{"id":789,"date":"2022-07-18T11:18:54","date_gmt":"2022-07-18T11:18:54","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/que-ninguem-fique-para-tras-nota-das-comissoes-justica-e-paz\/"},"modified":"2022-07-18T11:18:54","modified_gmt":"2022-07-18T11:18:54","slug":"que-ninguem-fique-para-tras-nota-das-comissoes-justica-e-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/que-ninguem-fique-para-tras-nota-das-comissoes-justica-e-paz\/","title":{"rendered":"QUE NINGU\u00c9M FIQUE PARA TR\u00c1S Nota das Comiss\u00f5es Justi\u00e7a e Paz"},"content":{"rendered":"<h1>&nbsp;<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-788\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Que-ninguem-fique-para-tras.webp\" alt=\"Que ningu\u00e9m fique para tr\u00e1s\" width=\"450\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Que-ninguem-fique-para-tras.webp 957w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Que-ninguem-fique-para-tras-400x234.webp 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Que-ninguem-fique-para-tras-768x449.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/><span style=\"color: #1c3f94; font-size: 14.3px;\">QUE NINGU\u00c9M FIQUE PARA TR\u00c1S<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA experi\u00eancia de fragilidade e limita\u00e7\u00e3o, que vivemos nestes \u00faltimos anos e, agora, a trag\u00e9dia duma guerra com repercuss\u00f5es globais, devem ensinar-nos decididamente uma coisa: n\u00e3o estamos no mundo para sobreviver, mas para que, a todos, seja consentida uma vida digna e feliz\u201d <\/em>(mensagem do Papa Francisco para o VI Dia Mundial dos Pobres)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u00faltimos anos t\u00eam-se apresentado como um desafio constante a um bem-estar e seguran\u00e7a que se supunham realidades consolidadas. A pandemia, e agora a devastadora e incompreens\u00edvel guerra, introduzem desequil\u00edbrios nos modelos organizativos e produtivos que se pensavam estabilizados e provocam desordens graves que afetam de forma particularmente mais intensa os mais fracos da sociedade, acentuando-se consequentemente os n\u00edveis de desigualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A infla\u00e7\u00e3o, quase que esquecida, surge de forma crescente, repercutindo-se de modo alarmante nos pre\u00e7os de bens essenciais que impactam diretamente na vida de todos, mas sobretudo dos que t\u00eam menos, porque de bens essenciais se trata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, mais que nunca, o que se pede e exige \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica integradora de todas as sinergias sociais e econ\u00f3micas, criativa porque atende \u00e0 diversidade dos v\u00e1rios grupos sociais e combate a cegueira de uma a\u00e7\u00e3o que, por ser teoricamente igual para todos, deixa tantos de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia demonstrou de forma clara as virtualidades da interven\u00e7\u00e3o de proximidade, identificando a especificidade das situa\u00e7\u00f5es, atuando num tempo mais curto, articulando os recursos, as compet\u00eancias dos agentes locais.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA experi\u00eancia de fragilidade e limita\u00e7\u00e3o, que vivemos nestes \u00faltimos anos e, agora, a trag\u00e9dia duma guerra com repercuss\u00f5es globais, devem ensinar-nos decididamente uma coisa: n\u00e3o estamos no mundo para sobreviver, mas para que, a todos, seja consentida uma vida digna e feliz\u201d&nbsp;<\/em>(mensagem do Papa Francisco para o VI Dia Mundial dos Pobres)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os \u00faltimos anos t\u00eam-se apresentado como um desafio constante a um bem-estar e seguran\u00e7a que se supunham realidades consolidadas. A pandemia, e agora a devastadora e incompreens\u00edvel guerra, introduzem desequil\u00edbrios nos modelos organizativos e produtivos que se pensavam estabilizados e provocam desordens graves que afetam de forma particularmente mais intensa os mais fracos da sociedade, acentuando-se consequentemente os n\u00edveis de desigualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A infla\u00e7\u00e3o, quase que esquecida, surge de forma crescente, repercutindo-se de modo alarmante nos pre\u00e7os de bens essenciais que impactam diretamente na vida de todos, mas sobretudo dos que t\u00eam menos, porque de bens essenciais se trata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, mais que nunca, o que se pede e exige \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica integradora de todas as sinergias sociais e econ\u00f3micas, criativa porque atende \u00e0 diversidade dos v\u00e1rios grupos sociais e combate a cegueira de uma a\u00e7\u00e3o que, por ser teoricamente igual para todos, deixa tantos de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia demonstrou de forma clara as virtualidades da interven\u00e7\u00e3o de proximidade, identificando a especificidade das situa\u00e7\u00f5es, atuando num tempo mais curto, articulando os recursos, as compet\u00eancias dos agentes locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao Estado, cabe naturalmente a defini\u00e7\u00e3o c\u00e9lere e atempada de pol\u00edticas p\u00fablicas que definam as linhas gerais, os crit\u00e9rios informadores da a\u00e7\u00e3o promotora de uma efetiva justi\u00e7a social e de combate e elimina\u00e7\u00e3o das desigualdades. Mas ao Estado cabe, tamb\u00e9m, organizar e incluir nesta interven\u00e7\u00e3o todos os atores sociais e econ\u00f3micos, de forma a antecipar omiss\u00f5es e exclus\u00f5es. Organiza\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o que prevejam modelos e recursos para que a a\u00e7\u00e3o se concretize. Refor\u00e7ando compet\u00eancias aut\u00e1rquicas, incluindo as estruturas da sociedade civil, reconhecendo-as e refor\u00e7ando os meios quando for caso disso, subsidiariamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 sociedade no seu todo, \u00e0s comunidades locais, cabe naturalmente a redescoberta da sua fun\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, do seu papel insubstitu\u00edvel no refor\u00e7o e consolida\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o social. Na identifica\u00e7\u00e3o de cada um, na adequa\u00e7\u00e3o a cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada um de n\u00f3s, cabe a capacidade para compreender os tempos que vivemos, a urg\u00eancia de novos (velhos) comportamentos de conten\u00e7\u00e3o e partilha, a reaprendizagem da solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio \u00e9 de se ser capaz de aprender com o que \u00e9 novo e velho, e reconstruir de forma ousada um modelo organizativo que promova a proximidade e a partilha, a agilidade e a versatilidade, para que se cumpra a justi\u00e7a social e se combata a desigualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tempos que vivemos s\u00e3o de incerteza e de escassez de recursos, a interven\u00e7\u00e3o tem por isso de ser \u00e1gil, adapt\u00e1vel e pr\u00f3xima, e simultaneamente indutora de aprendizagens, capacitadora de autonomias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, mais do que nunca, o que se pede e exige \u00e9 um combate sem quartel \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a e \u00e0 cultura do descarte perante o sofrimento que estes tempos trazem de forma avassaladora e quase que insuport\u00e1vel, para que ningu\u00e9m, mesmo ningu\u00e9m, fique para tr\u00e1s, seja descartado.<\/p>\n<p>Lisboa, 18 Julho 2022<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Bragan\u00e7a-Miranda<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Arquidiocesana Justi\u00e7a e Paz de \u00c9vora<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Lamego<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Portalegre e Castelo Branco<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a a Paz de Vila Real<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;QUE NINGU\u00c9M FIQUE PARA TR\u00c1S \u201cA experi\u00eancia de fragilidade e limita\u00e7\u00e3o, que vivemos nestes \u00faltimos anos e, 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