{"id":427,"date":"2016-01-25T23:04:43","date_gmt":"2016-01-25T23:04:43","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/qpassar-da-indiferenca-a-misericordia-atraves-de-uma-cultura-de-solidariedadeq\/"},"modified":"2016-01-25T23:04:43","modified_gmt":"2016-01-25T23:04:43","slug":"qpassar-da-indiferenca-a-misericordia-atraves-de-uma-cultura-de-solidariedadeq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/qpassar-da-indiferenca-a-misericordia-atraves-de-uma-cultura-de-solidariedadeq\/","title":{"rendered":"\u00abPassar da indiferen\u00e7a \u00e0 miseric\u00f3rdia, atrav\u00e9s de uma  cultura de solidariedade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>O Padre Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida, assistente da CNJP, responde ao jornal Correio de Coimbra numa entrevista que tem como pano de fundo a Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2016.<\/p>\n<p>[<a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/entrevista-JMPA.pdf\" target=\"_blank\">entrevista em PDF<\/a>]<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2016, o Papa Francisco destaca tr\u00eas acontecimentos&nbsp;de 2015 que permitem \u201cconservar as raz\u00f5es da esperan\u00e7a\u201d: a&nbsp;Cimeira da ONU sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas (COP 21), a Cimeira de Adis-Abeba, e a Agenda&nbsp;2030 das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Parecendo quase marginais, creio todavia que estas refer\u00eancias n\u00e3o&nbsp;s\u00e3o gratuitas e evocam valores&nbsp;e diretrizes fundamentais para<\/strong><br \/><strong>a constru\u00e7\u00e3o da paz. Propunha&nbsp;que nesta conversa nos detiv\u00e9ssemos sobretudo nelas.&nbsp;Que valores e diretrizes podemos ler no recente acordo de Paris&nbsp;sobre as \u201caltera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>\u00c9 muito significativo que o Papa&nbsp;Francisco (na senda do Conc\u00edlio&nbsp;Vaticano II, nos cinquenta anos&nbsp;da sua conclus\u00e3o, e do Papa Paulo&nbsp;VI, que o encerrou com essa t\u00f3nica) acentue a dimens\u00e3o esperan\u00e7a na sua Mensagem para o dia&nbsp;Mundial da Paz.&nbsp;O ponto mais relevante do Acordo de Paris corresponde \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o de todas as&nbsp;na\u00e7\u00f5es no combate \u00e0s mudan\u00e7as&nbsp;clim\u00e1ticas. O facto de terem sido&nbsp;195 pa\u00edses membros da Conven\u00e7\u00e3o do Clima da ONU e a Uni\u00e3o&nbsp;Europeia a ratificarem o documento parece-me uma viragem&nbsp;hist\u00f3rica, j\u00e1 que sobre estes temas&nbsp;do clima (nos f\u00f3runs pol\u00edticos,&nbsp;ainda mais do que nos cient\u00edficos)&nbsp;se estava sempre muito longe do&nbsp;consenso. Trata-se, pois, de um<br \/>compromisso que explicita a co-responsabilidade do vivermos&nbsp;todos sobre a terra: viver traduz-se sempre no conviver.&nbsp;<\/p>\n<p>O objetivo de longo prazo do&nbsp;acordo \u00e9 manter o aquecimento global \u201cmuito abaixo de 2\u00baC\u201d,&nbsp;j\u00e1 que esse \u00e9 o ponto em que h\u00e1&nbsp;consenso cient\u00edfico como exig\u00eancia para que o nosso planeta tenha futuro. Subtra\u00edmo-nos, deste&nbsp;modo, \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar,&nbsp;a outros fen\u00f3menos clim\u00e1ticos<br \/>extremos, como secas e tempestades, bem como \u00e0 falta de \u00e1gua&nbsp;pot\u00e1vel e de alimentos para as&nbsp;pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>A sua pergunta \u00e9 sobre os valores. Eu diria que o valor defendido neste acordo \u00e9 o valor da&nbsp;\u2018vida\u2019. Como sabemos, n\u00e3o sendo&nbsp;um valor absoluto, a vida \u00e9 um&nbsp;valor fundamental, isto \u00e9, fora&nbsp;do qual nenhum outro valor \u00e9&nbsp;poss\u00edvel ser promovido. Mas h\u00e1&nbsp;outro valor posto aqui particularmente em evid\u00eancia que \u00e9 o&nbsp;da \u2018solidariedade\u2019: <em>\u00aba determina\u00e7\u00e3o firme e perseverante de se&nbsp;empenhar pelo bem comum, ou&nbsp;seja, pelo bem de todos e de cada&nbsp;um, porque todos n\u00f3s somos&nbsp;verdadeiramente respons\u00e1veis&nbsp;por todos\u00bb<\/em>, como o Papa Francisco indica no n.5 desta Mensagem, citando a Sollicitudo rei socialis, de S. Jo\u00e3o Paulo II, no seu&nbsp;n.38. A refer\u00eancia ao princ\u00edpio do&nbsp;\u2018bem comum\u2019 \u00e9 implicitamente&nbsp;complementada pela evoca\u00e7\u00e3o&nbsp;de outro princ\u00edpio: o do \u2018destino&nbsp;universal dos bens da terra\u2019.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que palavra original pode&nbsp;a Igreja trazer \u00e0s quest\u00f5es da&nbsp;ecologia?&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>N\u00e3o por acaso a publica\u00e7\u00e3o da&nbsp;enc\u00edclica Laudato si\u2019 decorreu&nbsp;meses antes desta Cimeira. Em&nbsp;tempo \u00fatil para poder ser conhecida a sua mensagem e os&nbsp;seus apelos serem levados em&nbsp;conta.&nbsp;Depois do primeiro cap\u00edtulo,&nbsp;que constitui um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o \u2013 <em>\u00abO que est\u00e1<\/em><br \/><em>a acontecer \u00e0 nossa casa\u00bb<\/em> \u2013, o&nbsp;mais original da reflex\u00e3o eclesial vem expresso nos cap\u00edtulos seguintes, correspondentes&nbsp;ao \u201cjulgar\u201d do m\u00e9todo indutivo utilizado: <em>\u00abO Evangelho da Cria\u00e7\u00e3o\u00bb<\/em>, <em>\u00abA raiz humana da&nbsp;crise ecol\u00f3gica\u00bb<\/em> e <em>\u00abUma ecologia integral\u00bb<\/em>. Creio que a compreens\u00e3o do mundo a partir da&nbsp;teologia da Cria\u00e7\u00e3o (e tamb\u00e9m&nbsp;da da Reden\u00e7\u00e3o) \u00e9 o que de&nbsp;mais pr\u00f3prio podemos levar ao&nbsp;di\u00e1logo interdisciplinar sobre<br \/>estas mat\u00e9rias. Sempre atentos&nbsp;ao que outros, a partir de outras tradi\u00e7\u00f5es, s\u00e3o portadores.&nbsp;Tamb\u00e9m esta aten\u00e7\u00e3o e este&nbsp;acolhimento h\u00e3o-de ser considerados como \u2018original\u2019 por&nbsp;parte da Igreja que somos.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 por detr\u00e1s da refer\u00eancia do Papa Francisco,&nbsp;numa Mensagem sobre a Paz,&nbsp;\u00e0 Cimeira de Adis-Abeba (que&nbsp;afinal \u00e9 um acontecimento <\/strong><strong>que se repete regularmente)?<\/strong><\/p>\n<p>O Papa, ao referir-se \u00e0 Cimeira que re\u00fane os Chefes de Estados dos pa\u00edses africanos como&nbsp;um sinal de esperan\u00e7a, convida-nos a olhar para as periferias e a reconhecer os pobres&nbsp;como protagonistas da nossa&nbsp;Hist\u00f3ria. Tanto mais que esta&nbsp;Cimeira se destinou a estudar&nbsp;estrat\u00e9gias para a obten\u00e7\u00e3o&nbsp;de \u00abfundos destinados ao desenvolvimento sustent\u00e1vel do&nbsp;mundo\u00bb (n.2).&nbsp;As palavras do Papa Francis<span style=\"font-family: NoticiaText-Regular; font-size: 9pt; color: #231f20;\">co, <\/span>como as de todos, devem ser complementadas, ilustradas&nbsp;\u2013 e, no que diz respeito a este&nbsp;Papa, de que maneira! \u2013 pelos&nbsp;seus gestos. Parece-me que a&nbsp;sua \u00faltima viagem ao cora\u00e7\u00e3o&nbsp;da \u00c1frica, realizada apesar de&nbsp;tantos aconselhamentos contr\u00e1rios, \u00e9 o gesto que acompanha esta refer\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Agenda 2030. O que \u00e9? Em que \u00e9 que ela toca os grandes valores crist\u00e3os?<\/strong><\/p>\n<p>A Agenda 2030 traduz-se em Objectivos para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. De novo esta express\u00e3o \u2013 \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d \u2013, t\u00e3o cara \u00e0 reflex\u00e3o ecologista em geral, \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o do pensamento social crist\u00e3o, em especial desde a Populorum progressio (1967), do Beato Paulo VI, e ao Papa Francisco em particular.<\/p>\n<p>A Agenda 2030 apresenta umavis\u00e3o abrangente, onde se estabelece um conjunto de objectivos que pretendem alcan\u00e7ar uma erradica\u00e7\u00e3o global da pobreza, de forma sustent\u00e1vel. Mais uma vez, como sublinhou a direc\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas Portuguesa em 16 de Outubro passado, ao assinalar o Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza, \u00abo destaque vai para o facto de as suas metas serem apontadas para todos os pa\u00edses e n\u00e3o mais uma agenda exclusiva dos Pa\u00edses em Desenvolvimento. Pretende-se assim, refor\u00e7ar uma responsabilidade e solidariedade que devem ser universais\u00bb.<\/p>\n<p>Como no Acordo de Paris, de&nbsp;novo aqui: todos os pa\u00edses. Todos respons\u00e1veis por todos.&nbsp;Podemos acreditar na vontade pol\u00edtica para cumprir a<br \/>n\u00edvel mundial esta Agenda?&nbsp;N\u00e3o podemos n\u00e3o acreditar!&nbsp;Mas \u00e9 importante que saibamos participar, como sociedade civil, na implementa\u00e7\u00e3o das&nbsp;pol\u00edticas que possam levar a&nbsp;que a Agenda 2030 n\u00e3o se desvane\u00e7a como uma miragem. V\u00e1rias iniciativas t\u00eam sido apontadas, nomeadamente na rede&nbsp;C\u00e1ritas: que o desenvolvimento&nbsp;sustent\u00e1vel seja, de facto, uma&nbsp;prioridade transversal e determinante de todas as pol\u00edticas&nbsp;governamentais; que se encorajem as lideran\u00e7as pol\u00edticas,&nbsp;ao mais alto n\u00edvel, a elaborar&nbsp;uma estrat\u00e9gia e um elenco de&nbsp;medidas concretas e coerentes,&nbsp;com mecanismos de coordena\u00e7\u00e3o e de avalia\u00e7\u00e3o sistem\u00e1ticos&nbsp;e eficazes; que nos afastemos&nbsp;progressivamente da doutrina&nbsp;do crescimento econ\u00f3mico a&nbsp;todo o custo e apoiemos trabalhos em curso em mat\u00e9ria de&nbsp;\u00edndices de felicidade na vida&nbsp;concreta que substituam o PIB;&nbsp;que apoiemos, quer com a reflex\u00e3o, quer com ensaios pr\u00e1ticos, vias de transi\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f3mico que conhecemos<br \/>\u2013 <em>\u00abEsta economia mata\u00bb<\/em> (Evangelii gaudium, 52) \u2013 para uma&nbsp;economia que fa\u00e7a viver: mais&nbsp;diversificada e socialmente&nbsp;respons\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>O Papa tamb\u00e9m refere os \u201cactos terroristas\u201d do passado recente e volta a falar, pelo menos&nbsp;pela terceira vez, numa \u201cguerra&nbsp;mundial por etapas\u201d. Para al\u00e9m&nbsp;da esperan\u00e7a, h\u00e1 tamb\u00e9m raz\u00f5es para o medo?<\/strong><\/p>\n<p>O medo \u00e9 mau conselheiro&#8230;&nbsp;Mas \u00e9 sensato perceber que as tens\u00f5es existentes no tempo presente t\u00eam sido vividas com uma viol\u00eancia cada vez mais preocupante. O Papa conhece (bem melhor do que eu imagino) a complexidade da situa\u00e7\u00e3o. No que me diz respeito, compreendo o seu alerta como um convite \u00e0 convers\u00e3o, a uma mudan\u00e7a radical: a constru\u00e7\u00e3o da paz n\u00e3o pode ser adiada.<\/p>\n<p><strong>Que ideia ou ideias destacaria como \u201ccora\u00e7\u00e3o da Mensagem do Dia Mundial da Paz 2016\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Intitulada <em>\u00abVence a indiferen\u00e7a&nbsp;e conquista a paz\u00bb<\/em>, a Mensagem&nbsp;prop\u00f5e um combate a todas as&nbsp;formas de indiferen\u00e7a, j\u00e1 que o&nbsp;Papa Francisco considera que paz&nbsp;\u00e9 amea\u00e7ada pela globaliza\u00e7\u00e3o da&nbsp;indiferen\u00e7a. Ora, neste Ano da Miseric\u00f3rdia, \u00e9 essa convers\u00e3o que&nbsp;prop\u00f5e: passar da indiferen\u00e7a \u00e0&nbsp;miseric\u00f3rdia, atrav\u00e9s de uma cultura de solidariedade.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por \u00faltimo, o que \u00e9 que os&nbsp;\u201corganismos oficiais\u201d da Igreja,&nbsp;como por exemplo a Comiss\u00e3o&nbsp;Nacional Justi\u00e7a e Paz, de que o&nbsp;Pe. Jos\u00e9 Manuel \u00e9 assistente religioso, podem fazer, no pensar&nbsp;e no agir em campo social, para&nbsp;interferir nos destinos do nosso mundo, nomeadamente no&nbsp;campo da paz?<\/strong><\/p>\n<p>Diria que, por um lado, podem&nbsp;intervir sob o ponto de vista da&nbsp;divulga\u00e7\u00e3o do pensamento social&nbsp;da Igreja, geralmente pouco ou&nbsp;mal conhecido. A prop\u00f3sito desta Mensagem, por exemplo, s\u00f3 o&nbsp;Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz deu uma <a href=\"http:\/\/%20www.agencia.ecclesia.pt\/noticias\/nacional\/paz-sociedade-globalizada-vive-indiferenca-perante-deus-o-proximo-e-a-criacao\" target=\"_blank\">entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Ecclesia<\/a>, que foi<br \/>transcrita no seman\u00e1rio digital&nbsp;e transmitida no programa 70X7&nbsp;de domingo 3 de Janeiro,&nbsp;escreveu um <a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/pjuvenil\/site\/index.php\/grao-de-mostarda\/522-da-indiferenca-a-misericordia\" target=\"_blank\">artigo para o s\u00edtio&nbsp;da Pastoral Juvenil<\/a> nacional&nbsp;e participou numa&nbsp;conversa na sec\u00e7\u00e3o portuguesa da&nbsp;R\u00e1dio Vaticano.&nbsp;<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o n\u00e3o pode, contudo,&nbsp;permanecer ao n\u00edvel mais geral e abstracto: espera-se que os&nbsp;\u201corganismos oficiais\u201d da Igreja (a&nbsp;Comiss\u00e3o Nacional e as Comiss\u00f5es Diocesanas Justi\u00e7a e Paz, a&nbsp;C\u00e1ritas Portuguesa e as C\u00e1ritas&nbsp;Diocesanas,&#8230;) sejam capazes de&nbsp;continuar a ler a nossa realidade concreta, para que, \u00e0 luz do&nbsp;Evangelho, saibam contribuir,&nbsp;em conjunto com todas as pessoas de boa vontade, no sentido de<br \/>que as transforma\u00e7\u00f5es sociais,&nbsp;algumas delas urgentes, possam&nbsp;ser realizadas, de forma a construirmos uma sociedade mais&nbsp;justa e mais fraterna.<span style=\"font-family: NoticiaText-Bold; font-size: 9pt; color: #187f97;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><span style=\"font-size: 9pt;\"><br style=\"line-height: normal; orphans: 2; text-align: -webkit-auto; widows: 2;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Padre Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida, assistente da CNJP, responde ao jornal Correio de Coimbra numa entrevista que tem como pano de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-427","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}