{"id":773,"date":"2022-03-15T14:01:09","date_gmt":"2022-03-15T14:01:09","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/invasao-da-ucrania-nota-da-comissao-diocesana-justica-e-paz\/"},"modified":"2022-03-15T14:01:09","modified_gmt":"2022-03-15T14:01:09","slug":"invasao-da-ucrania-nota-da-comissao-diocesana-justica-e-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/invasao-da-ucrania-nota-da-comissao-diocesana-justica-e-paz\/","title":{"rendered":"Invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia &#8211; Nota da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz"},"content":{"rendered":"<h1>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-709\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/CDJP-Coimbra-logo.webp\" width=\"86\" height=\"69\" alt=\"CDJP Coimbra logo\" \/>&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/h1>\n<h1><span style=\"font-size: 14.3px;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/span><\/h1>\n<h1><span style=\"font-size: 14.3px;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Nota da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Coimbra<\/span><\/h1>\n<p>A invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia afronta todas as normas de direito internacional, provocando uma imensa onda de morte, destrui\u00e7\u00e3o e dor.<\/p>\n<p>Perante tal facto entende a Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz dever:<\/p>\n<p><em>&#8211; Louvar a for\u00e7a de uma sociedade da sociedade civil que, em toda a Europa, se mobiliza numa solidariedade infinda que \u00e9 um sinal de esperan\u00e7a no futuro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Enaltecer a forma como o povo portugu\u00eas tem correspondido \u00e0s exig\u00eancias de um momento de crise, e cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria, sem paralelo na hist\u00f3ria recente, manifestando a sua solidariedade numa multiplicidade de formas.&nbsp;&nbsp; <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A corrente de esperan\u00e7a que tal mobiliza\u00e7\u00e3o representa n\u00e3o pode ser desperdi\u00e7ada pela falta de organiza\u00e7\u00e3o ou pela proverbial burocracia. Importa que tais esfor\u00e7os, e boas vontades, sejam globalmente coordenados nos diversos planos (Local, regional, nacional) e nas suas m\u00faltiplas vertentes, que v\u00e3o desde o alojamento; \u00e0 escola e ao trabalho, proporcionando uma resposta pronta e eficiente .<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Releva que o Grupo Operativo \u00danico, coordenado pelo Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es e pelo Instituto de Seguran\u00e7a Social, bem como o agora criado \u201cPortugal for Ukrania\u201d, tenham capacidade, e empenho, para um afluxo de requerentes que de tudo s\u00e3o carentes.<\/em><\/p>\n<p><em>A integra\u00e7\u00e3o destes refugiados na sociedade portuguesa, com a necess\u00e1ria dignidade, \u00e9 uma tarefa que compete a todos n\u00f3s, indo perdurar no tempo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Saudar a denuncia apresentada pelo Governo Portugu\u00eas, em conjunto com outros 37 Estados, no Tribunal Penal Internacional no pret\u00e9rito&nbsp; dia 2 de&nbsp; Mar\u00e7o, ao abrigo dos artigos 13 e 14 do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, visando a investiga\u00e7\u00e3o de crimes de guerra e contra a Humanidade cometidos na Ucr\u00e2nia.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Para que a Terra n\u00e3o esque\u00e7a os crimes de guerra cometidos contra popula\u00e7\u00f5es civis pelo ex\u00e9rcito russo, a destrui\u00e7\u00e3o b\u00e1rbara, sem qualquer outra raz\u00e3o que n\u00e3o a de semear o terror, n\u00e3o podem ficar impunes.<\/em><\/p>\n<p><em>Importa que o Governo de Portugal esteja atento e interventivo no desenvolvimento deste processo.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; A Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz sublinha que a responsabilidade da presente guerra recai \u00fanica, e exclusivamente, no regime autocr\u00e1tico e plutocrata que domina a R\u00fassia. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Importa distinguir entre o povo russo, sujeito tamb\u00e9m ele, a um regime de opress\u00e3o e as decis\u00f5es da denominada \u201cNomenklatura\u201d. \u00c9 importante que, em termos de opini\u00e3o publica, se fa\u00e7a tal destrin\u00e7a, evitando que recaiam sobe os imigrantes russos que residem no nosso pa\u00eds as consequ\u00eancias das decis\u00f5es dos dirigentes russos. <\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Salientar que a compreens\u00e3o da presente crise s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se tivermos presente que o regime autocr\u00e1tico russo tem como base um sistema financeiro dominado por cleptocracias&nbsp; que se apoderaram dos recursos naturais da R\u00fassia. A exist\u00eancia de uma cleptocracia conectada em rede com liga\u00e7\u00f5es \u00e0 escala global, dominando Estados, \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e1 paz mundial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Este \u00e9 o tempo de as organiza\u00e7\u00f5es mundiais (V.G Banco Mundial; FMI), bem como a Uni\u00e3o Europeia, criarem, ou implementarem os instrumentos j\u00e1 existentes, visando, n\u00e3o s\u00f3 a transpar\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas, tamb\u00e9m, a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos \u201cpredadores\u201d das na\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Real\u00e7ar que o ambiente e circunst\u00e2ncias geradas no presente momento criam condi\u00e7\u00f5es adequadas para uma altera\u00e7\u00e3o de fundo da pol\u00edtica energ\u00e9tica \u00e0 escala europeia e nacional com a consequente aplica\u00e7\u00e3o de recursos visando uma economia com baixa depend\u00eancia do carbono. Tal implica uma aposta decidida em termos de \u00e1reas diversas como as energias renov\u00e1veis; transportes p\u00fablicos; reabilita\u00e7\u00e3o urbana. etc.<\/em><\/p>\n<p><em>Coimbra, 12 de Mar\u00e7o de 2022<\/em><\/p>\n<p><em>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":709,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos-cdjps"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/773\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}