{"id":543,"date":"2017-12-28T15:14:28","date_gmt":"2017-12-28T15:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/51o-dia-mundial-da-paz-2018-migrantes-e-refugiados-homens-e-mulheres-em-busca-de-paz\/"},"modified":"2017-12-28T15:14:28","modified_gmt":"2017-12-28T15:14:28","slug":"51o-dia-mundial-da-paz-2018-migrantes-e-refugiados-homens-e-mulheres-em-busca-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/51o-dia-mundial-da-paz-2018-migrantes-e-refugiados-homens-e-mulheres-em-busca-de-paz\/","title":{"rendered":"51\u00ba Dia Mundial da Paz 2018 &#8211; Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz"},"content":{"rendered":"<p>A<em> Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em> quer chamar a aten\u00e7\u00e3o para a <a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/peace\/documents\/papa-francesco_20171113_messaggio-51giornatamondiale-pace2018.html\" target=\"_blank\">mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz de 2018<\/a>.<\/p>\n<p>Quando cada vez mais, em diversos pa\u00edses, se refor\u00e7am correntes hostis a migrantes e refugiados, o Papa Francisco, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, associa as migra\u00e7\u00f5es \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da paz. Afirma, referindo-se a estas: \u00abAlguns consideram-nas uma amea\u00e7a. Eu, pelo contr\u00e1rio, convido-vos a olh\u00e1-las com um olhar repleto de confian\u00e7a, como oportunidade para construir um futuro de paz\u00bb.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 o que buscam muitos dos migrantes e refugiados: os que fogem da guerra, mas tamb\u00e9m os que fogem da fome ou da opress\u00e3o. Para a encontrar, diz a mensagem, \u00abmuitos deles est\u00e3o prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta\u00bb.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A<em>&nbsp;Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em>&nbsp;quer chamar a aten\u00e7\u00e3o para a&nbsp;<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/peace\/documents\/papa-francesco_20171113_messaggio-51giornatamondiale-pace2018.html\" target=\"_blank\">mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz de 2018<\/a>.<\/p>\n<p>Quando cada vez mais, em diversos pa\u00edses, se refor\u00e7am correntes hostis a migrantes e refugiados, o Papa Francisco, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, associa as migra\u00e7\u00f5es \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da paz. Afirma, referindo-se a estas: \u00abAlguns consideram-nas uma amea\u00e7a. Eu, pelo contr\u00e1rio, convido-vos a olh\u00e1-las com um olhar repleto de confian\u00e7a, como oportunidade para construir um futuro de paz\u00bb.<\/p>\n<p>A paz \u00e9 o que buscam muitos dos migrantes e refugiados: os que fogem da guerra, mas tamb\u00e9m os que fogem da fome ou da opress\u00e3o. Para a encontrar, diz a mensagem, \u00abmuitos deles est\u00e3o prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta\u00bb.<\/p>\n<p>Mas em que medida podem as migra\u00e7\u00f5es contribuir para a constru\u00e7\u00e3o da paz?<\/p>\n<p>\u00abO desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz\u00bb &#8211; disse Paulo VI h\u00e1 cinquenta anos na enc\u00edclica <em>Popolorum progressio<\/em>. \u00abTodos t\u00eam o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino \u00e9 universal, como ensina a doutrina social da Igreja\u00bb &#8211; diz o Papa Francisco nesta mensagem, citando o Papa em\u00e9rito Bento XVI. .As migra\u00e7\u00f5es podem contribuir para concretizar este direito. E- dizem-no v\u00e1rios estudos- contribuem para o desenvolvimento quer dos pa\u00edses de origem dos migrantes, quer dos pa\u00edses de destino.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse o contributo que podem dar os migrantes e refugiados aos pa\u00edses de destino Nesta mensagem, o Papa Francisco afirma que eles \u00abn\u00e3o chegam de m\u00e3os vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspira\u00e7\u00f5es, para al\u00e9m dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das na\u00e7\u00f5es que os acolhem.\u00bb. O di\u00e1logo de culturas traduz-se em enriquecimento rec\u00edproco. E disse o Papa noutra ocasi\u00e3o (no discurso que deixou escrito quando visitou a Universidade Roma Tre, em 17 de fevereiro passado): \u00abUma cultura consolida-se atrav\u00e9s da abertura e do confronto com as outras culturas, desde que haja uma consci\u00eancia clara e madura dos pr\u00f3prios princ\u00edpios e valores\u00bb.<\/p>\n<p>Acolher, proteger, promover e integrar: s\u00e3o os quatro verbos que devem inspirar as pol\u00edticas dos governos e as a\u00e7\u00f5es das sociedades de acolhimento- j\u00e1 o disse o Papa Francisco em v\u00e1rias ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p>A mensagem sublinha a import\u00e2ncia de que se revestem os dois pactos globais sobre migra\u00e7\u00f5es (seguras, ordenadas e regulares) e refugiados que se espera venham a ser aprovados em 2018 no \u00e2mbito das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Porque se exigem solu\u00e7\u00f5es globais, n\u00e3o isoladas ou unilaterais. Afirma o Papa a respeito destes pactos: \u00ab\u00e9 importante que sejam inspirados por sentimentos de compaix\u00e3o, clarivid\u00eancia e coragem, de modo a aproveitar todas as ocasi\u00f5es para fazer avan\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o da paz: s\u00f3 assim o necess\u00e1rio realismo da pol\u00edtica internacional n\u00e3o se tornar\u00e1 uma capitula\u00e7\u00e3o ao cinismo e \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 bom que estas palavras tenham um particular eco em Portugal, um pa\u00eds marcado pela emigra\u00e7\u00e3o desde h\u00e1 s\u00e9culos (e que dela tanto beneficiou e continua a beneficiar) e tamb\u00e9m, mais recentemente, pela imigra\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m esta vem beneficiando o nosso pa\u00eds. Os dados mais recentes, do Observat\u00f3rio para as Migra\u00e7\u00f5es (ver <a href=\"http:\/\/www.om.acm.gov.pt\/\">www.om.acm.gov.pt<\/a>) revelam, mais uma vez, que os contributos financeiros dos imigrantes para o Estado portugu\u00eas s\u00e3o maiores do que as presta\u00e7\u00f5es de que beneficiam. E apesar de estes conhecerem maior risco de pobreza e priva\u00e7\u00e3o material severa do que os nacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As migra\u00e7\u00f5es podem ser uma oportunidade para a paz- \u00e9 o que diz, em s\u00edntese, esta mensagem e que a Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz quer sublinhar. Como disse S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, citado na mensagem: \u00abSe o \u201csonho\u201d de um mundo em paz \u00e9 partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre mais fam\u00edlia de todos e a nossa terra uma real \u201ccasa comum\u201d\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lisboa, 28 de dezembro de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz quer chamar a aten\u00e7\u00e3o para a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz de 2018. 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