{"id":902,"date":"2025-07-22T12:06:28","date_gmt":"2025-07-22T12:06:28","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/as-estradas-nao-tem-de-ser-campos-de-batalha-texto-da-comissao-justica-e-paz-de-braga\/"},"modified":"2025-07-22T12:06:28","modified_gmt":"2025-07-22T12:06:28","slug":"as-estradas-nao-tem-de-ser-campos-de-batalha-texto-da-comissao-justica-e-paz-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/as-estradas-nao-tem-de-ser-campos-de-batalha-texto-da-comissao-justica-e-paz-de-braga\/","title":{"rendered":"As estradas n\u00e3o t\u00eam de ser campos de batalha- Texto da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de Braga"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-901\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco.webp\" width=\"350\" height=\"350\" alt=\"arqbraga-v2-branco\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco.webp 1600w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco-400x400.webp 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco-1024x1024.webp 1024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco-150x150.webp 150w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco-768x768.webp 768w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/arqbraga-v2-branco-1536x1536.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/p>\n<div class=\"adn ads\" data-message-id=\"#msg-f:1837986059142426437\" data-legacy-message-id=\"1981d6952d4def45\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"ii gt\">\n<div class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"ltr\">\n<h1><strong>As estradas n\u00e3o t\u00eam de ser campos de batalha<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">As not\u00edcias sobre acidentes de via\u00e7\u00e3o com v\u00edtimas mortais ocorridos nas estradas nacionais \u2013 e, particularmente, nas da nossa arquidiocese \u2013 t\u00eam sido&nbsp;excessivamente frequentes. A quantidade de mortos em consequ\u00eancia de acidentes de motas bastaria, por si s\u00f3, para impressionar. Conforme foi divulgado esta quinta-feira, dia 17, na \u00e1rea tutelada pela GNR registaram-se, desde Janeiro at\u00e9 15 de Julho, mais de quatro mil acidentes com motos, que causaram a morte de 67 pessoas e feriram gravemente 333, sendo jovens muitas das v\u00edtimas. A situa\u00e7\u00e3o, que a todos diz respeito, \u00e9 muito inquietante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um relat\u00f3rio da Autoridade Nacional de Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria [1] indica que, de Janeiro a Outubro de 2024, no continente e nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas, os acidentes de&nbsp;via\u00e7\u00e3o provocaram 405 v\u00edtimas mortais, 2.304 feridos graves e 37.081 feridos leves. O n\u00famero de v\u00edtimas mortais dentro das localidades foi superior ao apurado fora delas. No distrito de Braga, houve um aumento da sinistralidade grave nos primeiros dez meses do ano passado, tendo os acidentes rodovi\u00e1rios provocado mais mortos (+16,1%) e mais feridos graves (+9,6%) do que no per\u00edodo hom\u00f3logo do ano anterior.<\/p>\n<p>Em meados de Julho deste ano, as consequ\u00eancias mais graves da sinistralidade rodovi\u00e1ria no distrito de Braga traduziam-se j\u00e1 em 19 mortos e 89 feridos graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante este drama que quotidianamente ocorre nas estradas portuguesas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desviar o olhar, considerando que esta trag\u00e9dia \u00e9 um fruto do azar. N\u00e3o \u00e9 o destino que dita a maioria ou, pelo menos, uma grande parte dos acidentes. Eles s\u00e3o, de facto, muitas vezes evit\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA den\u00fancia de situa\u00e7\u00f5es perigosas, como as que s\u00e3o causadas pelo tr\u00e2nsito, faz parte da miss\u00e3o da Igreja, ou seja, \u00e9 realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o prof\u00e9tica\u201d, dizia h\u00e1 um bom par de anos o Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes [2]. Olhando para o preocupante n\u00famero de acidentes, o organismo que mais tarde integraria o Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral afirmava ser \u201cnecess\u00e1rio fazer a den\u00fancia da periculosidade de certas competi\u00e7\u00f5es automobil\u00edsticas e das corridas ilegais pelas estradas, que constituem um grave risco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num documento dirigido a todos os que andam na estrada (na altura, as trotinetas n\u00e3o existiam, n\u00e3o representando o acrescido perigo com que hoje nos confrontamos), observava-se algo bastante comum: mesmo sendo bastante usual indicar, como causa de um acidente, as condi\u00e7\u00f5es de pavimenta\u00e7\u00e3o da estrada, um problema mec\u00e2nico ou alguma adversidade meteorol\u00f3gica, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio sublinhar que uma grand\u00edssima parte dos acidentes automobil\u00edsticos s\u00e3o determinados por leviandades graves e gratuitas \u2013 quando n\u00e3o se trata mesmo de estupidez e arrog\u00e2ncia no comportamento do motorista ou do pe\u00e3o \u2013 e portanto do factor humano\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As not\u00edcias sobre acidentes de via\u00e7\u00e3o com v\u00edtimas mortais ocorridos nas estradas nacionais \u2013 e, particularmente, nas da nossa arquidiocese \u2013 t\u00eam sido&nbsp;excessivamente frequentes. A quantidade de mortos em consequ\u00eancia de acidentes de motas bastaria, por si s\u00f3, para impressionar. Conforme foi divulgado esta quinta-feira, dia 17, na \u00e1rea tutelada pela GNR registaram-se, desde Janeiro at\u00e9 15 de Julho, mais de quatro mil acidentes com motos, que causaram a morte de 67 pessoas e feriram gravemente 333, sendo jovens muitas das v\u00edtimas. A situa\u00e7\u00e3o, que a todos diz respeito, \u00e9 muito inquietante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um relat\u00f3rio da Autoridade Nacional de Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria [1] indica que, de Janeiro a Outubro de 2024, no continente e nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas, os acidentes de&nbsp;via\u00e7\u00e3o provocaram 405 v\u00edtimas mortais, 2.304 feridos graves e 37.081 feridos leves. O n\u00famero de v\u00edtimas mortais dentro das localidades foi superior ao apurado fora delas. No distrito de Braga, houve um aumento da sinistralidade grave nos primeiros dez meses do ano passado, tendo os acidentes rodovi\u00e1rios provocado mais mortos (+16,1%) e mais feridos graves (+9,6%) do que no per\u00edodo hom\u00f3logo do ano anterior.<\/p>\n<p>Em meados de Julho deste ano, as consequ\u00eancias mais graves da sinistralidade rodovi\u00e1ria no distrito de Braga traduziam-se j\u00e1 em 19 mortos e 89 feridos graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante este drama que quotidianamente ocorre nas estradas portuguesas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desviar o olhar, considerando que esta trag\u00e9dia \u00e9 um fruto do azar. N\u00e3o \u00e9 o destino que dita a maioria ou, pelo menos, uma grande parte dos acidentes. Eles s\u00e3o, de facto, muitas vezes evit\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA den\u00fancia de situa\u00e7\u00f5es perigosas, como as que s\u00e3o causadas pelo tr\u00e2nsito, faz parte da miss\u00e3o da Igreja, ou seja, \u00e9 realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o prof\u00e9tica\u201d, dizia h\u00e1 um bom par de anos o Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes [2]. Olhando para o preocupante n\u00famero de acidentes, o organismo que mais tarde integraria o Dicast\u00e9rio para o Servi\u00e7o do Desenvolvimento Humano Integral afirmava ser \u201cnecess\u00e1rio fazer a den\u00fancia da periculosidade de certas competi\u00e7\u00f5es automobil\u00edsticas e das corridas ilegais pelas estradas, que constituem um grave risco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num documento dirigido a todos os que andam na estrada (na altura, as trotinetas n\u00e3o existiam, n\u00e3o representando o acrescido perigo com que hoje nos confrontamos), observava-se algo bastante comum: mesmo sendo bastante usual indicar, como causa de um acidente, as condi\u00e7\u00f5es de pavimenta\u00e7\u00e3o da estrada, um problema mec\u00e2nico ou alguma adversidade meteorol\u00f3gica, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio sublinhar que uma grand\u00edssima parte dos acidentes automobil\u00edsticos s\u00e3o determinados por leviandades graves e gratuitas \u2013 quando n\u00e3o se trata mesmo de estupidez e arrog\u00e2ncia no comportamento do motorista ou do pe\u00e3o \u2013 e portanto do factor humano\u201d.<\/p>\n<p><strong>Um \u201cdec\u00e1logo\u201d do motorista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa constata\u00e7\u00e3o nascia um \u201c\u2018dec\u00e1logo\u2019 do motorista\u201d, uma proposta adequada para pacificar as estradas. Ainda que reconhecendo que poderia ser formulado de modo distinto (e eventualmente actualiz\u00e1vel), o \u201cdec\u00e1logo\u201d fornece dez regras que a todos se deveriam impor:<\/p>\n<p>1. N\u00e3o matar\u00e1s.<\/p>\n<p>2. A estrada ser\u00e1 para ti instrumento de comunh\u00e3o no meio das pessoas e n\u00e3o de dano mortal.<\/p>\n<p>3. Cortesia, rectid\u00e3o e prud\u00eancia ajudar-te-\u00e3o a superar os imprevistos.<\/p>\n<p>4. Ser\u00e1s caritativo e ajudar\u00e1s o pr\u00f3ximo na necessidade, especialmente se for v\u00edtima de um acidente.<\/p>\n<p>5. O autom\u00f3vel n\u00e3o ser\u00e1 para ti express\u00e3o de poder, de dom\u00ednio e ocasi\u00e3o de pecado.<\/p>\n<p>6. Convencer\u00e1s com caridade os jovens, e n\u00e3o s\u00f3, a n\u00e3o se porem ao volante quando n\u00e3o estiverem em condi\u00e7\u00e3o de o fazer.<\/p>\n<p>7. Apoiar\u00e1s as fam\u00edlias das v\u00edtimas de acidentes.<\/p>\n<p>8. Far\u00e1s com que a v\u00edtima e o automobilista agressor se encontrem num momento oportuno, a fim de que possam viver a experi\u00eancia libertadora do perd\u00e3o.<\/p>\n<p>9. Na estrada, tutelar\u00e1s a parte mais fr\u00e1gil.<\/p>\n<p>10. Sentir-te-\u00e1s respons\u00e1vel pelos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento do referido Conselho Pontif\u00edcio nota que, \u201csem d\u00favida, nem o automobilista, nem o motociclista ou o pe\u00e3o imprudentes desejam as consequ\u00eancias fatais de um acidente por eles provocado, e nem sequer t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de causar preju\u00edzo \u00e0 vida ou aos bens dos outros\u201d. O certo \u00e9 que quando se circula imprudentemente coloca-se em perigo vidas e bens, \u201co que pressup\u00f5e uma viola\u00e7\u00e3o da lei moral, por causa da \u00edndole volunt\u00e1ria do acto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O utente da estrada, automobilista, ciclista ou pe\u00e3o \u2013 e \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar o condutor de trotinetas \u2013, tem a \u201cresponsabilidade moral\u201d de respeitar o mandamento que imp\u00f5e: \u201cN\u00e3o mates\u201d. \u201cOs pecados mais graves contra a vida humana, contra o quinto mandamento, s\u00e3o o suic\u00eddio e o homic\u00eddio, mas este mandamento exige tamb\u00e9m o respeito pela pr\u00f3pria integridade f\u00edsica e ps\u00edquica e pela dos outros\u201d. As distrac\u00e7\u00f5es e as neglig\u00eancias imprudentes, \u201ccuja gravidade moral se mede segundo o seu grau de previsibilidade e, de qualquer modo, de intencionalidade\u201d, n\u00e3o respeitam esse mandamento. \u00c9 que, \u201cal\u00e9m da proibi\u00e7\u00e3o de matar, ferir ou mutilar directamente, o mandamento do Senhor pro\u00edbe todo o acto que possa provocar indirectamente tais danos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA lei moral pro\u00edbe que se exponha algu\u00e9m a um s\u00e9rio risco, sem grave motivo, como tamb\u00e9m que se rejeite a assist\u00eancia a uma pessoa em perigo\u201d, refere o texto dirigido aos utentes da estrada, acrescentando que os que, violando \u201ca virtude da temperan\u00e7a\u201d, abusando, por exemplo, do \u00e1lcool (ou de drogas), \u201cem estado de embriaguez ou por um exagerado gosto pela velocidade, p\u00f5em em perigo a incolumidade de outrem e a pr\u00f3pria nas estradas [\u2026] e tornam-se gravemente culp\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes recorda que,&nbsp;j\u00e1 em 1956, o Papa Pio XII exortava os automobilistas, particularmente os menos pacientes: \u201cV\u00f3s n\u00e3o vos esque\u00e7ais de respeitar os utentes da estrada, de observar a cortesia e a lealdade para com os outros condutores e pe\u00f5es, e de lhes mostrar o vosso car\u00e1cter abnegado. Demonstrai o vosso orgulho, sabendo dominar uma impaci\u00eancia muitas vezes bastante natural, sacrificando por vezes um pouco do vosso sentido de honra para fazer triunfar a gentileza, que \u00e9 um sinal de verdadeira caridade. Assim, n\u00e3o somente podeis evitar acidentes desagrad\u00e1veis, mas contribuireis para fazer do autom\u00f3vel um instrumento ainda mais \u00fatil para v\u00f3s mesmos e para os outros, e capaz de vos suscitar um prazer de melhor qualidade\u201d.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja com o que se passa nas estradas n\u00e3o \u00e9 nova, ainda que a gravidade da situa\u00e7\u00e3o imponha que seja muito mais aud\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>As estradas como lugares de virtude<\/strong><\/p>\n<p>Embora isso possa hoje parecer estranho, as estradas podem ser lugares para o exerc\u00edcio de diversas virtudes, como faz notar o Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A virtude da caridade exercita-se em rela\u00e7\u00e3o a todos aqueles com quem partilhamos as estradas, \u201ccuja vida n\u00e3o se pode p\u00f4r em risco com manobras erradas e imprudentes, que podem causar dano tanto aos passageiros como aos pe\u00f5es\u201d. O bom condutor \u00e9 aquele que \u201cdeixa passar amavelmente o pe\u00e3o, n\u00e3o se sente ofendido se outro o ultrapassa, n\u00e3o impede aquele que quer circular mais rapidamente, n\u00e3o se vinga\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prud\u00eancia \u00e9 uma das virtudes \u201cmais necess\u00e1rias e importantes, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 circula\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria\u201d. \u00c9 ela que \u201cexige uma adequada margem de precau\u00e7\u00f5es com que enfrentar os imprevistos que se podem apresentar em qualquer ocasi\u00e3o\u201d. A prud\u00eancia impede, por exemplo, que se use o telem\u00f3vel enquanto se conduz. A prud\u00eancia imp\u00f5e que os utentes da estrada n\u00e3o circulem a uma velocidade excessiva; que calculem devidamente o tempo e o espa\u00e7o necess\u00e1rios em caso de se impor uma travagem; que n\u00e3o sobreestimem a respectiva habilidade e prontid\u00e3o; e que prestem continuamente aten\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m os companheiros de viagem t\u00eam responsabilidades pr\u00f3prias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra virtude a cultivar \u00e9 a da justi\u00e7a.&nbsp;Respeitando-a, o utente da estrada dever\u00e1 reparar um eventual preju\u00edzo que cause a outrem. \u201cSe, conscientemente, for respons\u00e1vel, deve preocupar-se a fim de que a v\u00edtima, ou os seus parentes pr\u00f3ximos, sejam adequadamente indemnizados\u201d. E \u201cse o preju\u00edzo se produzir de maneira completamente independente da sua vontade, ser\u00e1 de igual modo obrigado, em consci\u00eancia, a indemnizar a v\u00edtima segundo o que prescreve a lei e, em caso de contesta\u00e7\u00e3o e processo, dever\u00e1 respeitar a senten\u00e7a\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a \u00e9, finalmente, uma virtude que deve distinguir o condutor e o viajante. A esperan\u00e7a de chegar em seguran\u00e7a ao destino. \u201cPara os crentes, a raz\u00e3o desta esperan\u00e7a, mesmo tendo em considera\u00e7\u00e3o os problemas e os perigos da estrada, est\u00e1 na certeza de que, na viagem rumo a uma meta, Deus&nbsp;caminha com o homem e preserva-o dos perigos. Em virtude desta companhia de Deus e gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o do homem, ele chegar\u00e1 ao destino\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco acrescentou \u00e0s quest\u00f5es decisivas da preven\u00e7\u00e3o da sinistralidade rodovi\u00e1ria um tema hoje incontorn\u00e1vel [3]. Associado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o para uma cultura de seguran\u00e7a nas estradas, est\u00e1 o respeito pelo meio ambiente suscept\u00edvel de tornar \u201ca mobilidade verdadeiramente sustent\u00e1vel e acess\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao receber, em Janeiro deste ano, os representantes do Autom\u00f3vel Clube da It\u00e1lia, Francisco incentivou a promo\u00e7\u00e3o de mais ac\u00e7\u00f5es de consciencializa\u00e7\u00e3o, designadamente nas escolas, para que se cumpra o objectivo de haver \u201czero v\u00edtimas nas estradas\u201d. Mas, al\u00e9m desse programa educativo, que \u201c\u00e9 um dever\u201d, pediu respeito pelo meio ambiente. \u00c9 que, perante o n\u00famero dos ve\u00edculos, o consumo de energia n\u00e3o renov\u00e1vel e o custo do combust\u00edvel, a polui\u00e7\u00e3o e o tr\u00e1fego com impacto ineg\u00e1vel, \u00e9 \u201ca qualidade de vida que est\u00e1 em jogo!\u201d<br \/>Precisamos de estradas seguras, sem v\u00edtimas. A Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga exorta a que cada um cumpra a sua parte para que as estradas n\u00e3o sejam campos de batalha.<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz da Arquidiocese de Braga<\/p>\n<p>Julho de 2025<\/p>\n<p>[1] Autoridade Nacional de Seguran\u00e7a Rodovi\u00e1ria \u2013 \u201cRelat\u00f3rio Outubro 2024\u201d, 9 de Abril de 2025. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ansr.pt\/Estatisticas\/RelatoriosDeSinistralidade\/Documents\/2024\/relatorio_de_sinistralidade_24h_e_fiscalizacao_rodoviaria_outubro_2024_vf.pdf\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.ansr.pt\/Estatisticas\/RelatoriosDeSinistralidade\/Documents\/2024\/relatorio_de_sinistralidade_24h_e_fiscalizacao_rodoviaria_outubro_2024_vf.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1753269770882000&amp;usg=AOvVaw2tMAi5C6S5oyAT-2KNaQ4V\">www.ansr.pt\/Estatisticas\/RelatoriosDeSinistralidade\/Documents\/2024\/relatorio_de_sinistralidade_24h_e_fiscalizacao_rodoviaria_outubro_2024_vf.pdf<\/a><\/p>\n<p>[2] Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes \u2013 \u201cPastoral para os utentes da estrada\u201d. Agosto de 2007. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/roman_\">https:\/\/www.vatican.va\/roman_<\/a>curia\/pontifical_councils\/migrants\/pom2007_104-suppl\/rc_pc_migrants_pom104-suppl_orientamenti-po.html<\/p>\n<p>[3] Andressa Collet \u2013 \u201cFrancisco: educar para a seguran\u00e7a nas estradas e por uma mobilidade sustent\u00e1vel\u201d. Vatican News, 23 de Janeiro de 2025. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/<\/a>papa\/news\/2025-01\/papa-francisco-audiencia-automovel-clube-italia-2025.html<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"yj6qo\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"adL\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"WhmR8e\" data-hash=\"0\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ajx\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"gA gt acV\">\n<div class=\"gB xu\">\n<div class=\"mVCoBd\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"ip iq\">\n<div class=\"bJvOmf\">\n<table class=\"cf wS\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"amq\"><img decoding=\"async\" class=\"ajn bofPge\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/a\/ACg8ocJafgMGZ_eze6zEPsSMmlw5I4V3vcoOAGnYygWAyMVzVoMx9Hja=s40-p\" alt=\"\" name=\":o7\" data-hovercard-id=\"comissaonjp@gmail.com\" \/><\/td>\n<td class=\"amr\">\n<div class=\"nr wR\">\n<div class=\"amn\">\n<div class=\"wrsVRe\" data-position=\"dynamic\"><button class=\"jWOS7-JX-I jWOS7-JX-I-ql-ay5-ays LS5phe s4xHRb\" disabled=\"disabled\" data-idom-class=\"LS5phe s4xHRb\" data-use-native-focus-logic=\"true\" data-tooltip-enabled=\"true\" data-tooltip-id=\"tt-c365\" data-tooltip-classes=\"JAAUkb\"><\/button><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; 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