{"id":910,"date":"2025-09-29T14:25:50","date_gmt":"2025-09-29T14:25:50","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/sempre-que-nos-abrimos-prosperamos-sempre-que-nos-fechamos-regredimos-nota-da-cnjp\/"},"modified":"2025-09-29T14:25:50","modified_gmt":"2025-09-29T14:25:50","slug":"sempre-que-nos-abrimos-prosperamos-sempre-que-nos-fechamos-regredimos-nota-da-cnjp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/sempre-que-nos-abrimos-prosperamos-sempre-que-nos-fechamos-regredimos-nota-da-cnjp\/","title":{"rendered":"Sempre que nos abrimos, prosper\u00e1mos, sempre que nos fech\u00e1mos, regredimos &#8211; Nota da CNJP"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-909\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Pomba-CNJP.webp\" alt=\"Pomba CNJP\" width=\"209\" height=\"261\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1 align=\"center\"><strong>Sempre que nos abrimos, prosper\u00e1mos, sempre que nos fech\u00e1mos, regredimos<\/strong><\/h1>\n<h2 align=\"center\"><em>Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/em><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 intensamente ruidoso o tempo em que se vive. Informa\u00e7\u00f5es que se cruzam, not\u00edcias que n\u00e3o s\u00e3o not\u00edcias, factos que s\u00e3o meras perce\u00e7\u00f5es sem fundamento, numa sociedade assolada por conflitos terr\u00edveis, que se adensam sem fim \u00e0 vista. A opini\u00e3o p\u00fablica est\u00e1 fragmentada, nada \u00e9 mobilizador. O excesso do que se v\u00ea, se ouve e se vive, aumenta o medo, divide as comunidades, potencia a indiferen\u00e7a, torna poss\u00edvel normalizar a viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios fundadores da nossa constru\u00e7\u00e3o humana. O ch\u00e3o comum da constru\u00e7\u00e3o coletiva abre fissuras, sem crit\u00e9rios de justi\u00e7a, sem a qual n\u00e3o h\u00e1 paz, que amea\u00e7am severamente o futuro de todos.<\/p>\n<p>E tudo isto j\u00e1 aconteceu. \u00c9 preciso n\u00e3o esquecer. Foi assim com conflitos e persegui\u00e7\u00f5es no passado, est\u00e1 a ser assim no presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal n\u00e3o est\u00e1 imune a esta corrente avassaladora. A hostilidade crescente relativa ao diferente, a amplifica\u00e7\u00e3o do medo do estrangeiro, a fabricada amea\u00e7a do que nos \u00e9\/pode ser tirado, s\u00e3o tra\u00e7os marcantes da nossa sociedade. Adormecida numa indiferen\u00e7a que tudo vai normalizando, que se vai fechando, excluindo progressivamente o que n\u00e3o cabe na pretensa norma cada vez mais estrita, injusta e desumana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabemos que sem normas, regula\u00e7\u00f5es, nenhuma sociedade sobrevive. Mas normas justas, que cuidem da seguran\u00e7a e que preservem os direitos humanos de todos, igualmente. Cuidar da seguran\u00e7a, muito mais do que verificar se os requisitos de entrada est\u00e3o satisfeitos, \u00e9 garantir que as condi\u00e7\u00f5es de acolhimento e integra\u00e7\u00e3o se verificam. N\u00e3o pode haver direitos de acesso \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade ou trabalho, diferentes consoante a origem ou a cor. N\u00e3o pode haver direito \u00e0 fam\u00edlia, diferente.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso n\u00e3o esquecer que todos somos iguais, na nossa inviol\u00e1vel dignidade humana, na nossa esplendida e fecunda diversidade.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso n\u00e3o esquecer que todos somos, fomos ou seremos imigrantes. Porque nos foi, \u00e9 ou ser\u00e1 reconhecido o direito fundamental a procurar uma vida melhor.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os que nos procuram, querem uma vida melhor, e contribuem para que a vida de toda a comunidade seja melhor, mais pr\u00f3spera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justeza de crit\u00e9rios claros que estabele\u00e7am regras, razo\u00e1veis, que protejam os que est\u00e3o e os que entram, n\u00e3o pode nunca ser confundida com a atribui\u00e7\u00e3o de direitos desiguais. Somos todos iguais, os que estavam e os que chegam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, em Portugal, h\u00e1 institui\u00e7\u00f5es que garantem estes princ\u00edpios fundamentais, e a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade pelo Tribunal Constitucional e o veto do Presidente da Rep\u00fablica, da Lei de Estrangeiros, s\u00e3o a express\u00e3o deste facto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, \u00e9 preciso estar alerta. A repeti\u00e7\u00e3o constante de amea\u00e7as para as quais n\u00e3o h\u00e1 fundamento, a identifica\u00e7\u00e3o fict\u00edcia de grupos respons\u00e1veis por essas inexistentes amea\u00e7as, dividem, confundem, atordoam, normalizam, fazem o caminho para uma sociedade excludente, injusta. Todos somos coniventes pela indiferen\u00e7a, com o sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso estar alerta, n\u00e3o desistir, nem esquecer. Somos todos iguais, em dignidade, na nossa esplendida diversidade. Todos fazemos parte, todos somos necess\u00e1rios nesta constru\u00e7\u00e3o comum, todos carecemos da mesma prote\u00e7\u00e3o, todos partilhamos da mesma responsabilidade coletiva.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso n\u00e3o esquecer a imensa li\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria: sempre que nos abrimos, prosper\u00e1mos, sempre que nos fech\u00e1mos, regredimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lisboa, 29 de setembro de 2025<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Sempre que nos abrimos, prosper\u00e1mos, sempre que nos fech\u00e1mos, regredimos Nota da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz \u00c9 intensamente ruidoso o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-910","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-notas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/910\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}