{"id":501,"date":"2017-03-09T22:07:43","date_gmt":"2017-03-09T22:07:43","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/lo-qoutroq-e-um-dom-a-que-nos-devemos-darr-reflexao-da-cnjp-para-a-quaresma-2017\/"},"modified":"2017-03-09T22:07:43","modified_gmt":"2017-03-09T22:07:43","slug":"lo-qoutroq-e-um-dom-a-que-nos-devemos-darr-reflexao-da-cnjp-para-a-quaresma-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/lo-qoutroq-e-um-dom-a-que-nos-devemos-darr-reflexao-da-cnjp-para-a-quaresma-2017\/","title":{"rendered":"\u00abO &#8220;Outro&#8221; \u00e9 um dom a que nos devemos dar\u00bb &#8212; reflex\u00e3o da CNJP para a Quaresma 2017"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"fontstyle0\"><em>\u201cO crist\u00e3o \u2014 na Quaresma \u2014 \u00e9 chamado a voltar para Deus \u00abde todo o cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Jl 2, 12), n\u00e3o se contentando com uma vida med\u00edocre, mas crescendo&nbsp;na amizade do Senhor\u201d<\/em>. <\/span><span class=\"fontstyle2\">Assim come\u00e7a o desafo que o&nbsp;Papa Francisco deixa a todos os crist\u00e3os nesta prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa de 2017.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Reflexao-Quaresma-2017.pdf\" target=\"_blank\">\u00abO &#8220;Outro&#8221; \u00e9 um dom a que nos devemos dar\u00bb &#8212; reflex\u00e3o da CNJP para a Quaresma 2017<\/a><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><span class=\"fontstyle0\"><strong><em>\u201cO crist\u00e3o \u2014 na Quaresma \u2014 \u00e9 chamado a voltar para Deus \u00abde todo o cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Jl 2, 12), n\u00e3o se contentando com uma vida med\u00edocre, mas crescendo na amizade do Senhor\u201d<\/em>.<\/strong>&nbsp;<\/span><span class=\"fontstyle2\">Assim come\u00e7a o desafo que o&nbsp;Papa Francisco deixa a todos os crist\u00e3os nesta prepara\u00e7\u00e3o para a P\u00e1scoa de 2017.<\/span><\/p>\n<h3>1. N\u00e3o nos conformemos com uma cidadania \u201cmed\u00edocre\u201d<\/h3>\n<p>A CNJP vem, mais uma vez, dar um contributo para ajudar no exame individual e coletivo que se imp\u00f5e \u00e0 Igreja portuguesa, ajudando a perspetivar as palavras do Papa \u00e0 luz da realidade econ\u00f3mica e social do nosso pa\u00eds e do mundo em que nos integramos.<\/p>\n<p>Vivemos num tempo mergulhado numa crise que n\u00e3o se esgota nos fatores econ\u00f3micos e sociais em que muitas vezes nos focamos, mas se caracteriza por uma crescente aus\u00eancia de valores morais e civilizacionais dados por adquiridos nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Esta crise de valores \u00e9 bem patente, tamb\u00e9m, na prolifera\u00e7\u00e3o de uma cultura de viol\u00eancia latente, que em Portugal encontramos num crescendo sistem\u00e1tico e preocupante.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas d\u00e9cadas dir\u00edamos que a viol\u00eancia dom\u00e9stica se extinguiria com uma gera\u00e7\u00e3o de homens e mulheres educados numa nova sociedade, que j\u00e1 n\u00e3o pactuaria com um estatuto de submiss\u00e3o da mulher. Seria o fim de uma sociedade onde a baixa literacia e altos n\u00edveis de alcoolismo favorecem a propaga\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno.<\/p>\n<p>Hoje, contudo, a preval\u00eancia da viol\u00eancia no namoro entre os mais jovens, a par de um crescendo da viol\u00eancia dom\u00e9stica denunciada e abarcando todos os extratos sociais, provam que o fen\u00f3meno n\u00e3o se encontra, afinal, em extin\u00e7\u00e3o e ter\u00e1 provavelmente aumentado.<\/p>\n<p>Os inqu\u00e9ritos efetuados ao fen\u00f3meno do bulling nas escolas e nas rela\u00e7\u00f5es sociais fazem soar, a todos os n\u00edveis, os sinais de alarme. O uso intensivo das redes sociais permite e fomenta entre os jovens sentimentos de controlo e restri\u00e7\u00f5es de amizades que os incapacita para a rela\u00e7\u00e3o interpessoal.<\/p>\n<h3>2. Que possam ver que nos amamos<\/h3>\n<p>O Papa pede-nos que nos aproximemos da festa da P\u00e1scoa com uma alegria aut\u00eantica, que brota de uma vida mais coerente em que o \u201cmoralismo\u201d d\u00ea lugar ao testemunho vivo, merecendo o respeito da pr\u00f3pria sociedade que nos rodeia. Respeito que mereciam os primeiros crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Desses podia dizer-se, com verdade, que, embora aparentemente as suas vidas se confundissem com as dos restantes cidad\u00e3os, se distinguiam pela alegria do encontro com o Senhor, pela forma generosa de partilha de tudo entre todos e pela amorosa dedica\u00e7\u00e3o de uns aos outros. Vede como eles se amam!<\/p>\n<p>Uma alegria e um Amor ao Outro que n\u00e3o se contentam com a \u201cesmola\u201d daquilo que nos&nbsp; sobra, mas vai \u00e0 raiz do que de mais precioso podemos dar num tempo de stress permanente : o nosso pr\u00f3prio tempo, d\u00e1diva que acarreta o an\u00fancio natural do nosso encontro com Jesus, que \u00e9 <strong><em>\u201co amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perd\u00e3o (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016)\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fa\u00e7amos sincero exame sobre o nosso atuar dentro e fora das Comunidades em que nos integramos.<\/p>\n<p>Dados recentes da autoridade tribut\u00e1ria (Out. de 2016) mostram que, em m\u00e9dia, o rendimento dos que se situam no escal\u00e3o mais alto do IRS era 142 vezes superior ao do escal\u00e3o mais baixo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de cultivar a inveja social, mas t\u00e3o s\u00f3 de reconhecer a urg\u00eancia de um despertar mais forte de uma consci\u00eancia social coletiva capaz de se interrogar sobre a justi\u00e7a de uma disparidade desta dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>O alerta visa tamb\u00e9m confrontar-nos com uma outra realidade: em que medida, nas nossas rela\u00e7\u00f5es sociais e comunit\u00e1rias, acabamos a replicar o universo mundano e desigual de uma sociedade distinguida e etiquetada entre pobres e ricos, bem e mal sucedidos, poderosos e sem influ\u00eancia, s\u00e1bios e ignorantes, invertendo a escala que o pr\u00f3prio Senhor nos recomendou.<\/p>\n<p>Como \u201cgestores\u201d do Universo que nos foi dado a todos para guardar, mantendo-o ao servi\u00e7o da grande fam\u00edlia humana, assumimos esse protagonismo de lideran\u00e7a, no cuidado da cria\u00e7\u00e3o? Ou continuamos indiferentes aos danos causados \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras ou aos mais pobres de outros continentes?<\/p>\n<p>O texto de Francisco nesta Quaresma n\u00e3o deixa de nos interpelar neste ponto concreto, convidando-nos a n\u00e3o deixar os meios tradicionais (ora\u00e7\u00e3o, jejum e esmola), mas dedicando um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 medita\u00e7\u00e3o de uma par\u00e1bola improv\u00e1vel: <strong>a \u201c<em>par\u00e1bola do homem rico e do pobre L\u00e1zaro<\/em> (cf. Lc 16, 19-31)\u201d. O Santo Padre pede: <em>\u201cdeixemo-nos inspirar por esta p\u00e1gina t\u00e3o significativa, que nos d\u00e1 a chave para compreender como temos de agir para alcan\u00e7armos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera convers\u00e3o\u201d<\/em>.<\/strong><\/p>\n<h3>&nbsp;3. Os \u201coutros\u201d s\u00e3o para n\u00f3s \u201cum dom\u201d ou um peso?<\/h3>\n<p>Vivemos num momento em que em Portugal se discute abertamente a possibilidade da legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, com tudo o que ela implica de corte com o reconhecimento de que a vida deve ser inviol\u00e1vel da conce\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte natural. Entremos serenamentre no debate. Saibamos ouvir sem sobranceria os receios, os medos, e o desespero alheios, respondendo com a convic\u00e7\u00e3o que nos adv\u00e9m da certeza de quem sabe dar as raz\u00f5es da sua esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Na serenidade desse debate aprendamos tamb\u00e9m a distinguir os m\u00faltiplos meios ao dispor do crist\u00e3o para que este n\u00e3o prolongue um in\u00fatil sofrimento, que ningu\u00e9m defende nem deseja, mas sobretudo demos exemplo pr\u00e1tico de apoio empenhado no combate \u00e0 solid\u00e3o dos mais idosos e doentes, nas redes de vizinhan\u00e7a sejamos presen\u00e7a atenta e a m\u00e3o que nas horas de maior sofrimento alivia a dor f\u00edsica e d\u00e1 esperan\u00e7a e conforto. Pessoas que somos capazes de ouvir e compreender, no desespero de quem nos pede a morte, dando-lhes, pelo contr\u00e1rio, raz\u00f5es adicionais para sentirem que a vida vale a pena.<\/p>\n<p>Que saibamos ser n\u00f3s os primeiros a bater-nos pelo refor\u00e7o do servi\u00e7o nacional de sa\u00fade, onde todos tenham acesso e os cuidados paliativos n\u00e3o sejam privil\u00e9gio, mas sejam acess\u00edveis sobretudo aos mais desamparados em todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m pelo apoio \u00e0s fam\u00edlias com mais dificuldades em acompanhar os seus. Pela defesa dos apoios \u00e0 vida com defici\u00eancia. Ou na luta por leis laborais mais compat\u00edveis com a concilia\u00e7\u00e3o trabalho e fam\u00edlia, e pelo reconhecimento pleno do estatuto e do papel do cuidador como elemento decisivo para um genu\u00edno acompanhamento de uma morte sem ang\u00fastia e dores evit\u00e1veis.<\/p>\n<h3>&nbsp;4.L\u00e1zaro pode chamar-Aylan ou&nbsp; Galip<\/h3>\n<p>Francisco come\u00e7a a descri\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola chamando a aten\u00e7\u00e3o para o facto de ser o pobre que merece a descri\u00e7\u00e3o mais detalhada:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cencontra-se numa condi\u00e7\u00e3o desesperada e sem for\u00e7as para se solevar, jaz \u00e0 porta do rico na esperan\u00e7a de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os c\u00e3es v\u00eam lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro \u00e9 sombrio, com o homem degradado e humilhado.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A cena revela-se ainda mais dram\u00e1tica, quando se considera que o pobre se chama L\u00e1zaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, \u00abDeus ajuda\u00bb. N\u00e3o se trata duma pessoa an\u00f3nima; (\u2026) Enquanto L\u00e1zaro \u00e9 como que invis\u00edvel para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de fam\u00edlia, torna-se um rosto; e, como tal, \u00e9 um dom, uma riqueza inestim\u00e1vel, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condi\u00e7\u00e3o concreta ser a duma esc\u00f3ria humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de Janeiro de 2016)\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Papa tem insistido na luta contra a globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a, algo contra o qual \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil lutar. Se todos os dias os telejornais nos falam de centenas de n\u00e1ufragos no Mediterr\u00e2neo e nos mostram filas e filas de refugiados enregelados a bater \u00e0 porta da Europa, os nossos cora\u00e7\u00f5es v\u00e3o gelando tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Talvez estreme\u00e7am com a imagem de Aylan, o menino de tr\u00eas anos fotografado morto na praia turca perto de Bochum depois de dar \u00e0 costa, jazendo a poucos metros do seu irm\u00e3ozinho Galip de apenas 5 anos, tamb\u00e9m ele trazido pelo mar da morte.<\/p>\n<p>A sua imagem despertou por momentos a nossa aten\u00e7\u00e3o. Mas ter\u00e1 sido suficiente para n\u00e3o nos perdermos nos n\u00fameros de uma desgra\u00e7a sem fim \u00e0 vista? As estat\u00edsticas do Alto Comissariado da O.N.U. para os Refugiados (de 20 de junho de 2016) falam de 65,3 milh\u00f5es de deslocados em todo o mundo 21,3 milh\u00f5es de refugiados, 53 por cento dos quais provenientes de tr\u00eas \u00fanicos pa\u00edses (S\u00edria, Afeganist\u00e3o e Som\u00e1lia).<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto seremos n\u00f3s, enquanto crist\u00e3os, sinais coerentes e cora\u00e7\u00f5es abertos que resistam aos discursos xen\u00f3fobos que grassam por quase toda a Europa?<\/p>\n<p>Portugal est\u00e1 felizmente na linha da frente do acolhimento aos refugiados, designadamente s\u00edrios, pela a\u00e7\u00e3o concertada de v\u00e1rias entidades (como a PAR). O Servi\u00e7o Jesu\u00edta de Apoio aos Refugiados mostrava em janeiro como j\u00e1 tinha salvo 157 crian\u00e7as das atrocidades da guerra e dos perigos do mar (72 fam\u00edlias colocadas em 62 institui\u00e7\u00f5es). Muitos cat\u00f3licos ofereceram-se j\u00e1 para acolher nas suas pr\u00f3prias casas estudantes s\u00edrios, permitindo-lhes que continuem em paz os estudos universit\u00e1rios interrompidos com a guerra. S\u00e3o bons exemplos.<\/p>\n<h3>&nbsp;5.O perigo da \u201cgan\u00e2ncia\u201d<\/h3>\n<p><strong>&nbsp;<em>\u201cO ap\u00f3stolo Paulo diz que \u00aba raiz de todos os males \u00e9 a gan\u00e2ncia do dinheiro\u00bb (1 Tm 6, 10). Esta \u00e9 o motivo principal da corrup\u00e7\u00e3o e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos at\u00e9 ao ponto de se tornar um \u00eddolo tir\u00e2nico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a n\u00f3s e ao mundo inteiro, numa l\u00f3gica ego\u00edsta que n\u00e3o deixa espa\u00e7o ao amor e dificulta a paz.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Pensemos, por momentos, quantas vezes nos desculp\u00e1mos com a amoralidade geral para n\u00e3o pagar o imposto devido ou o sal\u00e1rio merecido a quem trabalha. Pensemos que na nossa sociedade h\u00e1 cerca de 20 por cento da riqueza nacional que resulta da \u201ceconomia informal ou paralela\u201d.<\/p>\n<p>Aproveitemos, tamb\u00e9m, esta Quaresma para eliminar a cumplicidade do nosso cora\u00e7\u00e3o com a corrup\u00e7\u00e3o que grassa na nossa sociedade, sempre defraudando os mais pobres e fr\u00e1geis dos seus direitos.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos sinceramente ao Senhor que n\u00e3o nos deixe dormir descansados quando sabemos que dois milh\u00f5es de portugueses vivem abaixo da linha da pobreza. N\u00e3o deixemos que nos conven\u00e7am facilmente que o sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o pode subir, a menos que fa\u00e7amos parte dos muitos que heroicamente conseguem alimentar uma fam\u00edlia com o seu parco valor.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos parte dos que ouvindo a Palavra a p\u00f5em em pr\u00e1tica. Esta Quaresma pode ser para cada um de n\u00f3s e para cada comunidade o momento de convers\u00e3o que nos chama \u00e0 mudan\u00e7a de vida. Aprendendo a n\u00e3o repetir o erro do \u201crico\u201d que pensava ser compat\u00edvel amar a Deus e ao dinheiro, ao mesmo tempo que a indiferen\u00e7a o levou a s\u00f3 reparar em L\u00e1zaro tarde demais.<\/p>\n<p>Lisboa, 7 de mar\u00e7o de 2017<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n<p><span class=\"fontstyle2\"><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO crist\u00e3o \u2014 na Quaresma \u2014 \u00e9 chamado a voltar para Deus \u00abde todo o cora\u00e7\u00e3o\u00bb (Jl 2, 12), n\u00e3o se contentando com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[],"class_list":["post-501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reflexoes"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}