{"id":746,"date":"2021-10-11T15:19:25","date_gmt":"2021-10-11T15:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/cabo-delgado-prioridade-as-pessoas-2\/"},"modified":"2021-10-11T15:19:25","modified_gmt":"2021-10-11T15:19:25","slug":"cabo-delgado-prioridade-as-pessoas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/cabo-delgado-prioridade-as-pessoas-2\/","title":{"rendered":"Cabo Delgado: prioridade \u00e0s pessoas"},"content":{"rendered":"<div class=\"WordSection1\">\n<h1 align=\"center\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-705\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cabo-Delgado-VF.webp\" width=\"350\" height=\"233\" alt=\"Cabo Delgado VF\" \/><\/strong><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><strong>Cabo Delgado: prioridade \u00e0s pessoas<\/strong><\/h1>\n<h2 align=\"center\"><strong>Organiza\u00e7\u00f5es portuguesas lembram o in\u00edcio dos ataques em Cabo Delgado, Mo\u00e7ambique<\/strong><\/h2>\n<h2 align=\"center\"><strong>11\/ Outubro\/ 2021<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outubro marca quatro anos desde o&nbsp; in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es violentas, levadas a cabo por grupos armados, em Cabo Delgado, Mo\u00e7ambique. Os ataques, recorrentes, macabros e hediondos, t\u00eam resultado em intoler\u00e1veis assassinatos de cidad\u00e3os inocentes naquela prov\u00edncia no Norte de&nbsp; Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o dia 5 de outubro de 2017, morreram 3100 pessoas e estimam-se 756.014 pessoas deslocadas, na sua maioria mulheres e crian\u00e7as (27% e 52%, respetivamente, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es) que, apesar da fuga e do apoio que recebem,&nbsp; vivem em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e desumanas, de grande perigo e vulnerabilidade.<\/p>\n<p><strong>AS PESSOAS PRIMEIRO <\/strong><\/p>\n<p>O que nos mobiliza s\u00e3o os direitos humanos e a dignidade humana de todas as pessoas e de cada uma em concreto.&nbsp;<\/p>\n<p>Insistimos para&nbsp; que quaisquer a\u00e7\u00f5es, objetivos e prioridades setoriais estejam ao servi\u00e7o das pessoas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apelamos&nbsp; para que os deslocados tenham a possibilidade de regressar, em seguran\u00e7a, \u00e0s suas casas e terras, de reconstruir a sua vida e de reorganizar a sua comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exigimos que os direitos das pessoas deslocadas sejam garantidos e haja redobrada vigil\u00e2ncia ativa contra toda e qualquer viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, por qualquer indiv\u00edduo ou for\u00e7as de defesa e seguran\u00e7a, sejam elas de Mo\u00e7ambique, de outros pa\u00edses ou de empresas privadas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E lembramos que o Estado Mo\u00e7ambicano deve ser&nbsp; sempre respeitado na sua soberania e que, tanto o Estado como a sociedade civil, devem ser prioritariamente apoiados na promo\u00e7\u00e3o e defesa dos seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>PRIORIDADE \u00c0 AJUDA HUMANIT\u00c1RIA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ajuda humanit\u00e1ria continua a ser insuficiente para a dimens\u00e3o da cat\u00e1strofe. A distribui\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 insuficiente, havendo milhares de pessoas a passar fome; as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias s\u00e3o insalubres e indignas; a sa\u00fade \u00e9 prec\u00e1ria; a integra\u00e7\u00e3o escolar das crian\u00e7as \u00e9 escassa; as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam meios de vida e continuam a viver na depend\u00eancia da ajuda que n\u00e3o chega a todos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, apelamos a uma a\u00e7\u00e3o que v\u00e1 para al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o militar e que se fundamente no desenvolvimento como garante da paz.<\/p>\n<p><strong>PARA L\u00c1 DA A\u00c7\u00c3O MILITAR, O DESENVOLVIMENTO COMO GARANTE DA PAZ<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As causas do conflito est\u00e3o intimamente ligadas com a pobreza e a falta de oportunidades com que a popula\u00e7\u00e3o de Cabo Delgado, especialmente as mulheres e os jovens, se confrontam no seu dia-a-dia, numa luta pela sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exige-se, por isso, que a coopera\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o seja encarada apenas como o fim do problema e o garante da paz, mas que seja compreendida como um primeiro passo, capaz de conduzir ao desenvolvimento integrado da regi\u00e3o e \u00e0 dignidade de cada pessoa, no respeito pelos direitos humanos. S\u00f3 assim se garantir\u00e1 a paz em Cabo Delgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa, ainda, que as estrat\u00e9gias do Governo Mo\u00e7ambicano e os acordos de coopera\u00e7\u00e3o, nomeadamente da Uni\u00e3o Europeia e dos seus Estados-membro, tenham efetivamente como prioridade a prov\u00edncia de Cabo Delgado e as prov\u00edncias vizinhas de Nampula, Niassa e Zamb\u00e9zia. \u00c9 necess\u00e1ria uma abordagem descentralizada dos programas de desenvolvimento, envolvendo as autoridades provinciais e locais e tamb\u00e9m as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. \u00c9 essencial apoiar programas de emerg\u00eancia e p\u00f3s-emerg\u00eancia, quer aos deslocados quer aos regressados, nas \u00e1reas da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, abrigo e agricultura e outros meios de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendemos que um processo para uma paz dur\u00e1vel assenta no refor\u00e7o do papel do Estado nos n\u00edveis provincial e local e do envolvimento das Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Movidas pela defesa intransigente da dignidade humana que, sublinham, \u201cn\u00e3o pode ser subjugada a qualquer tipo de interesses\u201d, as organiza\u00e7\u00f5es signat\u00e1rias desta forma apelam ao refor\u00e7o da vigil\u00e2ncia de qualquer viola\u00e7\u00e3o aos direitos humanos, ao incremento da ajuda humanit\u00e1ria e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento como meio de alcan\u00e7ar uma paz efetiva e duradoura, apelando em particular aos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, pedindo que \u201cinformem sobre a crise humanit\u00e1ria de Cabo Delgado e investiguem as diferentes causas desta viol\u00eancia, evitando leituras parcelares.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amnistia Internacional<br \/>AMU &#8211; A\u00e7\u00f5es para um Mundo Unido<br \/>APOIAR, ONGD<br \/>Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Solidariedade Mundo Unido Jo\u00e3o Paulo II<br \/>AVOAR<br \/>C\u00e1ritas Portuguesa<br \/>Centro Mission\u00e1rio Arquidiocesano de Braga<br \/>CIDAC<br \/>Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<br \/>Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<br \/>Funda\u00e7\u00e3o Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre<br \/>Funda\u00e7\u00e3o Champagnat<br \/>Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o<br \/>Funda\u00e7\u00e3o Gon\u00e7alo da Silveira<br \/>Grupo Miss\u00e3o Mundo<br \/>Instituto Marqu\u00eas de Valle Fl\u00f4r<br \/>JRS Portugal \u2013 Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados<br \/>Juventude Mariana Vicentina Portugal<br \/>Karingana Wa Karingana<br \/>LOC \u2013 Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica<br \/>Miss\u00f5es Carmelitas<br \/>O Gr\u00e3o<br \/>OMAS \u2013 Leigos Boa Nova<br \/>PAR \u2013 Plataforma de Apoio aos Refugiados<br \/>Plataforma Portuguesa das ONGD<br \/>PROCURA &#8211; Miss\u00f5es Claretianas<br \/>Prov\u00edncia Nossa Senhora do Ros\u00e1rio da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Dominicanas de Santa Catarina de Sena<br \/>Prov\u00edncia Portuguesa da Congrega\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo<br \/>Prov\u00edncia Portuguesa da Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus<br \/>Prov\u00edncia Portuguesa da Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o (Padres Vicentinos)<br \/>Prov\u00edncia Portuguesa da Companhia de Jesus<br \/>Prov\u00edncia Portuguesa das Filhas da Caridade de S\u00e3o Vicente de Paulo<br \/>Rosto Solid\u00e1rio<br \/>Sol sem Fronteiras \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Solidariedade Jovem Sem Fronteiras<br \/>SOPRO \u2013 Solidariedade e Promo\u00e7\u00e3o<br \/>Uni\u00e3o Mission\u00e1ria Franciscana<br \/>VIDA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cabo Delgado: prioridade \u00e0s pessoas Organiza\u00e7\u00f5es portuguesas lembram o in\u00edcio dos ataques em Cabo Delgado, Mo\u00e7ambique 11\/ Outubro\/ 2021 Outubro marca quatro anos 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