{"id":729,"date":"2021-05-13T15:04:49","date_gmt":"2021-05-13T15:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/o-desafio-da-encruzilhada-por-juan-ambrosio\/"},"modified":"2021-05-13T15:04:49","modified_gmt":"2021-05-13T15:04:49","slug":"o-desafio-da-encruzilhada-por-juan-ambrosio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/o-desafio-da-encruzilhada-por-juan-ambrosio\/","title":{"rendered":"O DESAFIO DA ENCRUZILHADA por Juan Ambrosio"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1>O desafio da encruzilhada<\/h1>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento hist\u00f3rico que estamos a viver como humanidade e, tamb\u00e9m, como comunidades crist\u00e3s pode bem ser compreendido a partir da met\u00e1fora da encruzilhada. Com ela quero evocar aqui a necessidade de termos de tomar op\u00e7\u00f5es, decidindo porque caminho queremos ir. De um modo ou de outro, todos temos a experi\u00eancia de j\u00e1 ter chegado a encruzilhadas. Nelas sabemos como os caminhos se cruzam levando-nos em dire\u00e7\u00f5es diversas. Algumas j\u00e1 conhecemos e sabemos que n\u00e3o queremos ir por a\u00ed, outras parecem-nos suspeitas, mas verdadeiramente n\u00e3o sabemos aonde nos podem levar, por ventura algumas parecem simp\u00e1ticas e at\u00e9 parecem estar a convidar-nos a que as possamos percorrer. Algumas parecem ir em sentidos diferentes, mas depois aproximam-se e at\u00e9 acabam por poder levar-nos para a mesma meta. Outras, parecendo ir no mesmo sentido, acabam por levar-nos para s\u00edtios bem diferentes. S\u00e3o tantas as dire\u00e7\u00f5es, s\u00e3o tantas as possibilidades, que podemos correr o risco de permanecer demasiado tempo na d\u00favida e, quando tomamos a decis\u00e3o, j\u00e1 vamos tarde, e o caminho, ao escurecer, torna-se ainda mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento hist\u00f3rico que estamos a viver como humanidade e, tamb\u00e9m, como comunidades crist\u00e3s pode bem ser compreendido a partir da met\u00e1fora da encruzilhada. Com ela quero evocar aqui a necessidade de termos de tomar op\u00e7\u00f5es, decidindo porque caminho queremos ir. De um modo ou de outro, todos temos a experi\u00eancia de j\u00e1 ter chegado a encruzilhadas. Nelas sabemos como os caminhos se cruzam levando-nos em dire\u00e7\u00f5es diversas. Algumas j\u00e1 conhecemos e sabemos que n\u00e3o queremos ir por a\u00ed, outras parecem-nos suspeitas, mas verdadeiramente n\u00e3o sabemos aonde nos podem levar, por ventura algumas parecem simp\u00e1ticas e at\u00e9 parecem estar a convidar-nos a que as possamos percorrer. Algumas parecem ir em sentidos diferentes, mas depois aproximam-se e at\u00e9 acabam por poder levar-nos para a mesma meta. Outras, parecendo ir no mesmo sentido, acabam por levar-nos para s\u00edtios bem diferentes. S\u00e3o tantas as dire\u00e7\u00f5es, s\u00e3o tantas as possibilidades, que podemos correr o risco de permanecer demasiado tempo na d\u00favida e, quando tomamos a decis\u00e3o, j\u00e1 vamos tarde, e o caminho, ao escurecer, torna-se ainda mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das d\u00favidas e das incertezas, apesar dos anseios que da\u00ed decorrem, h\u00e1, no entanto, algo que todos tamb\u00e9m sabemos: a encruzilhada n\u00e3o \u00e9 a meta e se nela permanecermos, no fundo, acabamos por ficar num n\u00e3o lugar, num s\u00edtio e num tempo que n\u00e3o nos leva a lado nenhum. A encruzilhada \u00e9, pois, um momento que teremos de experienciar, pois se n\u00e3o o fizermos n\u00e3o progrediremos no caminho, mas \u00e9 simultaneamente um lugar, onde n\u00e3o podemos permanecer, pois ela n\u00e3o pode ser a nossa morada. Neste sentido, o permanecer nela pode at\u00e9 ser mais perigoso do que optar por um caminho que mais tarde possa at\u00e9 revelar-se errado, pois, neste caso, teremos sempre a possibilidade de voltar a escolher outra dire\u00e7\u00e3o, mesmo que isso implique voltar para tr\u00e1s, de modo a recome\u00e7armos de uma maneira mais certeira. A encruzilhada \u00e9 o tempo e o espa\u00e7o das decis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, \u00e9 nela que nos encontramos neste momento. Como humanidade est\u00e1 \u00e9 verdadeiramente a hora de grandes decis\u00f5es. Que dire\u00e7\u00e3o escolher? Queremos criar um futuro de riqueza s\u00f3 para alguns, deixando uma parte cada vez maior da humanidade de fora? Vacinamos o mais depressa poss\u00edvel as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses ricos e poderosos, de modo a regressarmos o mais depressa poss\u00edvel, tamb\u00e9m \u00e0 dita normalidade a que est\u00e1vamos habituados, aumentando ainda mais as desigualdades j\u00e1 existentes, ou estamos dispostos a ir um pouco mais devagar, para poder juntos vencer a pandemia? Ponhamos a quest\u00e3o com toda a crueza: queremos um mundo cada vez mais rico, mas mais excludente, ou arriscamos ter menos (aqueles que temos em demasia), para que todos possam ter mais?&nbsp; Pura utopia dir\u00e3o alguns, decis\u00e3o civilizacional dizem outros, entre os quais me quero incluir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m para as comunidades crist\u00e3s este \u00e9 um momento de decis\u00f5es. Que caminho escolher? O de uma certa seguran\u00e7a e de um certo conforto que as fecha sobre si mesmas, procurando evitar as tens\u00f5es inerentes \u00e0s d\u00favidas que surgem quando se caminha com outros que pensam diferente? O caminho de uma dita pureza que n\u00e3o dialoga muito, que tem dificuldades em construir o futuro em comum, porque teme, nesse exerc\u00edcio, perder a identidade? Queremos fazer o caminho sozinhos, ou arriscamos caminhar juntamente com os outros, que d\u00e3o um nome diferente a Deus, que acreditam de outro modo, ou mesmo n\u00e3o acreditam, de modo a poder alargar as possibilidades de todos, porque cada um contribui com aquilo que de melhor tem, com a riqueza da sua f\u00e9 e dos seus dons?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos numa encruzilhada. As d\u00favidas e hesita\u00e7\u00f5es v\u00e3o surgir. Ali\u00e1s, elas j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed, e j\u00e1 as sentimos das mais diversas maneiras. Mas &nbsp;&nbsp;porque as encruzilhadas nos obrigam a tomar decis\u00f5es, elas podem ser, igualmente, oportunidades necess\u00e1rias, que nos permitem reavaliar, reequacionar, repensar a dire\u00e7\u00e3o do caminho. Neste sentido n\u00e3o h\u00e1 que ter medo das encruzilhadas, elas podem at\u00e9 ser assumidas como momentos muito importantes do caminho. Nelas podemos e devemos fazer o exerc\u00edcio de voltar a olhar o mapa para vermos bem a meta para a qual queremos caminhar. Elas podem constituir uma oportunidade de fazer uma certa paragem para retemperar for\u00e7as, para discernir, para esperar pelos que andam mais devagar, para reagrupar, para poder colocar as diversas compet\u00eancias e capacidades de cada um ao servi\u00e7o de todos.<\/p>\n<p>Necess\u00e1rias sim, oportunas tamb\u00e9m, mas as encruzilhadas n\u00e3o s\u00e3o o s\u00edtio que a humanidade e as comunidades crist\u00e3s devam transformar em lar. \u00c9 necess\u00e1rio optar, decidir, e seguir\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E no que \u00e0s comunidades crist\u00e3s diz respeito, este tempo possivelmente \u00e9 ainda mais oportuno, pois a celebra\u00e7\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 constante interpela\u00e7\u00e3o e convite \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da vida, \u00e9 constante interpela\u00e7\u00e3o a, nesta encruzilhada, ousarmos, sem medo, tomar as decis\u00f5es a que o Ressuscitado nos convida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambrosio, Juan. (2021, Abril 21). <em>Mensageiro de Santo Ant\u00f3nio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desafio da encruzilhada O momento hist\u00f3rico que estamos a viver como humanidade e, tamb\u00e9m, como comunidades crist\u00e3s pode bem ser compreendido a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reflexoes-dos-membros-da-cnjp"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}