{"id":33,"date":"2007-05-01T11:20:04","date_gmt":"2007-05-01T11:20:04","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/educacao-para-o-desenvolvimento-um-projecto-da-comissao-nacional-justica-e-paz\/"},"modified":"2007-05-01T11:20:04","modified_gmt":"2007-05-01T11:20:04","slug":"educacao-para-o-desenvolvimento-um-projecto-da-comissao-nacional-justica-e-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/educacao-para-o-desenvolvimento-um-projecto-da-comissao-nacional-justica-e-paz\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento &#8211; Um projecto da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz"},"content":{"rendered":"<p>CNJP quer encorajar iniciativas que formem as consci\u00eancias para uma cultura da paz e da solidariedade entre os povos<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento? <\/strong> A Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento (ED) \u00e9 uma pr\u00e1tica de sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil atrav\u00e9s de <em>workshops<\/em>, debates, sess\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o, campanhas, e todo o tipo de iniciativas que visem: * Consciencializar os cidad\u00e3os e as cidad\u00e3s acerca da <strong>interdepend\u00eancia<\/strong> entre as diferentes regi\u00f5es do mundo, dando a conhecer a realidade econ\u00f3mica, pol\u00edtica, social e cultural dos pa\u00edses mais empobrecidos e, por essa via, abrir caminho para uma maior solidariedade entre os povos; * Capacitar as pessoas com conhecimentos que lhes permitam uma melhor <strong>an\u00e1lise da informa\u00e7\u00e3o sobre a realidade<\/strong> s\u00f3cio-econ\u00f3mica e sobre as pol\u00edticas locais, nacionais e internacionais, ligadas aos desequil\u00edbrios mundiais, e, deste modo, incentivar as necess\u00e1rias <strong>mudan\u00e7as dos comportamentos individuais e colectivos<\/strong>, no sentido de um desenvolvimento humano e sustent\u00e1vel; * Ajudar a elaborar <strong>propostas de ac\u00e7\u00e3o<\/strong>, norteadas por preocupa\u00e7\u00f5es de justi\u00e7a e sustentabilidade dos processos de desenvolvimento. A Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento assenta no direito de todas as pessoas, e de todos os povos, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no desenvolvimento econ\u00f3mico, social, pol\u00edtico e cultural, e \u00e9 reconhecida como uma componente fundamental na educa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es bem como no plano da forma\u00e7\u00e3o ao longo da vida, em m\u00faltiplas inst\u00e2ncias internacionais, com destaque para  a UNESCO ou o Conselho da Europa.  <strong>Porqu\u00ea no \u00e2mbito da CNJP?<\/strong> A vasta problem\u00e1tica do desenvolvimento no mundo contempor\u00e2neo tem merecido tamb\u00e9m uma ampla reflex\u00e3o por parte do magist\u00e9rio da Igreja cat\u00f3lica, como \u00e9 patente na Doutrina Social da Igreja, que norteia a nossa ac\u00e7\u00e3o. Dados objectivos essenciais da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, torna-se evidente o interesse deste organismo em contribuir, ao seu n\u00edvel, para encorajar iniciativas que procurem ir ao encontro da necessidade de forma\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias para uma cultura da paz e da solidariedade entre os povos. Da\u00ed o projecto de Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento que neste momento se encontra em curso.   <strong>Qual o contexto social em que este projecto se insere?<\/strong> Tamb\u00e9m o contexto portugu\u00eas torna muito pertinente uma ac\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da sensibiliza\u00e7\u00e3o da dos cidad\u00e3os para as quest\u00f5es do desenvolvimento. De facto, em Portugal, muitos dos movimentos sociais que t\u00eam dinamizado a sociedade civil europeia s\u00e3o ainda uma relativa novidade. Iniciativas como o Com\u00e9rcio Justo ou o microcr\u00e9dito, chegaram a Portugal h\u00e1 menos de 10 anos e envolvem ainda uma franja muito reduzida da sociedade, n\u00e3o obstante os esfor\u00e7os dedicados dos grupos de volunt\u00e1rios e as associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos que as dinamizam. A Campanha Global pela Educa\u00e7\u00e3o e a Campanha Pobreza Zero, ambas promovidas a n\u00edvel mundial como parte da Campanha dos Objectivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio, t\u00eam tido, entre n\u00f3s, e apesar das in\u00fameras iniciativas de divulga\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es envolvidas, uma express\u00e3o muito modesta. Por outro lado, as comunidades crist\u00e3s, par\u00f3quias e\/ou movimentos, n\u00e3o apresentam, a este prop\u00f3sito, dinamismos maiores do que a sociedade civil, no seu todo. Pensamos, pois, que uma certa indiferen\u00e7a face \u00e0 problem\u00e1tica do desenvolvimento se deve \u00e0 falta de uma cultura de participa\u00e7\u00e3o e de co-responsabiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 este um problema geral para o qual h\u00e1 que encontrar resposta. <strong>A Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento \u00e9 uma ferramenta fundamental para uma imprescind\u00edvel cultura de solidariedade, de que o nosso Pa\u00eds tanto necessita. \u00c9, simultaneamente, uma educa\u00e7\u00e3o para a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, para a justi\u00e7a e para a paz. \u00c9 a aposta numa gera\u00e7\u00e3o mais aberta e atenta aos problemas do mundo, mais consciente da solidariedade intr\u00ednseca \u00e0 sustentabilidade do desenvolvimento e profundamente consciente da sua inalien\u00e1vel cidadania no que esta comporta de direitos e deveres universais. Acreditamos que este \u00e9 um caminho real para a constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz e como tal \u00e9 um dever da Igreja portuguesa ser um actor decisivo neste processo.<\/strong> <strong>Objectivos espec\u00edficos<\/strong> Constituem objectivos espec\u00edficos deste projecto os seguintes: * Despertar a no\u00e7\u00e3o de cidadania global, para que se traduza num sentimento de comunh\u00e3o com todos os seres humanos, e numa forte no\u00e7\u00e3o de co-responsabilidade pelo Mundo em que vivemos; * Informar acerca das grandes desigualdades mundiais; * Aprofundar conceitos, dados e teorias explicativas destas desigualdades, desconstruindo ideias falsas e preconceitos; * Valorizar a capacidade de an\u00e1lise dos participantes, despertando neles uma consci\u00eancia cr\u00edtica relativamente aos media e aos lugares comuns que se instalaram na sociedade e na cultura dominante; * Suscitar o desejo de uma maior participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, aliada a uma maior consci\u00eancia dos caminhos de transforma\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, que cada um, aqui e agora, tem \u00e0 sua frente; * Divulgar a Doutrina Social da Igreja, designadamente no que se refere a humanizar as vis\u00f5es do mundo e, por esta via, contrariar o individualismo, o imediatismo, o consumismo e o ego\u00edsmo, ainda t\u00e3o entrosados na nossa sociedade; * Dinamizar a comunidade crist\u00e3 para um compromisso com o Mundo, em coer\u00eancia com a sua f\u00e9. <strong>Como se desenvolve o projecto? <\/strong> O projecto tem vindo a desenvolver ao n\u00edvel das escolas e das comunidades paroquiais da zona de Lisboa, atrav\u00e9s de ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o animadas pela vogal da CNJP, Maria Joana Rigato.   As ac\u00e7\u00f5es podem ser de diferente dura\u00e7\u00e3o, conforme o local e o tipo de destinat\u00e1rios (jovens universit\u00e1rios, estudantes do ensino secund\u00e1rio, professores, etc), podendo ir desde um dia de forma\u00e7\u00e3o, a dois ou tr\u00eas, ou at\u00e9 a dois meses de workshops de algumas horas, repartidos no tempo.    Os destinat\u00e1rios privilegiados s\u00e3o jovens dos 15 aos 35 anos.  <strong>Qual a Metodologia? <\/strong> Este projecto baseia-se essencialmente em m\u00e9todos de aprendizagem experiencial, recorrendo a t\u00e9cnicas comunicativas que privilegiam a interac\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o cooperativo. Existem tamb\u00e9m materiais de apoio, preparados pela organiza\u00e7\u00e3o, tanto para utilizar nas sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o como destinados a ser distribu\u00eddos aos formandos. Para al\u00e9m dos <strong>jogos participativos<\/strong> (sobretudo actividades de <strong><em>role-playing<\/em><\/strong>, jogos de simula\u00e7\u00e3o), sobre os quais assentam, normalmente, os diferentes momentos da uma sess\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito importante dinamizar as sess\u00f5es com a ajuda de instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o visual. De facto, muitos psic\u00f3logos afirmam que 70% das decis\u00f5es que uma pessoa normalmente toma deriva de est\u00edmulos de natureza visual. De facto, \u00e9 sempre interessante integrar o que \u00e9 dito e feito nas sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o com <strong>mapas, v\u00eddeos, slides e <em>powerpoints<\/em><\/strong>. Por \u00faltimo, e sendo o nosso maior objectivo o &#8220;fazer fazer&#8221;, &#8220;fazer pensar&#8221;, &#8220;fazer descobrir&#8221;, mais do que apresentar solu\u00e7\u00f5es feitas e expor temas de forma unidireccional, as metodologias comunicativas &#8211; como o <strong><em>brainstorming<\/em> (chuva de ideias), os debates organizados<\/strong>, etc. &#8211; s\u00e3o um excelente instrumento de trabalho para este tipo de sess\u00f5es de trabalho de grupo. Atrav\u00e9s delas, podemos colocar os participantes numa posi\u00e7\u00e3o proactiva, dando-lhes um papel de actores em primeira linha do processo de aprendizagem comum em que todos &#8211; formadores e formandos &#8211; participam. Desta forma, a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dada por uns e recebida por outros de forma passiva &#8211; o que, sabemo-lo bem, s\u00f3 resulta numa indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao que se ouviu, e num esquecimento quase imediato. Ela \u00e9, sim, descoberta por todos e processada no pr\u00f3prio momento em que \u00e9 revelada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CNJP quer encorajar iniciativas que formem as consci\u00eancias para uma cultura da paz e da solidariedade entre os povos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-33","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-projectos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}