{"id":877,"date":"2024-12-30T11:53:07","date_gmt":"2024-12-30T11:53:07","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/nota-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-a-mensagem-para-o-58-o-dia-mundial-da-paz\/"},"modified":"2024-12-30T11:53:07","modified_gmt":"2024-12-30T11:53:07","slug":"nota-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-a-mensagem-para-o-58-o-dia-mundial-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/nota-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-a-mensagem-para-o-58-o-dia-mundial-da-paz\/","title":{"rendered":"Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz sobre a Mensagem para o 58.\u00ba Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<div>&nbsp;<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-876\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025.webp\" alt=\"Dia Mundial da Paz 2025\" width=\"500\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025.webp 1600w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025-400x135.webp 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025-1024x345.webp 1024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025-768x259.webp 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Dia-Mundial-da-Paz-2025-1536x517.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/div>\n<div>\n<h1 align=\"center\"><strong>Sejamos anunciadores de uma Esperan\u00e7a audaz<\/strong><\/h1>\n<h2 align=\"center\"><em>Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz sobre a Mensagem para o 58.\u00ba Dia Mundial da Paz<\/em><\/h2>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz prop\u00f5e a todos uma leitura atenta da Mensagem que o Papa Francisco nos dirige por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz, no in\u00edcio deste Ano Jubilar (2025).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As palavras que o Papa faz chegar a todos os homens e mulheres de boa vontade adquirem um sentido pr\u00f3prio em cada continente, regi\u00e3o e pa\u00eds. Somos todos destinat\u00e1rios desta mensagem, no nosso agir concreto de cada dia, e n\u00e3o apenas os l\u00edderes das na\u00e7\u00f5es. Esta \u00e9, por isso, uma leitura que merece ser partilhada e objeto de reflex\u00e3o conjunta nas nossas comunidades paroquiais, nos movimentos de que fa\u00e7amos parte, nas nossas fam\u00edlias ou grupos de amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00ab<\/strong>Ningu\u00e9m vem a este mundo para ser oprimido\u00bb, afirma o Papa Francisco, ao jeito de Jesus. Esta afirma\u00e7\u00e3o vigorosa precisa de ecoar na Europa e em Portugal, pois s\u00e3o palavras prof\u00e9ticas que n\u00e3o podem deixar-nos indiferentes.<\/p>\n<p>Oprimido \u00e9 aquele a quem tiraram toda a esperan\u00e7a. E, entre n\u00f3s, h\u00e1 oprimidos sem visibilidade e cuja voz n\u00e3o se faz escutar.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 oprimido o migrante que olhamos com desconfian\u00e7a e receio, apesar de lhe devermos as tarefas mais \u00e1rduas ou penosas e que pass\u00e1mos a desprezar.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 oprimido o pobre a quem tantas vezes ignoramos as circunst\u00e2ncias e os abismos em que se encontra de ang\u00fastia e de falta de sa\u00fade mental.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidas as comunidades do interior, as vilas e aldeias a quem os fogos do ver\u00e3o e do outono devoram a esperan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidas as fam\u00edlias que vivem sob o jugo das d\u00edvidas que contra\u00edram e das taxas de juro que agrilhoam a sua esperan\u00e7a num futuro melhor.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidos os milhares de jovens \u00e0 procura de casa por um pre\u00e7o compat\u00edvel com os rendimentos do seu primeiro emprego.&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz prop\u00f5e a todos uma leitura atenta da Mensagem que o Papa Francisco nos dirige por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz, no in\u00edcio deste Ano Jubilar (2025).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As palavras que o Papa faz chegar a todos os homens e mulheres de boa vontade adquirem um sentido pr\u00f3prio em cada continente, regi\u00e3o e pa\u00eds. Somos todos destinat\u00e1rios desta mensagem, no nosso agir concreto de cada dia, e n\u00e3o apenas os l\u00edderes das na\u00e7\u00f5es. Esta \u00e9, por isso, uma leitura que merece ser partilhada e objeto de reflex\u00e3o conjunta nas nossas comunidades paroquiais, nos movimentos de que fa\u00e7amos parte, nas nossas fam\u00edlias ou grupos de amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00ab<\/strong>Ningu\u00e9m vem a este mundo para ser oprimido\u00bb, afirma o Papa Francisco, ao jeito de Jesus. Esta afirma\u00e7\u00e3o vigorosa precisa de ecoar na Europa e em Portugal, pois s\u00e3o palavras prof\u00e9ticas que n\u00e3o podem deixar-nos indiferentes.<\/p>\n<p>Oprimido \u00e9 aquele a quem tiraram toda a esperan\u00e7a. E, entre n\u00f3s, h\u00e1 oprimidos sem visibilidade e cuja voz n\u00e3o se faz escutar.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 oprimido o migrante que olhamos com desconfian\u00e7a e receio, apesar de lhe devermos as tarefas mais \u00e1rduas ou penosas e que pass\u00e1mos a desprezar.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 oprimido o pobre a quem tantas vezes ignoramos as circunst\u00e2ncias e os abismos em que se encontra de ang\u00fastia e de falta de sa\u00fade mental.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidas as comunidades do interior, as vilas e aldeias a quem os fogos do ver\u00e3o e do outono devoram a esperan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidas as fam\u00edlias que vivem sob o jugo das d\u00edvidas que contra\u00edram e das taxas de juro que agrilhoam a sua esperan\u00e7a num futuro melhor.&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o oprimidos os milhares de jovens \u00e0 procura de casa por um pre\u00e7o compat\u00edvel com os rendimentos do seu primeiro emprego.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa compara o som da trombeta que anunciava um ano de perd\u00e3o na tradi\u00e7\u00e3o hebraica e o grito que ningu\u00e9m parece ouvir: o clamor das multid\u00f5es de pobres e indigentes em surdina. Fa\u00e7amos do Jubileu da Esperan\u00e7a um c\u00e2ntico novo!<\/p>\n<p>Uma vida sem Esperan\u00e7a condena-nos \u00e0 resigna\u00e7\u00e3o e ao desespero, quando o apelo que brota do Evangelho \u00e9 o des\u00edgnio que Deus tem para n\u00f3s: colaborarmos na Sua a\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos somos respons\u00e1veis pela elimina\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de opress\u00e3o ainda existentes, atrav\u00e9s da partilha e de rela\u00e7\u00f5es que assentem em valores como a fraternidade, a justi\u00e7a e a paz.&nbsp;<\/p>\n<p>Do reconhecimento de uma vida digna para todos depende a paz.<\/p>\n<p>\u00abPequenos gestos de filantropia n\u00e3o erradicam a mis\u00e9ria\u00bb, diz-nos o Papa; n\u00e3o que os condene, mas por neles n\u00e3o encontrar vigor, nem sede de justi\u00e7a. Transformemos a filantropia em amor e aten\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, com um sorriso, um abra\u00e7o, um gesto de ternura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queiramos ser anunciadores de uma Esperan\u00e7a audaz e n\u00e3o apenas de um otimismo politicamente correto. A Esperan\u00e7a \u00e9 ambi\u00e7\u00e3o de amor. \u00c9 ousadia. \u00c9, a bem dizer, o impulso vigoroso da Paz e da Justi\u00e7a. Ela \u00abnasce da experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia de Deus\u00bb, lembra-nos o Papa Francisco, citando a bula de proclama\u00e7\u00e3o do Jubileu de 2025 (<em>Spes non confundit<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta mensagem, o Papa Francisco apresenta ainda tr\u00eas propostas concretas que desafiam os decisores pol\u00edticos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Paz: o perd\u00e3o da d\u00edvida dos pa\u00edses mais pobres, que retoma o apelo de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II de h\u00e1 25 anos, por ocasi\u00e3o do grande Jubileu de 2000; o compromisso na erradica\u00e7\u00e3o da pena de morte; e que uma percentagem fixa da despesa com armamento seja reservada \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o da fome, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento sustent\u00e1vel. Tenhamos coragem de, em democracia, apoiar os nossos Governos, neste programa audacioso de paz universal.&nbsp;<\/p>\n<p>O futuro \u00e9 um dom que permite ultrapassar os erros do passado. Assim \u00e9 o Jubileu. Um tempo favor\u00e1vel a fazermos do grito do desespero um hino de Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Lisboa, 30 de dezembro de 2024<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n<h2><a href=\"https:\/\/www.humandevelopment.va\/pt\/news\/2024\/messaggio-del-papa-giornata-mondiale-della-pace-2025.html\" target=\"_self\">Mensagem do Papa e subs\u00eddios<\/a><\/h2>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Sejamos anunciadores de uma Esperan\u00e7a audaz Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz sobre a Mensagem para o 58.\u00ba Dia Mundial da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}