{"id":585,"date":"2018-09-24T15:30:36","date_gmt":"2018-09-24T15:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/era-estrangeiro\/"},"modified":"2018-09-24T15:30:36","modified_gmt":"2018-09-24T15:30:36","slug":"era-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/era-estrangeiro\/","title":{"rendered":"ERA ESTRANGEIRO&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-584\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Conf.-Vaticano-2018-VF.webp\" width=\"450\" height=\"337\" alt=\"Conf. Vaticano 2018 VF\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Conf.-Vaticano-2018-VF.webp 780w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Conf.-Vaticano-2018-VF-400x300.webp 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Conf.-Vaticano-2018-VF-768x576.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p><i>Uma confer\u00eancia em Roma reuniu crist\u00e3os de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es em torno das quest\u00f5es do racismo, xenofobia e nacionalismo populista no contexto das migra\u00e7\u00f5es globais<\/i><\/p>\n<p>De 18 a 20 de Setembro, numa iniciativa conjunta do Dicast\u00e9rio do Vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral e do Conselho Mundial das Igrejas, em colabora\u00e7\u00e3o com o Conselho Pontif\u00edcio para a Unidade dos Crist\u00e3os, realizou-se em Roma uma confer\u00eancia sobre \u201cracismo. xenofobia e&nbsp; nacionalismo populista no contexto das migra\u00e7\u00f5es globais\u201d. Estive presente como presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p align=\"center\">ERA ESTRANGEIRO\u2026<\/p>\n<p><i>Uma confer\u00eancia em Roma reuniu crist\u00e3os de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es em torno das quest\u00f5es do racismo, xenofobia e nacionalismo populista no contexto das migra\u00e7\u00f5es globais <\/i><\/p>\n<p>De 18 a 20 de Setembro, numa iniciativa conjunta do Dicast\u00e9rio do Vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral e do Conselho Mundial das Igrejas, em colabora\u00e7\u00e3o com o Conselho Pontif\u00edcio para a Unidade dos Crist\u00e3os, realizou-se em Roma uma confer\u00eancia sobre \u201cracismo. xenofobia e&nbsp; nacionalismo populista no contexto das migra\u00e7\u00f5es globais\u201d. Estive presente como presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz.<\/p>\n<p>Merece destaque a participa\u00e7\u00e3o de pessoas provenientes de todos os continentes. E, sobretudo, a participa\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es de modo parit\u00e1rio (quer entre os oradores, quer entre a audi\u00eancia) e com uma not\u00e1vel conson\u00e2ncia de pontos de vista (dificilmente se identificaria a perten\u00e7a de cada um a alguma dessas denomina\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>E \u00e9 de destacar a atualidade do tema, que em muitos pa\u00edses (em que o populismo nacionalista hostil em rela\u00e7\u00e3o a migrantes e refugiados vai ganhando maior express\u00e3o) d\u00e1 origem a acesas controv\u00e9rsias. Da parte dos organizadores, n\u00e3o houve qualquer receio de enfrentar essas controv\u00e9rsias.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de abertura, o cardeal Turkson, prefeito do Dicast\u00e9rio para o Desenvolvimento Humano Integral, relembrou, a prop\u00f3sito da tem\u00e1tica da confer\u00eancia, as palavras do Papa em\u00e9rito, Bento XVI, na enc\u00edclica <i>Caritas in veritate<\/i>: a globaliza\u00e7\u00e3o aproxima-nos fisicamente, mas n\u00e3o nos torna irm\u00e3os. O secret\u00e1rio-geral do Conselho Mundial das Igrejas, Olav Tveit, depois de caracterizar a estrat\u00e9gia do nacionalismo populista como instrumentaliza\u00e7\u00e3o abusiva do medo sentido por muitos cidad\u00e3os, evocou as palavras da 1\u00aa carta de S\u00e3o Jo\u00e3o (4.18): \u00ab<i>o perfeito amor afasta o temor<\/i>\u00bb.<\/p>\n<p>No discurso de abertura, Felipe Camargo, representante do Alto Comiss\u00e1rio da O.N.U. para os refugiados na Europa do Sul, com uma vasta experi\u00eancia nos mais variados cen\u00e1rios, real\u00e7ou a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o, evocando a ideia de Nelson Mandela: ningu\u00e9m nasce com \u00f3dio racial, \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o que o pode gerar, tal como pode gerar o seu contr\u00e1rio. E afirmou que por onde tem passado quase sempre encontra em organiza\u00e7\u00f5es movidas por alguma f\u00e9 religiosa os mais importantes atores da sociedade civil neste campo.<\/p>\n<p>Do programa constava a an\u00e1lise do racismo e xenofobia hoje, nas perspetivas pol\u00edtica, socio-cultural e b\u00edblico-teol\u00f3gica. Nesta \u00faltima perspetiva, foi sublinhado o dever de acolhimento e hospitalidade para com o estrangeiro que radica no Antigo Testamento (\u00ab<i>amareis o estrangeiro como a v\u00f3s mesmos, pois v\u00f3s fostes estrangeiros na terra do Egito<\/i>\u00bb &#8211; <i>Lev.<\/i> 19, 34) e no Novo, onde Jesus afirma que a salva\u00e7\u00e3o e o ju\u00edzo final dependem do modo como ele foi acolhido (\u00ab<i>Era estrangeiro e acolheste-Me<\/i>\u00bb &#8211; <i>Mt<\/i> 25, 34).<\/p>\n<p>A perspetiva de outras religi\u00f5es n\u00e3o foi esquecida. Um representante do movimento budista <i>Rissho Kosei-Kai<\/i> associou a virtude budista da compaix\u00e3o ao acolhimento do estrangeiro. Um professor hindu afirmou que para o hindu\u00edsmo o divino, que \u00e9 fundamento de toda a exist\u00eancia e de toda a vida, n\u00e3o est\u00e1 limitado por fronteiras nacionais. E um professor mu\u00e7ulmano afirmou que o Cor\u00e3o tamb\u00e9m considera o acolhimento do estrangeiro como fator a ter em conta no ju\u00edzo final.<\/p>\n<p>De um painel relativo ao papel dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, veio em evid\u00eancia a import\u00e2ncia de contrapor a uma narrativa do medo (a explora\u00e7\u00e3o dos medos relativos \u00e0 perda de seguran\u00e7a f\u00edsica, do bem-estar material e da identidade cultural) uma narrativa de esperan\u00e7a (que para os crist\u00e3os decorre da f\u00e9 na Ressurrei\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Foram abordados noutros pain\u00e9is as tem\u00e1ticas da integra\u00e7\u00e3o dos imigrantes em sociedades justas e das experi\u00eancias de acolhimento (como \u201cboas pr\u00e1ticas\u201d) em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo. De entre essas \u201cboas pr\u00e1ticas\u201d, h\u00e1 que destacar a iniciativa dos \u201ccorredores humanit\u00e1rios\u201d, que em It\u00e1lia surgiu da iniciativa conjunta da federa\u00e7\u00e3o de Igrejas evang\u00e9licas e da comunidade de Santo Eg\u00eddio (e que vem sendo replicada noutros pa\u00edses). Uma iniciativa (ecum\u00e9nica) que permite o acolhimento de refugiados de forma legal e segura (sem a travessia do Mediterr\u00e2neo com sujei\u00e7\u00e3o \u00e0s redes de tr\u00e1fico) e que garante desde o in\u00edcio as condi\u00e7\u00f5es para a sua integra\u00e7\u00e3o na sociedade de acolhimento.<\/p>\n<p>Das v\u00e1rias comunica\u00e7\u00f5es e dos trabalhos dos grupos regionais, emergiram algumas ideias particularmente relevantes:<\/p>\n<p>Os refugiados, as migra\u00e7\u00f5es e a xenofobia est\u00e3o longe de ser um fen\u00f3meno exclusivo do continente europeu. Somente trinta por cento dos africanos que deixam o seu pa\u00eds chega \u00e0 Europa. A grande maioria dos refugiados s\u00edrios permanece no L\u00edbano e na Jord\u00e2nia. O maior fluxo de refugiados do mundo \u00e9 relativo aos <i>rohingya<\/i>, de Myanmar. Na \u00cdndia e na China, h\u00e1 migra\u00e7\u00f5es internas de grande dimens\u00e3o, que suscitam os mesmos problemas das migra\u00e7\u00f5es internacionais. Os africanos de pa\u00edses lim\u00edtrofes da \u00c1frica do Sul (o pa\u00eds que aboliu o <i>apartheid<\/i>) s\u00e3o a\u00ed v\u00edtimas de xenofobia. Tal como os refugiados venezuelanos na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>As comunidades religiosas devem proceder a uma humilde auto-cr\u00edtica, por terem muitas vezes permitido a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o como simples fator de identidade nacional ou cultural que conduz \u00e0 hostilidade para com os estrangeiros. Disseram-no os crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m crentes de outras religi\u00f5es, como o hindu\u00edsmo. Para os crist\u00e3os, \u00e9 contradit\u00f3rio, e representa um verdadeiro contra-testemunho, invocar a identidade crist\u00e3 para justificar a exclus\u00e3o de outros.<\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o com quem professa ideias racistas ou xen\u00f3fobas, h\u00e1 que ser firme e claro na afirma\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios, sem desistir de dialogar, para compreender os medos que podem conduzir \u00e0 ades\u00e3o a tais ideias.<\/p>\n<p>A mensagem final da confer\u00eancia resultou do contributo de todos os participantes (que rondavam as duas centenas), com um inusual esfor\u00e7o de recolha do maior n\u00famero desses contributos.<\/p>\n<p>Parte tal mensagem de uma profiss\u00e3o de f\u00e9 em Deus criador e Pai de uma \u00fanica fam\u00edlia humana, em que todos s\u00e3o iguais em dignidade. Dessa profiss\u00e3o de f\u00e9 resulta a incompatibilidade do cristianismo com o racismo e a xenofobia, incompatibilidade que deve ser tida em conta nas escolhas eleitorais. Na conclus\u00e3o, faz-se apelo a que as narrativas de medo e \u00f3dio sejam substitu\u00eddas, segundo o exemplo de Jesus Cristo, por narrativas de esperan\u00e7a e de amor.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia terminou com uma audi\u00eancia com o Papa Francisco. Em vez de ler o discurso preparado, o Papa preferiu saudar pessoalmente cada um dos participantes. O acolhimento do outro passa mais pelos gestos do que pelas palavras- foi assim que muitos interpretaram esta op\u00e7\u00e3o. Mas o discurso (acess\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.vatica.va\/\"><i>www.vatica.va<\/i><\/a>), em plena sintonia com os trabalhos da confer\u00eancia, merece uma leitura atenta.<\/p>\n<p>Nele se afirma: \u00ab<i>A dignidade de todos os homens, a unidade fundamental do g\u00e9nero humano e o chamamento a viver como irm\u00e3os, encontram confirma\u00e7\u00e3o e refor\u00e7am-se ulteriormente na medida em que \u00e1 acolhida a Boa Nova de que todos s\u00e3o igualmente salvos e reunidos em Cristo, a tal ponto que \u2013 como diz S\u00e3o Paulo &#8211;<\/i> \u201cn\u00e3o h\u00e1 judeu nem grego; escravo ou homem livre, n\u00e3o h\u00e1 homem nem mulher, porque todos [..somos] um em Jesus Cristo\u201d (<i>Gal <\/i>3,28).<\/p>\n<p>\u00ab<i>Nesta perspetiva, o outro n\u00e3o \u00e9 apenas um ser a respeitar em virtude da sua dignidade intr\u00ednseca, mas sobretudo um irm\u00e3o ou uma irm\u00e3 a amar. Em Cristo, a toler\u00e2ncia transforma-se em amor fraterno, em ternura e solidariedade operativa. Isto vale sobretudo em rela\u00e7\u00e3o aos mais pequenos dos nossos irm\u00e3os, entre os quais podemos reconhecer o forasteiro, o estrangeiro, com o qual o pr\u00f3prio Jesus se identificou. No dia do ju\u00edzo universal, o Senhor h\u00e1 de recordar-nos: \u201c<\/i>era estrangeiro e n\u00e3o Me acolhestes<i>\u201d (Mt 25, 43). Mas j\u00e1 hoje nos interpela: \u201c<\/i>sou estrangeiro, n\u00e3o me reconheceis?<i>\u201d<\/i>\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Pedro Vaz Patto&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>&nbsp;<\/i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma confer\u00eancia em Roma reuniu crist\u00e3os de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es em torno das quest\u00f5es do racismo, xenofobia e nacionalismo populista no contexto das migra\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":584,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-585","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conselho-pontificio-justica-e-paz"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/585\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}