{"id":180,"date":"2012-02-11T15:20:49","date_gmt":"2012-02-11T15:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/?p=180"},"modified":"2026-10-12T15:21:45","modified_gmt":"2026-10-12T15:21:45","slug":"reflexao-para-a-quaresmapascoa-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/reflexao-para-a-quaresmapascoa-de-2012\/","title":{"rendered":"Reflex\u00e3o para a Quaresma\/P\u00e1scoa de 2012"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz apresenta a sua Reflex\u00e3o para a Quaresma\/P\u00e1scoa de 2012 intitulada <strong>Tamb\u00e9m hoje a voz do Senhor\u00a0chama cada um a cuidar do outro<\/strong>.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-179 alignright\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/capa_reflexao_Quaresma_2012.webp\" alt=\"capa reflexao Quaresma 2012\" width=\"176\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/capa_reflexao_Quaresma_2012.webp 406w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/capa_reflexao_Quaresma_2012-324x460.webp 324w\" sizes=\"(max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 18pt;\"><span style=\"font-family: Calibri;\">TAMB\u00c9M HOJE A VOZ DO SENHOR<br \/>\nCHAMA CADA UM A CUIDAR DO OUTRO<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>1.<\/strong> A justificada import\u00e2ncia que a Igreja atribui ao tempo da Quaresma pode acabar por fazer com que deixemos para segundo plano o facto de que o objetivo desse tempo privilegiado \u00e9 o da celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa do Senhor <\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">\u2015<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"> a Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Para al\u00e9m dos documentos relativamente recentes que a Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz (CNJP) tem publicado, tudo quanto poder\u00e1 acrescentar nesta Semana Maior \u00e9 precisamente uma reflex\u00e3o mais especificamente focada no mist\u00e9rio pascal. Pretende faz\u00ea-lo sobretudo inspirada pela mensagem de Bento XVI para a Quaresma deste ano de 2012. O tema da mensagem pontif\u00edcia, se bem que de interesse universal, isto \u00e9, que se destina a toda Igreja, faculta elementos igualmente relevantes para os pa\u00edses que, como o nosso, atravessam tempos particularmente dif\u00edceis que afetam largos sectores da sociedade.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>2.<\/strong> \u00abA <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">aten\u00e7\u00e3o aos outros, como est\u00edmulo ao amor e boas obras\u00bb<\/strong> <\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">\u2015<\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"> \u00e9 a ideia central que Bento XVI foi colher da Carta aos Hebreus (10, 24)<a style=\"mso-footnote-id: ftn1;\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[1]<\/span><\/span><\/span><\/span>. Se h\u00e1 crit\u00e9rio que tem recolhido a converg\u00eancia dos mais diversos quadrantes da vida pol\u00edtica nacional \u00e9 o que tem sido designado por <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">\u00ab\u00e9 preciso mudar de vida\u00bb<\/strong>. \u00c9 certo que cada um ter\u00e1 dessa frase o seu pr\u00f3prio entendimento, porventura contradit\u00f3rio com os dos outros. A CNJP participa desse movimento convergente e gostaria de explicitar o sentido em que entende essa mudan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>3.<\/strong>Antes do mais, a mudan\u00e7a de vida que os tempos reclamam n\u00e3o \u00e9 apenas individual. Sendo, sem d\u00favida, tamb\u00e9m individual, a mudan\u00e7a tem de abranger grupos e institui\u00e7\u00f5es, comportamentos e crit\u00e9rios de a\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">\u2015 tudo no sentido de remover as causas que conduziram \u00e0 crise, evitar novas crises semelhantes, e renovar a solidariedade e a justi\u00e7a social no seio da sociedade portuguesa.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><strong>4.<\/strong> Amplos sectores da popula\u00e7\u00e3o portuguesa debatem-se com problemas elementares de subsist\u00eancia, suscitados pela crise e pelas dr\u00e1sticas pol\u00edticas de austeridade introduzidas pelo Governo. \u00c9 sabido que essas medidas n\u00e3o atingem todos da mesma maneira e que alguns indiv\u00edduos e grupos mant\u00eam a vida folgada que tinham antes da crise, quando muito com modifica\u00e7\u00f5es m\u00ednimas e insignificantes. Quer isto dizer que, se bem que a redistribui\u00e7\u00e3o do rendimento e da riqueza n\u00e3o seja, por si s\u00f3, a \u00absolu\u00e7\u00e3o\u00bb para o problema, \u00e9, sem d\u00favida uma medida <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">necess\u00e1ria<\/strong>. Sabemos como os governos se veem limitados para refor\u00e7ar pr\u00e1ticas redistributivas. Raz\u00f5es objetivas, subjetivas e ideol\u00f3gicas cerceiam fortemente pol\u00edticas que reduzam a riqueza e os rendimentos mais avultados. Os debates havidos neste dom\u00ednio, quer no pa\u00eds quer no \u00e2mbito das institui\u00e7\u00f5es europeias, t\u00eam sido suficientemente expressivos para que se n\u00e3o devam esperar, pelo menos no imediato, como \u00e9 necess\u00e1rio, medidas de forte impacte redistributivo. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><strong>5.<\/strong>Neste contexto, ningu\u00e9m est\u00e1 isento de trabalhar por medidas mais justas e eficazes, designadamente no sentido de uma decidida promo\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f3mico, dependente n\u00e3o s\u00f3 do Estado mas tamb\u00e9m da iniciativa privada, e de suscitar por parte dos \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios da EU medidas compat\u00edveis com as respectivas responsabilidades. Entretanto, h\u00e1 que apelar \u00e0s consci\u00eancias, para que, por via de comportamentos volunt\u00e1rios, individuais e de grupo, da sociedade civil, se fa\u00e7a aquilo que o Governo e a Assembleia da Rep\u00fablica se n\u00e3o disp\u00f5em a fazer. E que \u00e0s demais tenta\u00e7\u00f5es se n\u00e3o acrescente a que segreda que s\u00f3 valem donativos vultuosos que resultam da mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade integral. Entende a CNJP que em mat\u00e9ria de distribui\u00e7\u00e3o de recursos no nosso pa\u00eds, os <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">crit\u00e9rios \u00e9ticos<\/strong> exigem dos possidentes muito mais do que aquilo que <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">legalmente<\/strong> lhes tem sido exigido. Ao diz\u00ea-lo, temos subjacente a no\u00e7\u00e3o de que o verdadeiro conceito de caridade pressup\u00f5e o cumprimento da <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">justi\u00e7a<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 demais citar, uma vez mais, as palavras claras de Bento XVI: &#8220;N\u00e3o posso \u00abdar\u00bb ao outro do que \u00e9 meu, sem antes lhe ter dado aquilo que lhe compete por justi\u00e7a. (.) Por um lado, a caridade exige a justi\u00e7a: o reconhecimento e o respeito dos leg\u00edtimos direitos dos indiv\u00edduos e dos povos. (.) Por outro, a caridade supera a justi\u00e7a e completa-a com a l\u00f3gica do dom e do perd\u00e3o.&#8221;<a style=\"mso-footnote-id: ftn2;\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[2]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><strong>6.<\/strong>Sendo fundamental, em face do car\u00e1cter urgente das car\u00eancias, a redistribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reduz \u00e0 dimens\u00e3o assistencial, sobretudo quando orientada pela justi\u00e7a. Nas palavras de Paulo VI, &#8220;aquele que est\u00e1 animado de verdadeira caridade \u00e9 engenhoso em descobrir as causas da mis\u00e9ria, encontrar os meios de a combater e venc\u00ea-la resolutamente&#8221;<a style=\"mso-footnote-id: ftn3;\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[3]<\/span><\/span><\/span><\/span>. Vemos, assim, que acorrer aos pobres apenas na perspetiva de cobrir as necessidades humanas b\u00e1sicas por via de apoios extraordin\u00e1rios, se bem que necess\u00e1rio, n\u00e3o satisfaz todas as exig\u00eancias da caridade. Esta, quando verdadeira, procura descobrir as causas da mis\u00e9ria, encontrar os meios de a combater e vencer resolutamente. \u00c9 frequente entre n\u00f3s colocar-se a ajuda assistencial e o apoio conducente \u00e0 autonomia do pobre como medidas <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">alternativas<\/em>. Recorrendo a uma imagem chinesa, discute-se entre dar o peixe ou a cana, em termos alternativos. A quest\u00e3o s\u00f3 deve p\u00f4r-se quando se tiver demonstrado que os recursos n\u00e3o permitem tomar ambas aquelas medidas cumulativamente: <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">n\u00e3o se trata de dar o peixe <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">ou<\/em> a cana, mas o peixe <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">e<\/em> a cana<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\"><strong>7.<\/strong> <\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\">A aten\u00e7\u00e3o aos outros, como est\u00edmulo ao amor e boas obras, n\u00e3o se circunscreve ao problema da pobreza. Outras formas de car\u00eancia ou necessidade concorrem com a pobreza, quando n\u00e3o se sobrep\u00f5em a esta. As mortes de pessoas idosas, s\u00f3 conhecidas semanas, meses e anos mais tarde, s\u00e3o um exemplo eloquente do d\u00e9fice de \u00abaten\u00e7\u00e3o\u00bb que marca a nossa sociedade como um todo. D\u00e9fice que, como aqueles exemplos ilustram, \u00e9 anterior \u00e0 crise mundial e continuar\u00e1 depois de vencida a crise, se o pa\u00eds n\u00e3o aproveitar e valorizar o potencial de mudan\u00e7a que a crise tem em si. Numa sociedade envelhecida, com elevada taxa de desemprego, com fam\u00edlias fragmentadas e atra\u00eddas por um estatuto social fortemente definido por \u00abcoisas\u00bb, acrescem \u00e0 pobreza muitas outras formas de car\u00eancia, material e imaterial, que, no limite, podem consistir em situa\u00e7\u00f5es onde faltam raz\u00f5es de esperan\u00e7a. Neste entendimento, deve recordar-se que a P\u00e1scoa de Jesus de Nazar\u00e9 \u00e9 a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a, que \u00e9, afinal, o melhor que temos para partilhar com os outros.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>8.<\/strong>Continua a ser v\u00e1lido e importante o conceito mais tradicional da pr\u00e1tica do amor entendida como uma rela\u00e7\u00e3o de pessoa a pessoa. Sem preju\u00edzo deste modelo, havemos hoje de perceber que o amor tamb\u00e9m nos impele a contribuirmos para o <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">bem comum<\/strong>. A este prop\u00f3sito, diz Bento XVI: &#8220;Ama-se tanto mais eficazmente o pr\u00f3ximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que d\u00ea resposta tamb\u00e9m \u00e0s suas necessidades reais. Todo o crist\u00e3o \u00e9 chamado a esta caridade, conforme a sua voca\u00e7\u00e3o e segundo as possibilidades que tem de incid\u00eancia na <em>p\u00f3lis<\/em>. Este \u00e9 o caminho institucional &#8211; podemos mesmo dizer pol\u00edtico &#8211; da caridade, n\u00e3o menos qualificado e incisivo do que o \u00e9 a caridade que vai diretamente ao encontro do pr\u00f3ximo, fora das media\u00e7\u00f5es institucionais da <em>p\u00f3lis<\/em>.&#8221;<a style=\"mso-footnote-id: ftn4;\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[4]<\/span><\/span><\/span><\/span>. Numa sociedade em que o individualismo esbateu o sentido do bem comum e conduz a reconhecer que o \u00fanico bem que conta \u00e9 o de cada pessoa, individualmente considerada, importa revalorizar o papel do bem comum como express\u00e3o da <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">dimens\u00e3o relacional<\/strong> do ser humano, t\u00e3o inerente \u00e0 natureza humana como a dimens\u00e3o individual. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>9.<\/strong><strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">Promover o bem comum \u00e9 a primeira fun\u00e7\u00e3o do Estado<\/strong>.<a style=\"mso-footnote-id: ftn5;\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[5]<\/span><\/span><\/span><\/span> A situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds tem vindo a deteriorar-se de modo acentuado e vis\u00edvel. Um indicador do retrocesso generalizado est\u00e1 na taxa de desemprego, atualmente com o valor m\u00e9dio de 14.8%, e de 35.4% (mais de um em cada tr\u00eas) no caso dos jovens. As pol\u00edticas de austeridade cruenta que o Governo tem vindo a adotar, j\u00e1 n\u00e3o por imposi\u00e7\u00e3o da <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">troika<\/em>, mas por convic\u00e7\u00e3o<a style=\"mso-footnote-id: ftn6;\" href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[6]<\/span><\/span><\/span><\/span>, t\u00eam vindo a agravar as consequ\u00eancias da crise sobre o estado da economia nacional, que a popula\u00e7\u00e3o mais afectada tem vindo a aceitar de modo invulgarmente pac\u00edfico. Por isso, \u00e9 particularmente chocante que governos regionais, institui\u00e7\u00f5es e empresas que n\u00e3o est\u00e3o legalmente obrigadas a cumprir as medidas estabelecidas pelo governo do pa\u00eds (A\u00e7ores e Madeira, Banco de Portugal) ou se encontram em situa\u00e7\u00e3o pretensamente original (TAP, CGD, etc.) fujam ou sejam autorizados a fugir aos sacrif\u00edcios impostos \u00e0 generalidade do povo portugu\u00eas. Acresce que algumas das institui\u00e7\u00f5es \u00abisentas\u00bb da solidariedade nacional s\u00e3o das melhor remuneradas do pa\u00eds. Importa, pois, dizer clara e enfaticamente: <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">a equidade na distribui\u00e7\u00e3o dos sacrif\u00edcios \u00e9, antes do mais, uma exig\u00eancia \u00e9tica, que se n\u00e3o dilui em meros crit\u00e9rios de legalidade<\/strong>. Outros j\u00e1 quiseram isentar considera\u00e7\u00f5es de ordem t\u00e9cnica de inevit\u00e1veis exig\u00eancias morais, para justificar decis\u00f5es tomadas para vantagem pr\u00f3pria incompreens\u00edvel no atual contexto nacional. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>10.<\/strong> Para quem discorde da orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica inspirada no acordo com a <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">troika<\/em>, o caminho que levaria a solu\u00e7\u00f5es mais humanas e justas encontra bloqueios tempor\u00e1rios que se n\u00e3o podem remover no imediato: uma Europa destitu\u00edda de lideran\u00e7as fortes, solid\u00e1rias e cultas, d\u00f3cil \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de um duo hegem\u00f3nico destitu\u00eddo de legitimidade democr\u00e1tica de \u00e2mbito europeu (e porventura ao arrepio da vontade dos povos); polos de poder financeiro desregulado, que se sobrep\u00f5em ao poder pol\u00edtico dos governos; dom\u00ednio de uma cultura econ\u00f3mica que v\u00ea no controle do \u00abd\u00e9fice\u00bb e da \u00abd\u00edvida\u00bb o elixir instant\u00e2neo de todas as curas. Tais bloqueios n\u00e3o s\u00e3o remov\u00edveis no curto prazo, pelo que &#8220;<strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">a<\/strong> <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">aten\u00e7\u00e3o aos outros, como est\u00edmulo ao amor e boas obras<\/strong>&#8221; proposta por Bento XVI ter\u00e1 de procurar &#8220;boas obras&#8221; que, para j\u00e1, ocorram a problemas humanos e sociais que requerem aten\u00e7\u00e3o imediata. N\u00e3o dispomos de um cat\u00e1logo de a\u00e7\u00f5es adequadas. Limitamo-nos, por isso, a propor \u00e0 considera\u00e7\u00e3o de quantos nos leiam duas ideias que se afiguram relevantes. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>11.<\/strong> A aten\u00e7\u00e3o aos outros e a pondera\u00e7\u00e3o dos problemas que se nos deparam devem servir de crit\u00e9rio para revermos o nosso <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">estilo de vida<\/strong>. \u00c9 sabido que o modelo econ\u00f3mico e financeiro que desembocou na crise que atravessamos se caracterizou, al\u00e9m do mais, pelo \u00abconsumismo\u00bb. Uma das consequ\u00eancias desse tipo de cultura foi a de \u00abviver para al\u00e9m das posses\u00bb, com recurso a opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito f\u00e1cil, estimuladas pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Por\u00e9m, um outro aspeto, n\u00e3o menos grave, foi o da generaliza\u00e7\u00e3o de um modelo de felicidade centrado em bens de consumo (coisas), os quais vieram progressivamente ocupando o lugar de dimens\u00f5es verdadeiramente humanas da felicidade. Do mesmo passo, as sociedades ocidentais (e n\u00e3o s\u00f3) viveram as \u00faltimas d\u00e9cadas sob uma forte exalta\u00e7\u00e3o do \u00abindividualismo\u00bb, ou seja, sob um grave d\u00e9fice da \u00abaten\u00e7\u00e3o aos outros\u00bb. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; margin: 0cm 0cm 10pt;\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\"><strong>12.<\/strong>Todos estaremos mais ou menos afetados por esse <strong style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\">individualismo consumista<\/strong>, que agora se confronta com duas propostas s\u00e9rias, particularmente para o tempo da Quaresma. A primeira consiste no abandono do consumismo e na busca de um modelo de felicidade que tenha <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">autenticidade humana<\/em>. A segunda est\u00e1 na chamada de \u00abaten\u00e7\u00e3o aos outros\u00bb feita pelo Papa Bento XVI, querendo significar uma atitude de &#8220;observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade&#8221;, incluindo n\u00e3o s\u00f3 o bem material, mas tamb\u00e9m o bem espiritual dos outros. Se bem que distintas, s\u00e3o ideias estreitamente relacionadas entre si.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\">V Domingo da Quaresma de 2012<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right; margin: 0cm 0cm 10pt;\" align=\"right\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 12pt;\">Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz <\/span><\/p>\n<hr size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div style=\"mso-element: footnote-list;\">\n<div id=\"ftn1\" style=\"mso-element: footnote;\">\n<p class=\"MsoFootnoteText\" style=\"margin: 0cm 0cm 10pt;\"><a style=\"mso-footnote-id: ftn1;\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-size: 9pt;\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[1]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"line-height: 115%; font-size: 9pt;\"> Mensagem para a Quaresma de 2012.<br \/>\n<\/span><a style=\"mso-footnote-id: ftn2;\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 11pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[2]<\/span><\/span><\/span><\/span> <em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\"><span style=\"font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">Caritas in Veritate<\/span><\/em><span style=\"font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">, 6.<br \/>\n<\/span><a style=\"mso-footnote-id: ftn3;\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[3]<\/span><\/span><\/span><\/span><em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\"><span style=\"font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">Populorum Progressio<\/span><\/em><span style=\"font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: Calibri;\">, 75.<\/span><span style=\"font-size: 9pt;\"><br \/>\n<\/span><a style=\"mso-footnote-id: ftn4;\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[4]<\/span><\/span><\/span><\/span><em style=\"mso-bidi-font-style: normal;\"><span style=\"font-size: 9pt;\">Caritas in Veritate<\/span><\/em><span style=\"font-size: 9pt;\">, 7<br \/>\n<\/span><a style=\"mso-footnote-id: ftn5;\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[5]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 9pt;\"> &#8220;[O]<\/span><em><span style=\"color: black; font-size: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT;\"> bem comum \u00e9 a raz\u00e3o de ser da autoridade pol\u00edtica<\/span><\/em><span style=\"color: black; font-size: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;\">&#8220;, Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja, n. 168.<br \/>\n<\/span><a style=\"mso-footnote-id: ftn6;\" href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><\/a><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"mso-special-character: footnote;\"><span class=\"MsoFootnoteReference\"><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 9pt; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;\">[6]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 9pt;\"> &#8220;Senhores da `troika` estamos a fazer isto por n\u00f3s n\u00e3o por v\u00f3s&#8221;, disse o primeiro ministro Passos Coelho.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz apresenta a sua Reflex\u00e3o para a Quaresma\/P\u00e1scoa de 2012 intitulada Tamb\u00e9m hoje a voz do Senhor\u00a0chama cada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":179,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[],"class_list":["post-180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=180"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1077,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions\/1077"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}