{"id":693,"date":"2020-10-13T20:04:39","date_gmt":"2020-10-13T20:04:39","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/cuidar-dos-idosos-dever-e-responsabilidade-de-todos-reflexao-da-cnjp\/"},"modified":"2020-10-13T20:04:39","modified_gmt":"2020-10-13T20:04:39","slug":"cuidar-dos-idosos-dever-e-responsabilidade-de-todos-reflexao-da-cnjp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/cuidar-dos-idosos-dever-e-responsabilidade-de-todos-reflexao-da-cnjp\/","title":{"rendered":"CUIDAR DOS IDOSOS: DEVER E RESPONSABILIDADE DE TODOS Reflex\u00e3o da CNJP"},"content":{"rendered":"<h1 align=\"center\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-691\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CUIDAR-DOS-IDOSOS-Nota-e-Reflexao.webp\" alt=\"CUIDAR DOS IDOSOS Nota e Reflex\u00e3o\" width=\"350\" height=\"528\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CUIDAR-DOS-IDOSOS-Nota-e-Reflexao.webp 477w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CUIDAR-DOS-IDOSOS-Nota-e-Reflexao-305x460.webp 305w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/strong><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><strong>CUIDAR DOS IDOSOS: <br \/>DEVER E RESPONSABILIDADE DE TODOS<\/strong><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><strong><em>Reflex\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em><\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conta-se que, numa dada regi\u00e3o do mundo, numa civiliza\u00e7\u00e3o antiga, era costume colocar os idosos que atingissem uma certa idade no alto de uma montanha, abandonados, para a\u00ed aguardarem a morte. O filho mais velho do idoso acompanhava o pai \u00e0 montanha e entregava-lhe uma manta para proteger o corpo. Conta-se, tamb\u00e9m, que um certo idoso ao receber a manta rasgou-a ao meio e disse ao filho: toma esta metade de manta e assim, quando fores idoso, o teu filho que vir\u00e1 contigo \u00e0 montanha j\u00e1 tem a manta que te vai entregar e poupar\u00e1 dinheiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta hist\u00f3ria tem o m\u00e9rito de nos chamar a aten\u00e7\u00e3o para o facto de que todos havemos de morrer. Muitos morrem ap\u00f3s um per\u00edodo de vida em que foram perdendo qualidades intelectuais, atingidos por doen\u00e7as que condicionam o viver e, nalguns casos, que os deixam totalmente incapacitados n\u00e3o podendo sobreviver sem apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, num documento recente, lembrava que: \u00ab<em>os idosos t\u00eam direito a levar uma vida feliz e em plenitude\u00bb<\/em> e acrescentava ao terminar: <em>\u00abS\u00e3o cidad\u00e3os de parte inteira\u00bb.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento em que se vive, em que a COVID 19 afeta na sua grande maioria pessoas idosas, justifica dar seguimento \u00e0 reflex\u00e3o da CNJP, sublinhando que cuidar dos idosos, nas suas m\u00faltiplas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode ser tarefa exclusiva do Estado. Todos, fam\u00edlias e outras institui\u00e7\u00f5es, bem como cidad\u00e3os em geral, devem partilhar, com dedica\u00e7\u00e3o, a responsabilidade de garantir aos idosos a manuten\u00e7\u00e3o da sua dignidade de pessoa at\u00e9 \u00e0 sua morte.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conta-se que, numa dada regi\u00e3o do mundo, numa civiliza\u00e7\u00e3o antiga, era costume colocar os idosos que atingissem uma certa idade no alto de uma montanha, abandonados, para a\u00ed aguardarem a morte. O filho mais velho do idoso acompanhava o pai \u00e0 montanha e entregava-lhe uma manta para proteger o corpo. Conta-se, tamb\u00e9m, que um certo idoso ao receber a manta rasgou-a ao meio e disse ao filho: toma esta metade de manta e assim, quando fores idoso, o teu filho que vir\u00e1 contigo \u00e0 montanha j\u00e1 tem a manta que te vai entregar e poupar\u00e1 dinheiro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta hist\u00f3ria tem o m\u00e9rito de nos chamar a aten\u00e7\u00e3o para o facto de que todos havemos de morrer. Muitos morrem ap\u00f3s um per\u00edodo de vida em que foram perdendo qualidades intelectuais, atingidos por doen\u00e7as que condicionam o viver e, nalguns casos, que os deixam totalmente incapacitados n\u00e3o podendo sobreviver sem apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, num documento recente, lembrava que: \u00ab<em>os idosos t\u00eam direito a levar uma vida feliz e em plenitude\u00bb<\/em>&nbsp;e acrescentava ao terminar:&nbsp;<em>\u00abS\u00e3o cidad\u00e3os de parte inteira\u00bb.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento em que se vive, em que a COVID 19 afeta na sua grande maioria pessoas idosas, justifica dar seguimento \u00e0 reflex\u00e3o da CNJP, sublinhando que cuidar dos idosos, nas suas m\u00faltiplas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode ser tarefa exclusiva do Estado. Todos, fam\u00edlias e outras institui\u00e7\u00f5es, bem como cidad\u00e3os em geral, devem partilhar, com dedica\u00e7\u00e3o, a responsabilidade de garantir aos idosos a manuten\u00e7\u00e3o da sua dignidade de pessoa at\u00e9 \u00e0 sua morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao Estado n\u00e3o compete tudo, mas \u00e9 a ele que tem de se exigir a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de apoio aos idosos, onde estejam definidos objetivos e meios para aplicar com recurso a meios financeiros pr\u00f3prios e de terceiros. Essa politica deve ainda definir o papel que cabe a cada entidade envolvida e, naturalmente, os instrumentos de controlo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defini\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica ter\u00e1 de ter em conta as v\u00e1rias modalidades existentes, ou a criar, que permitem apoiar o idoso, quaisquer que sejam as suas caracter\u00edsticas e necessidades, garantindo intera\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre elas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1- Perman\u00eancia do idoso na sua resid\u00eancia<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">A perman\u00eancia do idoso na sua resid\u00eancia parece ser a solu\u00e7\u00e3o que agrada mais \u00e0 generalidade dos idosos. Por\u00e9m, em muitos casos, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel essa perman\u00eancia com apoio externo: alimenta\u00e7\u00e3o, higiene e conv\u00edvio. Em Portugal existem v\u00e1rias Institui\u00e7\u00f5es que garantem este apoio. O Estado subsidia estes apoios, muitas vezes com verbas insuficientes. Em complemento do trabalho desenvolvido pelas institui\u00e7\u00f5es. deveria existir uma rede de volunt\u00e1rios que, regularmente, visitassem os idosos, promovessem o conv\u00edvio, os apoiassem em pequenas tarefas e organizassem passeios. Os crist\u00e3os encontrar\u00e3o nesta fun\u00e7\u00e3o uma forma de viver o Evangelho que professam. Estes volunt\u00e1rios n\u00e3o substituem a fam\u00edlia do idoso, quando ela existe, e devem funcionar como complemento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2 \u2013 Perman\u00eancia do idoso na fam\u00edlia alargada<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">A perman\u00eancia do idoso na fam\u00edlia alargada (casa de filhos ou outros familiares) tem muitas vantagens face a outras modalidades. Por\u00e9m, o idoso n\u00e3o pode ser um elemento \u00e0 parte. Deve estar integrado nas atividades da fam\u00edlia e participar nas refei\u00e7\u00f5es e passeios, e tamb\u00e9m ter um espa\u00e7o pr\u00f3prio. Quando poss\u00edvel, o idoso deveria participar em tarefas concretas.<\/span><\/p>\n<p>O Estado poderia apoiar as fam\u00edlias que integrassem os seus idosos com apoio financeiro e \/ou incentivos fiscais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recorda-se que nesta modalidade existem situa\u00e7\u00f5es em que o idoso j\u00e1 se encontra numa situa\u00e7\u00e3o de grande depend\u00eancia e necessita de um \u201cCuidador\u201d permanente. O Estado apoia financeiramente estes casos, mas \u00e9 necess\u00e1rio aumentar esse apoio e tamb\u00e9m o seu controlo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3- Perman\u00eancia em Centros de Dia<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Diversas institui\u00e7\u00f5es criaram e gerem \u201cCentros de Dia\u201d. Os idosos s\u00e3o transportados em ve\u00edculos da institui\u00e7\u00e3o, ou por familiares, e permanecem durante o dia na institui\u00e7\u00e3o. \u00c9-lhes fornecido almo\u00e7o e lanche e, nalguns casos, recebem um suplemento alimentar para o jantar. Alguns destes Centros n\u00e3o est\u00e3o dotados de pessoal especializado para promover a ocupa\u00e7\u00e3o ativa dos idosos, atrav\u00e9s de jogos, trabalhos manuais, atividades musicais, entre outras. O que se v\u00ea, infelizmente, em muitos Centros s\u00e3o <\/span><em style=\"text-align: justify;\">\u00e9crans<\/em><span style=\"text-align: justify;\"> de televis\u00e3o abertos durante todo o dia. Estes Centros deveriam promover passeios e encontros com utentes de outros lares ou participa\u00e7\u00e3o externa em eventos s\u00f3cio culturais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado apoia exist\u00eancia destes Centros de Dia, mas as verbas n\u00e3o podem ser muito inferiores \u00e0 despesa efetiva realizada, como hoje acontece e que exige \u00e0s Institui\u00e7\u00f5es mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos pr\u00f3prios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4- Perman\u00eancia em Lares de Idosos<br \/><\/strong>Quando esgotadas as modalidades referidas acima, o recurso aos lares deve ser encarado. O funcionamento dos lares deve ser profundamente alterado, com refor\u00e7o de meios humanos e materiais, e acr\u00e9scimo de comparticipa\u00e7\u00f5es do Estado. Para uma maior efic\u00e1cia do servi\u00e7o prestado pelos Lares, e at\u00e9 redu\u00e7\u00e3o de custos, \u00e9 necess\u00e1ria uma tipologia diferente da actual, com a cria\u00e7\u00e3o de Lares especializados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.1 Lares de 1\u00ba n\u00edvel<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Neste tipo de lares deveriam estar instalados apenas idosos com razo\u00e1vel capacidade de movimenta\u00e7\u00e3o, sem dem\u00eancias profundas ou outras doen\u00e7as do foro mental. Nestes Lares deveriam existir equipas de assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundamental \u00e9 a exist\u00eancia de Animadores Culturais que promovem a participa\u00e7\u00e3o ativa dos idosos: jogos, musica, arte de dizer e passeios e encontros com utentes de outros Lares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.2 Lares de 2\u00ba n\u00edvel<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Idosos acamados, com dem\u00eancias profundas, completamente dependentes deveriam ser colocados em Lares pr\u00f3prios com t\u00e9cnicos especializados. Para estes idosos seria necess\u00e1rio garantir um acompanhamento permanente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4.3. Lares de 3\u00ba n\u00edvel \u2013 cuidados continuados<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Nestes Lares deveriam ser colocados idosos com doen\u00e7as que necessitam de tratamento com t\u00e9cnicos especializados permanentes. E tamb\u00e9m idosos que foram sujeitos a interven\u00e7\u00f5es em hospitais e que precisam de acompanhamento m\u00e9dico e de enfermagem at\u00e9 recuperarem em parte das suas doen\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas modalidades de Lares, geridas por entidades p\u00fablicas e privadas, particularmente IPSS, Miseric\u00f3rdias e entidades com ou sem fins lucrativos, dever\u00e3o ser co-financiadas pelo Estado e, por isso, objeto de ac\u00e7\u00f5es de auditoria e controlo de atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5 A situa\u00e7\u00e3o dos lares ilegais<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Proliferam, em Portugal Lares ilegais, onde, na maior parte dos casos, os idosos a\u00ed colocados vivem situa\u00e7\u00f5es degradantes. Nem o Estado, nem outras entidades, podem \u00abcolocar a cabe\u00e7a na areia\u00bb e ignorar estas situa\u00e7\u00f5es, que todos sabemos existirem devido \u00e0 grande procura dos familiares dos idosos. Havia que acompanhar estas situa\u00e7\u00f5es e procurar criar todas as condi\u00e7\u00f5es para eliminar o que est\u00e1 errado e promover as solu\u00e7\u00f5es adequadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6- Perman\u00eancia em unidades de cuidados paliativos<br \/><\/strong><span style=\"text-align: justify;\">Estas unidades s\u00e3o necess\u00e1rias e n\u00e3o apenas na fase terminal de uma doen\u00e7a. Nessa fase, permitem que idosos e outras pessoas possam ter uma morte digna e sem sofrimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m aqui s\u00e3o necess\u00e1rios recursos, parte dos quais devem ser suportados pelo Estado e possibilitar uma menor carga para os hospitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7- Em conclus\u00e3o<br \/><\/strong>A situa\u00e7\u00e3o dos idosos deve se objeto de aten\u00e7\u00e3o de todos. Os idosos n\u00e3o s\u00e3o \u201cseres descart\u00e1veis\u201d; pelo contr\u00e1rio s\u00e3o gente que deve ser respeitada e amada por todos. O Estado tem a obriga\u00e7\u00e3o de zelar pelos idosos, garantindo a sua qualidade de vida. Tamb\u00e9m a sociedade civil (institui\u00e7\u00f5es e cidad\u00e3os em geral) n\u00e3o pode descartar as suas responsabilidades. Apoiar o idoso n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica assistencialista facultativa, \u00e9, antes, dar resposta a um direito inalien\u00e1vel que ele adquiriu ao longo da sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relembramos as palavras do Papa Francisco na enc\u00edclica <em>Tutti Fratelli<\/em>, sobre a fraternidade e a amizade social, recentemente publicada (n. 11): \u00ab\u2026<em>isolar os idosos e abandon\u00e1-los \u00e0 responsabilidade de outros, sem um acompanhamento familiar e adequado e amoroso mutila e empobrece a pr\u00f3pria fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, acaba por privar os jovens daquele contacto que lhes \u00e9 necess\u00e1rio com as suas ra\u00edzes e com uma sabedoria que a juventude, sozinha, n\u00e3o pode alcan\u00e7ar.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>Lisboa, 13 de outubro de 2020<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CUIDAR DOS IDOSOS: DEVER E RESPONSABILIDADE DE TODOS Reflex\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz Conta-se que, numa dada regi\u00e3o do mundo, numa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":691,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-693","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/693\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}