{"id":517,"date":"2017-10-07T18:07:29","date_gmt":"2017-10-07T18:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/manifesto-sobre-a-jornada-mundial-pelo-trabalho-digno-7-de-outubro\/"},"modified":"2017-10-07T18:07:29","modified_gmt":"2017-10-07T18:07:29","slug":"manifesto-sobre-a-jornada-mundial-pelo-trabalho-digno-7-de-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/manifesto-sobre-a-jornada-mundial-pelo-trabalho-digno-7-de-outubro\/","title":{"rendered":"Manifesto sobre a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno &#8211; 7 de Outubro"},"content":{"rendered":"<p>Nesta Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, os Movimentos da Pastoral Oper\u00e1ria (MAAC \u2013&nbsp;<em>Movimento Apostolado Adolescentes e Crian\u00e7as<\/em>, JOC \u2013 <em>Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica<\/em>, LOC\/MTC \u2013 <em>Liga&nbsp;<\/em><em>Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os<\/em>) e a <em>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em> renovam o&nbsp;compromisso de continuar a lutar pelo trabalho digno e exigem da sociedade que o defenda e promova tamb\u00e9m, porque o Trabalho deve estar para o Homem e n\u00e3o o Homem para o Trabalho.<\/p>\n<p>[<a href=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Manifesto-Trabalho-Digno-7-10-17-Final.pdf\" target=\"_blank\">documento em PDF<\/a>]<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Nesta Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, os Movimentos da Pastoral Oper\u00e1ria (MAAC \u2013&nbsp;<em>Movimento Apostolado Adolescentes e Crian\u00e7as<\/em>, JOC \u2013&nbsp;<em>Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica<\/em>, LOC\/MTC \u2013&nbsp;<em>Liga&nbsp;<\/em><em>Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os<\/em>) e a&nbsp;<em>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em>&nbsp;renovam o&nbsp;compromisso de continuar a lutar pelo trabalho digno e exigem da sociedade que o defenda e promova tamb\u00e9m, porque o Trabalho deve estar para o Homem e n\u00e3o o Homem para o Trabalho.<\/p>\n<p>O que \u00e9 para n\u00f3s o trabalho digno?<\/p>\n<p>-\u201cUm trabalho escolhido livremente, que associe eficazmente os trabalhadores, homens e mulheres, ao desenvolvimento da sua comunidade;<\/p>\n<p>-um trabalho que, deste modo, permita aos trabalhadores serem respeitados sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>-um trabalho que consinta satisfazer as necessidades das fam\u00edlias e dar a escolaridade aos filhos, sem que estes sejam constrangidos ao trabalhar;<\/p>\n<p>-um trabalho que permita aos trabalhadores organizarem-se livremente e fazer ouvir a sua voz; um&nbsp;trabalho que deixe espa\u00e7o suficiente para reencontrar as pr\u00f3prias ra\u00edzes a n\u00edvel pessoal familiar e&nbsp;espiritual;<\/p>\n<p>-um trabalho que assegure aos trabalhadores aposentados uma condi\u00e7\u00e3o digna; (&#8230;).<\/p>\n<p>-um trabalho que, em qualquer sociedade, seja express\u00e3o da dignidade essencial de todo o homem e&nbsp;mulher.\u201d (Bento XVI, Caritas in Veritate, 63)<\/p>\n<p>O Trabalho digno deve estar na agenda pol\u00edtica, nas agendas sociais e empresariais, nas agendas dos&nbsp;movimentos de trabalhadores, na agenda da Igreja. Celebramos esta jornada em Vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o e em&nbsp;a\u00e7\u00f5es de rua em diversos locais do pa\u00eds, incentivando e consciencializando as comunidades crist\u00e3s,&nbsp;autarquias, governo, sindicatos, comiss\u00f5es de trabalhadores e organiza\u00e7\u00f5es empresariais a colaborar para&nbsp;colocar no centro a pessoa e a sua humaniza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>-rompendo com a l\u00f3gica do capitalismo que reduz o trabalho a um emprego e o trabalhador a um&nbsp;\u201crecurso\u201d;<\/p>\n<p>-rompendo com a l\u00f3gica da precariedade e da flexibilidade, que faz do trabalhador um ser sem&nbsp;estabilidade, obrigando-o a alternar per\u00edodos de emprego com per\u00edodos de desemprego, marcados&nbsp;pela incerteza permanente e que reduz os trabalhadores a meros prestadores de servi\u00e7os;<\/p>\n<p>-rompendo com a l\u00f3gica que faz recair apenas sobre os trabalhadores a responsabilidade da sua&nbsp;empregabilidade;<\/p>\n<p>-rompendo com modelos de chefias que exercem ou permitem o ass\u00e9dio moral e press\u00e3o abusiva&nbsp;entre trabalhadores;<\/p>\n<p>-rompendo com a l\u00f3gica do individualismo cujo maior risco \u00e9 a perda da rela\u00e7\u00e3o colectiva:&nbsp;contrata\u00e7\u00e3o colectiva, regulamenta\u00e7\u00e3o salarial por setores, o associativismo dos trabalhadores e o&nbsp;sindicalismo.<\/p>\n<p>-rompendo com a polariza\u00e7\u00e3o do trabalho em que alguns, poucos, s\u00e3o altamente qualificados e&nbsp;remunerados e a grande maioria fica por sal\u00e1rios baixos e facilmente substitu\u00edveis.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 um dom e um projeto de humaniza\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para a constru\u00e7\u00e3o da sociedade e&nbsp;para a realiza\u00e7\u00e3o humana e n\u00e3o apenas uma fonte de remunera\u00e7\u00e3o. Entre o trabalho e o poder de compra h\u00e1&nbsp;muitos aspetos, a ter em conta: dignidade, respeito, honra, liberdade, direitos de todos e para todos. Toda a sociedade est\u00e1 chamada a dar visibilidade e denunciar, atrav\u00e9s de todos os meios ao seu alcance, as situa\u00e7\u00f5es de trabalho indigno existentes e todos podemos fazer algo a partir das nossas organiza\u00e7\u00f5es, movimentos e lugares de compromisso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, os Movimentos da Pastoral Oper\u00e1ria (MAAC \u2013&nbsp;Movimento Apostolado Adolescentes e Crian\u00e7as, JOC \u2013 Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica, LOC\/MTC [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-517","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/517\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}