-describedby=\"caption-attachment-1089\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1089\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080-400x267.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080-400x267.png 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080-1024x684.png 1024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080-768x513.png 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080-1536x1027.png 1536w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cq5dam.web_.1920.1080.png 1616w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1089\" class=\"wp-caption-text\">humandevelopment.va<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Mensagem da Rev.Ma Ir. <\/strong><strong>Alessandra Smerilli, F.M.A. <\/strong><strong>Prefeita do Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o <\/strong><strong>do Desenvolvimento Humano Integral, p<\/strong><strong>or ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Sa\u00fade Mental<\/strong><\/p>\n<p><strong>10 de outubro de 2026<\/strong><\/p>\n<p>Nenhuma ferida psicol\u00f3gica poder\u00e1 jamais apagar a dignidade da pessoa humana. Estas s\u00e3o as primeiras palavras que o Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral deseja pronunciar por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Sa\u00fade Mental de 2026. Como recorda o Papa Le\u00e3o XIV na <em>Dilexi Te<\/em>, Cristo, \u201catrav\u00e9s do seu amor doado at\u00e9 ao fim, mostra a dignidade de cada ser humano, sobretudo quando \u00e9 \u2018mais fraco, m\u00edsero e sofredor\u2019\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u2019\u201d<\/p>\n<p>O cuidado com a sa\u00fade mental faz parte do desenvolvimento humano integral, voltado para o bem de cada pessoa e da pessoa toda<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Na <em>Gaudium et Spes<\/em>, o Conc\u00edlio Vaticano II ensina que o desenvolvimento deve estar a servi\u00e7o da pessoa em sua integralidade, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas as necessidades materiais, mas tamb\u00e9m as exig\u00eancias da vida intelectual, moral, espiritual e religiosa<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> . Um desenvolvimento que ignore a mente e o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um desenvolvimento integral.<\/p>\n<p>O Papa Le\u00e3o XIV identificou com clareza o problema. Em Barcelona, disse aos jovens que a sa\u00fade mental \u201cest\u00e1 cada vez mais amea\u00e7ada no contexto de sociedades que se consideram avan\u00e7adas\u201d, sinal de que \u201ch\u00e1 algo profundamente errado em uma determinada ideia de crescimento\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Em todo o mundo, inclusive nas regi\u00f5es consideradas \u201cavan\u00e7adas\u201d, uma vis\u00e3o limitada do progresso frequentemente tornou as pessoas alheias e at\u00e9 mesmo indiferentes ao bem-estar mental dos outros.<\/p>\n<p>Hoje, as feridas interiores, emocionais e relacionais representam uma das dimens\u00f5es mais profundas do sofrimento humano. As par\u00f3quias, as escolas, as comunidades religiosas e as pequenas comunidades eclesiais s\u00e3o frequentemente os lugares aos quais as pessoas levam o pr\u00f3prio sofrimento e onde procuram uma escuta atenta, acompanhamento e apoio nos momentos de vulnerabilidade psicol\u00f3gica. Consequentemente, em muitas Igrejas locais, a sa\u00fade mental est\u00e1 emergindo como um dos desafios pastorais mais urgentes.<\/p>\n<p>Duas situa\u00e7\u00f5es requerem aten\u00e7\u00e3o especial. A primeira diz respeito \u00e0s pessoas que vivem crises humanit\u00e1rias \u2014 guerras, migra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, instabilidade pol\u00edtica, desastres ambientais e pobreza estrutural \u2014, que deixam traumas profundos nos indiv\u00edduos e nas comunidades. A segunda diz respeito aos jovens, que enfrentam novas formas de vulnerabilidade emocional relacionadas \u00e0 press\u00e3o social, \u00e0 incerteza econ\u00f4mica e ao isolamento. As situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o diferentes, mas a raiz \u00e9 a mesma: uma pessoa torna-se vulner\u00e1vel quando lhe faltam seguran\u00e7a, rela\u00e7\u00f5es, sentido e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A todos aqueles que sofrem, a Igreja diz: voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o sozinhos e Deus n\u00e3o os abandonou. Em Barcelona, depois de ouvir uma jovem falar sobre sua depress\u00e3o, o Santo Padre recordou J\u00f3: quando Deus parece ausente, podemos confiar a Ele os nossos fardos, \u201cchegando mesmo a gritar por Ele ou a protestar como Job, certos de que, de alguma forma, Ele se faz presente e est\u00e1 perto, mesmo quando aparentemente n\u00e3o fala<sup> <a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/sup>.\u201d<\/p>\n<p>Entre os pacientes de um hospital psiqui\u00e1trico em Malabo, disse simplesmente: \u201cDeus nos ama como somos. [\u2026] Deus quer nos curar<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>\u201d. Na hora de sua ang\u00fastia, Cristo assumiu em sua pr\u00f3pria carne toda a ang\u00fastia da humanidade<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. A f\u00e9 n\u00e3o substitui o cuidado, mas o acompanha e lhe d\u00e1 esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m se cura sozinho. \u201cN\u00e3o podemos faz\u00ea-lo sozinhos\u201d, disse o Papa aos jovens de Barcelona; precisamos de algu\u00e9m \u201cque nos acompanhe com discri\u00e7\u00e3o, sem a pressa de nos explicar aquela dor\u201d. Isso est\u00e1 em sintonia com o tema do Dia Mundial da Sa\u00fade Mental deste ano: \u201cOuvir as experi\u00eancias vividas: vozes reais, mudan\u00e7a real\u201d. A cura muitas vezes come\u00e7a no momento em que uma pessoa se sente verdadeiramente ouvida.<\/p>\n<p>A escuta deve traduzir-se em a\u00e7\u00e3o. A Igreja n\u00e3o pode limitar-se a respostas ocasionais ou reativas. Como crist\u00e3os, somos chamados a desenvolver um minist\u00e9rio est\u00e1vel, competente, compassivo e preventivo, que acolha a pessoa em sua totalidade: corpo, mente e esp\u00edrito. Isso requer agentes pastorais preparados, colabora\u00e7\u00e3o com profissionais da sa\u00fade, fluxos de encaminhamento claros, aten\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, apoio \u00e0s fam\u00edlias e cuidado com os jovens. O Dicast\u00e9rio convida, al\u00e9m disso, todas as pessoas de boa vontade a se comprometerem de maneira significativa com aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental e a colaborarem com a Igreja e outras institui\u00e7\u00f5es na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, servi\u00e7os e solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Aqueles que vivem um sofrimento mental n\u00e3o s\u00e3o apenas destinat\u00e1rios de cuidados, mas protagonistas do caminho a ser percorrido, e suas vozes devem contribuir para moldar as respostas. Cuidar deles n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o marginal, mas parte integrante do cora\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>Confiemo-nos a Maria, <em>Salus Infirmorum<\/em>, para que cada pessoa possa redescobrir, mesmo nas prova\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis, a alegria de sentir-se amada, reconhecida e acompanhada em seu caminho humano e espiritual.<\/p>\n<p><em>Ir. Alessandra Smerilli, F.M.A.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Le\u00e3o XIV, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Dilexi Te<\/em> (4 de outubro de 2025), n. 2.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/en\/apost_exhortations\/documents\/20251004-dilexi-te.html?utm_source=chatgpt.com\">Dilexi Te \u2013 Vaticano<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. Paulo VI, Carta Enc\u00edclica <em>Populorum Progressio<\/em> (26 de mar\u00e7o de 1967), n. 14.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral <em>Gaudium et Spes<\/em> (7 de dezembro de 1965), n. 64.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Le\u00e3o XIV, Viagem Apost\u00f3lica \u00e0 Espanha, Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o no Est\u00e1dio Ol\u00edmpico \u201cLlu\u00eds Companys\u201d, Barcelona (9 de junho de 2026), n. 2. [https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/en\/speeches\/2026\/giugno\/documents\/20260609-spagna-veglia.html<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Le\u00e3o XIV, Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o, Barcelona, n. 2.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Le\u00e3o XIV, Visita aos profissionais e pacientes do Hospital Psiqui\u00e1trico \u201cJean Pierre Olie\u201d, Malabo (21 de abril de 2026). [https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/en\/speeches\/2026\/april\/documents\/20260421-guinea-eq-ospedale.html]<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cf. Le\u00e3o XIV, Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o, Barcelona, n. 2.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem da Rev.Ma Ir. 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