{"id":777,"date":"2022-04-12T15:15:45","date_gmt":"2022-04-12T15:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/resistencia-nao-violenta-em-tempos-de-guerra-por-pedro-vaz-patto\/"},"modified":"2022-04-12T15:15:45","modified_gmt":"2022-04-12T15:15:45","slug":"resistencia-nao-violenta-em-tempos-de-guerra-por-pedro-vaz-patto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/resistencia-nao-violenta-em-tempos-de-guerra-por-pedro-vaz-patto\/","title":{"rendered":"RESIST\u00caNCIA N\u00c3O VIOLENTA EM TEMPOS DE GUERRA? por Pedro Vaz Patto"},"content":{"rendered":"<h1 align=\"center\">RESIST\u00caNCIA N\u00c3O VIOLENTA EM TEMPOS DE GUERRA?<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Poder\u00e1 parecer descabido, ou simplesmente ut\u00f3pico, falar de <em>resist\u00eancia civil<\/em>, isto \u00e9, de formas n\u00e3o violentas de resist\u00eancia e combate a um poder ileg\u00edtimo e opressor, no momento em que assistimos \u00e0 guerra da Ucr\u00e2nia, em que \u00e9 n\u00edtida a exist\u00eancia de uma pot\u00eancia agressora e de um povo que se defende militarmente com bravura. Mas disso se tem falado em di\u00e1logos entre representantes de v\u00e1rias comiss\u00f5es <em>Justi\u00e7a e Paz<\/em> europeias, sem se alcan\u00e7ar ainda pleno consenso. N\u00e3o podia deixar de se falar em formas de resist\u00eancia n\u00e3o violenta, em formas pac\u00edficas de luta pela justi\u00e7a. entre comiss\u00f5es empenhadas, precisamente, nas causas da justi\u00e7a e a da paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesses di\u00e1logos, tem sido salientado como as formas de <em>resist\u00eancia civil <\/em>s\u00e3o hoje objeto de estudos acad\u00e9micos aprofundados. O livro de Michel A, Beer, <em>Civil Resistance Tactis in the 21st Century<\/em> (International Center on Non Violent Conflicts Press, 2021) exp\u00f5e de modo sistem\u00e1tico e cient\u00edfico v\u00e1rias dessas formas de resist\u00eancia, aludindo a um cat\u00e1logo de 346 m\u00e9todos e a uma base de dados de 1400 exemplos hist\u00f3ricos. Esses m\u00e9todos incluem a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es, podem ser mais ou menos disruptivos e mais ou menos criativos. Podem ter alcance social, econ\u00f3mico, pol\u00edtico ou cultural. Incluem a recusa de coopera\u00e7\u00e3o com o poder, a desobedi\u00eancia a ordens ileg\u00edtimas, greves e boicotes (a vendas ou a compras de determinados produtos). Neles n\u00e3o se incluem m\u00e9todos que envolvam alguma forma de viol\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 sobre pessoas, mas tamb\u00e9m contra a propriedade. Tamb\u00e9m se excluem comportamentos suicidas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: left;\">Poder\u00e1 parecer descabido, ou simplesmente ut\u00f3pico, falar de&nbsp;<\/span><em style=\"text-align: left;\">resist\u00eancia civil<\/em><span style=\"text-align: left;\">, isto \u00e9, de formas n\u00e3o violentas de resist\u00eancia e combate a um poder ileg\u00edtimo e opressor, no momento em que assistimos \u00e0 guerra da Ucr\u00e2nia, em que \u00e9 n\u00edtida a exist\u00eancia de uma pot\u00eancia agressora e de um povo que se defende militarmente com bravura. Mas disso se tem falado em di\u00e1logos entre representantes de v\u00e1rias comiss\u00f5es&nbsp;<\/span><em style=\"text-align: left;\">Justi\u00e7a e Paz<\/em><span style=\"text-align: left;\">&nbsp;europeias, sem se alcan\u00e7ar ainda pleno consenso. N\u00e3o podia deixar de se falar em formas de resist\u00eancia n\u00e3o violenta, em formas pac\u00edficas de luta pela justi\u00e7a. entre comiss\u00f5es empenhadas, precisamente, nas causas da justi\u00e7a e a da paz.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesses di\u00e1logos, tem sido salientado como as formas de&nbsp;<em>resist\u00eancia civil&nbsp;<\/em>s\u00e3o hoje objeto de estudos acad\u00e9micos aprofundados. O livro de Michel A, Beer,&nbsp;<em>Civil Resistance Tactis in the 21st Century<\/em>&nbsp;(International Center on Non Violent Conflicts Press, 2021) exp\u00f5e de modo sistem\u00e1tico e cient\u00edfico v\u00e1rias dessas formas de resist\u00eancia, aludindo a um cat\u00e1logo de 346 m\u00e9todos e a uma base de dados de 1400 exemplos hist\u00f3ricos. Esses m\u00e9todos incluem a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es, podem ser mais ou menos disruptivos e mais ou menos criativos. Podem ter alcance social, econ\u00f3mico, pol\u00edtico ou cultural. Incluem a recusa de coopera\u00e7\u00e3o com o poder, a desobedi\u00eancia a ordens ileg\u00edtimas, greves e boicotes (a vendas ou a compras de determinados produtos). Neles n\u00e3o se incluem m\u00e9todos que envolvam alguma forma de viol\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 sobre pessoas, mas tamb\u00e9m contra a propriedade. Tamb\u00e9m se excluem comportamentos suicidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exemplo paradigm\u00e1tico de resist\u00eancia civil \u00e9 o da a\u00e7\u00e3o de Mahatma Gandhi, com o seu conceito de <em>satyagraha<\/em>. Al\u00e9m desse, o livro alude a outros exemplos hist\u00f3ricos de sucesso em lutas n\u00e3o violentas pela justi\u00e7a: entre muitos outros, a luta pelos direitos civis das minorias negras norte-americanas e a a\u00e7\u00e3o de Martin Luther King, a a\u00e7\u00e3o do sindicato polaco <em>Solidarnosc<\/em> a luta contra o <em>apartheid <\/em>na \u00c1frica do Sul e a <em>Primavera \u00e1rabe<\/em>. N\u00e3o s\u00e3o, por\u00e9m, ignorados, os casos de insucesso, como o tr\u00e1gico fim das manifesta\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Tiananmen, na China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O sucesso desses m\u00e9todos exige uma participa\u00e7\u00e3o socialmente relevante e sustentada e a resili\u00eancia diante das rea\u00e7\u00f5es do poder opressor. Mas \u00e9 mais prov\u00e1vel que este n\u00e3o reaja com mais viol\u00eancia diante de uma resist\u00eancia n\u00e3o armada (como reagir\u00e1 contra uma resist\u00eancia violenta), que essa resist\u00eancia n\u00e3o armada colha mais facilmente as simpatias da opini\u00e3o p\u00fablica neutra e at\u00e9 dos apoiantes e colaboradores do poder, o qual pode ver, desse modo, desfeita a sua base de apoio (a convers\u00e3o do opressor \u00e9, at\u00e9, o objetivo \u00faltimo da <em>satyagraha <\/em>pugnada por Gandhi).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estas formas de resist\u00eancia civil impedem o crescimento em espiral da viol\u00eancia, com todas as feridas que esta provoca em todos os \u00e2mbitos. Levada at\u00e9 ao fim, essa resist\u00eancia exige for\u00e7a moral, perseveran\u00e7a e sacrif\u00edcios t\u00e3o heroicos como os de quem est\u00e1 pronto a dar a vida numa guerra: h\u00e1 que estar pronto a dar a vida por uma causa, sem estar pronto a matar por ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Muitos dir\u00e3o que se trata de uma utopia. Ao falar destes temas, um representante do departamento ligado \u00e0 justi\u00e7a e paz da Igreja greco-cat\u00f3lica ucraniana exprimiu o seu ceticismo, dizendo sarcasticamente que abordaria esse assunto na sua Universidade, mas s\u00f3 depois de vencida a atual guerra. J\u00e1 no tempo de Gandhi se afirmava que o sucesso da sua a\u00e7\u00e3o se compreende porque enfrentou a administra\u00e7\u00e3o colonial brit\u00e2nica (apesar de tudo, imbu\u00edda de tradi\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e liberais), mas ela n\u00e3o seria poss\u00edvel diante de Adolf Hitler. Hoje, com as not\u00edcias dos massacres de Mariupol, Butcha e Borodyanka, tamb\u00e9m se poder\u00e1 dizer isso do atual governo russo. \u00c9 verdade que um qualquer governo ileg\u00edtimo pode sempre prender quem a ele se oponha, por meios pac\u00edficos, mas ser\u00e1 mais dif\u00edcil faz\u00ea-lo quando essa oposi\u00e7\u00e3o contagiar tantos cidad\u00e3os que j\u00e1 n\u00e3o haja pris\u00f5es para os prender a todos. Quando, por\u00e9m, esse governo \u00e9 capaz de massacrar at\u00e9 pessoas inocentes, \u00e9 de esperar que o fa\u00e7a contra opositores n\u00e3o violentos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Advogar formas de resist\u00eancia n\u00e3o violenta diante de uma guerra de agress\u00e3o n\u00e3o significa negar o direito de leg\u00edtima defesa armada, direito que, verificados determinados e estritos requisitos (que parecem verificados neste caso da defesa da Ucr\u00e2nia) a doutrina da Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o nega, que foi reafirmado na enc\u00edclica <em>Fratelli Tutti<\/em> (n. 258) e que tem sido reafirmado por representantes do Vaticano e das v\u00e1rias Igrejas e comunidades crist\u00e3s presentes na Ucr\u00e2nia. Mas, como a defesa armada dever\u00e1 ser sempre um \u00faltimo recurso (\u00e9 sempre um mal, mesmo que seja um mal menor), n\u00e3o podem ser rejeitadas liminarmente, como ut\u00f3picas, essas formas de resist\u00eancia n\u00e3o violenta. H\u00e1 not\u00edcia de que est\u00e3o a ser usadas atualmente em zonas da Ucr\u00e2nia ocupadas pelo ex\u00e9rcito russo. E ser\u00e3o sempre uma possibilidade em casos de ocupa\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima prolongada &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prop\u00f3sito da queda do comunismo, queda em que ele desempenhou importante papel e que a muitos surpreendeu pelo seu car\u00e1cter (quase sempre) n\u00e3o violento, quando estava em causa um confronto irredut\u00edvel entre blocos e assente na dissuas\u00e3o armada e nuclear, afirmou S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II na sua enc\u00edclica <em>Centesimus Annus <\/em>(n. 23):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ab<em>Merece, portanto, ser sublinhado o facto de, quase por todo o lado, se ter chegado \u00e0 queda de semelhante \u201cbloco\u201d ou imp\u00e9rio, atrav\u00e9s de uma luta pac\u00edfica que lan\u00e7ou m\u00e3o apenas das armas da verdade e da justi\u00e7a. Enquanto o marxismo defendia que somente extremando as contradi\u00e7\u00f5es sociais, atrav\u00e9s do embate violento, seria poss\u00edvel chegar \u00e0 sua solu\u00e7\u00e3o, as lutas que conduziram ao derrube do marxismo insistem com tenacidade em tentar todas as vias da negocia\u00e7\u00e3o, do di\u00e1logo, do testemunho da verdade, fazendo apelo \u00e0 consci\u00eancia do advers\u00e1rio e procurando despertar nele o sentido da dignidade humana comum.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ab<em>Parecia que a configura\u00e7\u00e3o europeia, sa\u00edda da Segunda Guerra Mundial e consagrada no&nbsp;<\/em>Tratado de Ialta<em>,&nbsp;<\/em><em>s\u00f3 poderia ser abalada por outra guerra. Pelo contr\u00e1rio, foi superada pelo empenho n\u00e3o violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da for\u00e7a, e ao mesmo tempo souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade. Isto desarmou o advers\u00e1rio, porque a viol\u00eancia sempre tem necessidade de se legitimar com a mentira, ou seja, de assumir, mesmo se falsamente, o aspeto da defesa de um direito ou de resposta a uma amea\u00e7a de outrem&nbsp; &nbsp;Agrade\u00e7o a Deus ainda por ter sustentado o cora\u00e7\u00e3o dos homens durante o tempo da dif\u00edcil prova, e pedimos-Lhe que um tal exemplo possa valer em outros lugares e circunst\u00e2ncias. Que os homens aprendam a lutar pela justi\u00e7a sem viol\u00eancia, renunciando tanto \u00e0 luta de classes nas controv\u00e9rsias internas, como \u00e0 guerra nas internacionais.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A hist\u00f3ria diz-nos, pois, que os maiores imp\u00e9rios podem cair por meios n\u00e3o violentos. Isso pode suceder, como sucedeu \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, tamb\u00e9m aos atuais sonhos imperiais de Vladimir Putin, n\u00e3o certamente amanh\u00e3, mas certamente num futuro mais distante. Por essa via, a <em>nova ordem internacional<\/em> poder\u00e1 n\u00e3o representar uma regress\u00e3o naquele caminho de paz e prosperidade que se seguiu \u00e0 Segunda Guerra Mundial e que se esperava se seguisse \u00e0 queda do muro de Berlim.<\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Pedro Vaz Patto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESIST\u00caNCIA N\u00c3O VIOLENTA EM TEMPOS DE GUERRA? &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Poder\u00e1 parecer descabido, ou simplesmente ut\u00f3pico, falar de resist\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reflexoes-dos-membros-da-cnjp"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}