{"id":847,"date":"2024-03-15T09:40:45","date_gmt":"2024-03-15T09:40:45","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/pensar-e-agir-com-liberdade-e-esperanca-nota-da-cnjp\/"},"modified":"2024-03-15T09:40:45","modified_gmt":"2024-03-15T09:40:45","slug":"pensar-e-agir-com-liberdade-e-esperanca-nota-da-cnjp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/pensar-e-agir-com-liberdade-e-esperanca-nota-da-cnjp\/","title":{"rendered":"PENSAR E AGIR COM LIBERDADE E ESPERAN\u00c7A Nota da CNJP"},"content":{"rendered":"<h1 align=\"center\"><strong><br \/><\/strong><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-718\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/CNJP-Logo-3.webp\" alt=\"CNJP Logo 3\" width=\"201\" height=\"251\" \/><\/h1>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<h1 align=\"center\"><strong>Quaresma 2024<\/strong><strong><\/strong><\/h1>\n<h1 align=\"center\"><strong>Pensar e agir com liberdade e esperan\u00e7a<\/strong><\/h1>\n<h2 align=\"center\"><em>Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em><em><\/em><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Vivemos esta Quaresma no meio de muitas inquieta\u00e7\u00f5es. A Humanidade conseguiu alcan\u00e7ar n\u00edveis de progresso que deveriam possibilitar uma vida mais justa e mais fraterna para todos e, no entanto, vemos como essa vida n\u00e3o \u00e9 uma realidade para um n\u00famero cada vez maior de pessoas. As desigualdades n\u00e3o s\u00f3 persistem como aumentam, fazendo com que cada vez menos pessoas tenham mais, e mais pessoas tenham menos. A constata\u00e7\u00e3o desta realidade n\u00e3o nos pode deixar indiferentes e a interpela\u00e7\u00e3o que ela causa pode ser vista como oportunidade que traduz a consci\u00eancia de sabermos que n\u00e3o \u00e9 este o caminho que queremos trilhar no futuro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, vivemos um momento em que somos chamados a tomar decis\u00f5es muito importantes, decis\u00f5es que marcar\u00e3o certamente a sociedade que estamos a construir e a Humanidade que queremos ser. Quando o futuro se apresenta assim t\u00e3o interpelante e o presente nos exige respostas claras e convictas, muitos podem cair na tenta\u00e7\u00e3o da paralisia, da desist\u00eancia ou do medo. No entanto, sabemos que esses n\u00e3o s\u00e3o bons conselheiros na hora das decis\u00f5es, e esta que estamos a viver \u00e9 certamente uma dessas horas, quer ao n\u00edvel internacional, quer, tamb\u00e9m, ao n\u00edvel do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos esta Quaresma no meio de muitas inquieta\u00e7\u00f5es. A Humanidade conseguiu alcan\u00e7ar n\u00edveis de progresso que deveriam possibilitar uma vida mais justa e mais fraterna para todos e, no entanto, vemos como essa vida n\u00e3o \u00e9 uma realidade para um n\u00famero cada vez maior de pessoas. As desigualdades n\u00e3o s\u00f3 persistem como aumentam, fazendo com que cada vez menos pessoas tenham mais, e mais pessoas tenham menos. A constata\u00e7\u00e3o desta realidade n\u00e3o nos pode deixar indiferentes e a interpela\u00e7\u00e3o que ela causa pode ser vista como oportunidade que traduz a consci\u00eancia de sabermos que n\u00e3o \u00e9 este o caminho que queremos trilhar no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, vivemos um momento em que somos chamados a tomar decis\u00f5es muito importantes, decis\u00f5es que marcar\u00e3o certamente a sociedade que estamos a construir e a Humanidade que queremos ser. Quando o futuro se apresenta assim t\u00e3o interpelante e o presente nos exige respostas claras e convictas, muitos podem cair na tenta\u00e7\u00e3o da paralisia, da desist\u00eancia ou do medo. No entanto, sabemos que esses n\u00e3o s\u00e3o bons conselheiros na hora das decis\u00f5es, e esta que estamos a viver \u00e9 certamente uma dessas horas, quer ao n\u00edvel internacional, quer, tamb\u00e9m, ao n\u00edvel do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, este \u00e9 o tempo oportuno para olharmos a realidade e a vida, a de cada um, a de todos, a das nossas comunidades, de um modo que permita discernir nela aquela Presen\u00e7a que nunca a deixou de habitar e na qual podemos encontrar os sinais de esperan\u00e7a que nos fa\u00e7am ousar as transforma\u00e7\u00f5es que sabemos ser necess\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma de 2024 &#8211; intitulada&nbsp;<em>Atrav\u00e9s do deserto, Deus guia-nos para a liberdade<\/em>, encontramos um claro e convicto convite a escutar a voz de Deus e a renovarmos a experi\u00eancia de encontro com Ele. Para isso somos convidados a dirigirmo-nos ao deserto e a parar. Este convite pode parecer estranho se n\u00e3o for corretamente entendido. O deserto n\u00e3o significa uma fuga da realidade, nem dos problemas, ele n\u00e3o comporta um convite ao alheamento, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um convite a olhar a realidade a partir dessa mesma Presen\u00e7a que a habita:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA fim de ser concreta tamb\u00e9m a nossa Quaresma, o primeiro passo \u00e9 querer&nbsp;<em>ver a realidade<\/em>. Quando o Senhor, da sar\u00e7a ardente, atraiu Mois\u00e9s e lhe falou, revelou-Se logo como um Deus que v\u00ea e sobretudo escuta: \u00abEu bem vi a opress\u00e3o do meu povo que est\u00e1 no Egito, e ouvi o seu clamor diante dos seus inspetores; conhe\u00e7o, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar das m\u00e3os dos eg\u00edpcios e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espa\u00e7osa, para uma terra que mana leite e mel\u00bb (<em>Ex<\/em>&nbsp;3, 7-8,). Tamb\u00e9m hoje o grito de tantos irm\u00e3os e irm\u00e3s oprimidos chega ao c\u00e9u. Perguntemo-nos: E chega tamb\u00e9m a n\u00f3s? Mexe connosco? Comove-nos? H\u00e1 muitos fatores que nos afastam uns dos outros, negando a fraternidade que originariamente nos une.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 para que essas perguntas possam claramente ressoar em n\u00f3s que somos convidados \u00e0 \u2018paragem do deserto\u2019 para realizarmos um profundo exerc\u00edcio de encontro e de escuta. Encontro com Deus e com aqueles com quem Ele se quer encontrar, e que muitas vezes n\u00e3o chegam a ouvir o convite devido aos muitos ru\u00eddos. E escuta de Deus e daquilo e daqueles que Ele escuta. O deserto pode ser assim, \u201co espa\u00e7o onde a nossa liberdade pode amadurecer numa decis\u00e3o pessoal de n\u00e3o voltar a cair na escravid\u00e3o. Na Quaresma, encontramos novos crit\u00e9rios de ju\u00edzo e uma comunidade com a qual avan\u00e7ar por um caminho nunca percorrido.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que a mensagem para esta Quaresma fa\u00e7a um apelo t\u00e3o claro \u00e0 liberdade \u00e9 motivo que a CNJP quer destacar, quando como pa\u00eds nos preparamos para celebrar o cinquenten\u00e1rio do 25 de abril, realidade configuradora da nossa atual identidade. Como se pode ler na mensagem, o chamamento para a liberdade constitui um vigoroso apelo que n\u00e3o se pode reduzir a um mero acontecimento, mas que se constr\u00f3i e amadurece ao longo do caminho. Nesse sentido, esta Quaresma \u00e9, tamb\u00e9m para n\u00f3s, um momento para olharmos o caminho percorrido ao longo destes 50 anos e de perspetivarmos o que queremos percorrer. Que pa\u00eds constru\u00edmos e que pa\u00eds queremos construir? Como cuidamos uns dos outros? Como promovemos o bem comum? Parece-nos que estas e outras perguntas tamb\u00e9m n\u00e3o podem deixar de ser formuladas e respondidas se quisermos ser protagonistas da constru\u00e7\u00e3o do mundo novo a que a mensagem nos convida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Quaresma surge, ent\u00e3o, como um tempo de paragem para a a\u00e7\u00e3o; um tempo de ora\u00e7\u00e3o, esmola e jejum, \u201cque n\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas exerc\u00edcios independentes, mas um \u00fanico movimento de abertura e esvaziamento\u201d, possibilitando-nos a liberta\u00e7\u00e3o dos \u00eddolos que nos tornam pesados e dos apegos que nos aprisionam; um tempo de decis\u00f5es pessoais e comunit\u00e1rias, continuando a aprofundar a forma sinodal de ser Igreja; um tempo \u201cde pequenas e grandes op\u00e7\u00f5es contracorrente, capazes de modificar a vida quotidiana das pessoas e a vida de toda uma coletividade: os h\u00e1bitos nas compras, o cuidado com a cria\u00e7\u00e3o, a inclus\u00e3o de quem n\u00e3o \u00e9 visto ou \u00e9 desprezado.\u201d E por isso e para isso, o convite que Francisco inscreve na mensagem \u00e9 claro e veemente: \u201cConvido toda a comunidade crist\u00e3 a fazer isto: oferecer aos seus fi\u00e9is momentos para repensarem os estilos de vida; reservar um tempo para verificarem a sua presen\u00e7a no territ\u00f3rio e o contributo que oferecem para o tornar melhor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco termina a mensagem com um apelo \u00e0 esperan\u00e7a, tamb\u00e9m ela entendida como uma a\u00e7\u00e3o que antecipa e come\u00e7a a fazer acontecer j\u00e1 hoje o futuro esperado:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa medida em que esta Quaresma for de convers\u00e3o, a humanidade extraviada sentir\u00e1 um estreme\u00e7\u00e3o de criatividade: o lampejar duma&nbsp;<em>nova esperan\u00e7a<\/em>. Quero dizer-vos, como aos jovens que encontrei em Lisboa no ver\u00e3o passado: \u00abProcurai e arriscai; sim, procurai e arriscai. Neste momento hist\u00f3rico, os desafios s\u00e3o enormes, os gemidos dolorosos: estamos a viver uma terceira guerra mundial feita aos peda\u00e7os. Mas abracemos o risco de pensar que n\u00e3o estamos numa agonia, mas num parto; n\u00e3o no fim, mas no in\u00edcio dum grande espet\u00e1culo. E \u00e9 preciso coragem para pensar assim\u00bb. \u00c9 a coragem da convers\u00e3o, da sa\u00edda da escravid\u00e3o. A f\u00e9 e a caridade guiam pela m\u00e3o esta esperan\u00e7a menina. Ensinam-na a caminhar e, ao mesmo tempo, ela puxa-as para a frente.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 a esta esperan\u00e7a que a CNJP tamb\u00e9m se associa, convidando todos \u00e0 coragem e \u00e0 ousadia de pensar e agir assim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lisboa, 14 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quaresma 2024 Pensar e agir com liberdade e esperan\u00e7a Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz Vivemos esta Quaresma no meio de muitas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":718,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}