{"id":915,"date":"2025-10-21T15:12:28","date_gmt":"2025-10-21T15:12:28","guid":{"rendered":"https:\/\/site.manuelpedreiro.net\/um-novo-muro-de-berlim\/"},"modified":"2025-10-21T15:12:28","modified_gmt":"2025-10-21T15:12:28","slug":"um-novo-muro-de-berlim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/um-novo-muro-de-berlim\/","title":{"rendered":"UM NOVO MURO DE BERLIM?"},"content":{"rendered":"<h1 align=\"center\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 14.3px;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-914\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Um-Novo-Muro.webp\" width=\"550\" height=\"413\" alt=\"Um Novo Muro\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Um-Novo-Muro.webp 960w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Um-Novo-Muro-400x300.webp 400w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Um-Novo-Muro-768x576.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/span><\/h1>\n<h1 align=\"center\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 14.3px;\">UM NOVO MURO DE BERLIM? *<\/span><span style=\"color: #000000; font-size: 11px; text-align: left;\">&nbsp;<\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei particularmente impressionado com uma declara\u00e7\u00e3o recente do primeiro-ministro polaco que considera nunca termos estado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. t\u00e3o pr\u00f3ximos como hoje da situa\u00e7\u00e3o que se vivia antes do eclodir dessa guerra. As not\u00edcias de sucessivas viola\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o a\u00e9reo dos pa\u00edses que fazem fronteira com a R\u00fassia e a sua aliada Bielor\u00fassia parecem confirmar esses receios. Tamb\u00e9m me pareceu claramente estar num pa\u00eds que se prepara para a guerra ao participar nas recentes assembleia e jornadas de estudos das comiss\u00f5es Justi\u00e7a e Paz europeias que decorreram na Litu\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema dessas jornadas de estudo era o da \u201cEsperan\u00e7a de Paz para a Europa\u201d. Paradoxalmente, o tom geral das comunica\u00e7\u00f5es dos oradores locais, especialistas em pol\u00edticas de defesa e estudos de guerra, que refletiam o pensamento predominante de pol\u00edticos e de cidad\u00e3os lituanos, era o de que a \u00fanica forma de garantir uma paz duradoura \u00e9 a de manter o equil\u00edbrio dos poderes militares em confronto, para que qualquer desequil\u00edbrio n\u00e3o seja aproveitado pelo mais forte. Diziam-nos que nas escolas da Litu\u00e2nia aos jovens \u00e9 hoje sublinhado com particular \u00eanfase o dever de defender a sua P\u00e1tria tamb\u00e9m militarmente. Quase parecia a repeti\u00e7\u00e3o do velho ad\u00e1gio \u201c<em>Se vis pacem para bellum<\/em>\u201d (\u201c<em>Se queres a paz, prepara a guerra\u201d<\/em>), quando preferir\u00edamos ouvir: \u201c<em>Se queres a paz, prepara a paz\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Certamente que para compreendermos este clima predominante na Litu\u00e2nia temos de considerar o contexto do passado e do presente desse pa\u00eds.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei particularmente impressionado com uma declara\u00e7\u00e3o recente do primeiro-ministro polaco que considera nunca termos estado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. t\u00e3o pr\u00f3ximos como hoje da situa\u00e7\u00e3o que se vivia antes do eclodir dessa guerra. As not\u00edcias de sucessivas viola\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o a\u00e9reo dos pa\u00edses que fazem fronteira com a R\u00fassia e a sua aliada Bielor\u00fassia parecem confirmar esses receios. Tamb\u00e9m me pareceu claramente estar num pa\u00eds que se prepara para a guerra ao participar nas recentes assembleia e jornadas de estudos das comiss\u00f5es Justi\u00e7a e Paz europeias que decorreram na Litu\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema dessas jornadas de estudo era o da \u201cEsperan\u00e7a de Paz para a Europa\u201d. Paradoxalmente, o tom geral das comunica\u00e7\u00f5es dos oradores locais, especialistas em pol\u00edticas de defesa e estudos de guerra, que refletiam o pensamento predominante de pol\u00edticos e de cidad\u00e3os lituanos, era o de que a \u00fanica forma de garantir uma paz duradoura \u00e9 a de manter o equil\u00edbrio dos poderes militares em confronto, para que qualquer desequil\u00edbrio n\u00e3o seja aproveitado pelo mais forte. Diziam-nos que nas escolas da Litu\u00e2nia aos jovens \u00e9 hoje sublinhado com particular \u00eanfase o dever de defender a sua P\u00e1tria tamb\u00e9m militarmente. Quase parecia a repeti\u00e7\u00e3o do velho ad\u00e1gio \u201c<em>Se vis pacem para bellum<\/em>\u201d (\u201c<em>Se queres a paz, prepara a guerra\u201d<\/em>), quando preferir\u00edamos ouvir: \u201c<em>Se queres a paz, prepara a paz\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Certamente que para compreendermos este clima predominante na Litu\u00e2nia temos de considerar o contexto do passado e do presente desse pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 ainda viva em muitos lituanos a mem\u00f3ria do regime comunista sovi\u00e9tico que perseguiu opositores (deportados para a Sib\u00e9ria ou internados em hospitais psiqui\u00e1tricos) e sobretudo a Igreja Cat\u00f3lica (igrejas transformadas em est\u00e1bulos ou armaz\u00e9ns e uma das maiores da capital, Vilnius, transformada em museu do ate\u00edsmo). Uma gera\u00e7\u00e3o ainda viva conheceu essa experi\u00eancia. A ela acresce a mem\u00f3ria hist\u00f3rica do imp\u00e9rio czarista russo, tamb\u00e9m ele inimigo da cultura lituana, estreitamente ligada ao catolicismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A experi\u00eancia mais recente \u00e9 a da invas\u00e3o e da guerra na Ucr\u00e2nia. Ao contr\u00e1rio do que sucede noutros pa\u00edses europeus, a bandeira ucraniana continua omnipresente (at\u00e9 no Parlamento em cada lugar de deputado est\u00e1 presente ao lado da bandeira lituana). O medo \u00e9, precisamente, o de que \u00e0 Litu\u00e2nia suceda o que sucedeu \u00e0 Ucr\u00e2nia, na execu\u00e7\u00e3o de um plano de reconstitui\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio sovi\u00e9tico a que aspirar\u00e1 Vladimir Putin. &nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do programa do encontro constava uma visita \u00e0 fronteira entre a Litu\u00e2nia e a Bielor\u00fassia. A muitos de n\u00f3s, que nos habitu\u00e1mos a rejubilar com o derrube de muros e fronteiras, tamb\u00e9m surpreendeu a valoriza\u00e7\u00e3o desta fronteira. Quem viaje hoje na Europa j\u00e1 quase nem repara nas fonteiras que atravessa. Aqui, n\u00e3o. Trata-se de uma fronteira com altas veda\u00e7\u00f5es e arame farpado. Mas ela foi-nos apresentada como a \u201cfonteira da civiliza\u00e7\u00e3o europeia e da democracia\u201d (na verdade, s\u00e3o muitos os opositores ao governo da Bielor\u00fassia acolhidos como refugiados na Litu\u00e2nia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visit\u00e1mos a escola dos guardas fronteiri\u00e7os e um comovente memorial de sete deles assassinados aquando da proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia da Litu\u00e2nia por quem a ela se opunha, com liga\u00e7\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Esta fronteira foi-nos tamb\u00e9m apresentada como importante instrumento da independ\u00eancia do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreendendo tamb\u00e9m todo o contexto que se vive nesse pa\u00eds (muito semelhante ao que se vive na Ucr\u00e2nia, como desde h\u00e1 muito verificamos ao falar com os colegas ucranianos presentes nestes encontros), bem diferente do que se vive neste outro extremo da Europa, onde n\u00e3o nos imaginamos invadidos por algum ex\u00e9rcito russo, esta fronteira fez-me lembrar o muro de Berlim e a vontade de a derrubar da mesma forma que foi derrubado o muro de Berlim. E explico porqu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A um dos oradores deste encontro, que nos transmitia a perspetiva da inevitabilidade da guerra que predomina hoje na Litu\u00e2nia, recordei (como j\u00e1 tenho feito noutras ocasi\u00f5es) as palavras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II na sua enc\u00edclica <em>Centesimus Annus<\/em>, a prop\u00f3sito da queda dos regimes comunistas na Europa (ele que tamb\u00e9m viveu os seus malef\u00edcios diretamente).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00abParecia que a configura\u00e7\u00e3o europeia, sa\u00edda da segunda guerra mundial e consagrada no&nbsp;Tratado de Ialta,&nbsp;s\u00f3 poderia ser abalada por outra guerra. Pelo contr\u00e1rio, foi superada pelo empenho n\u00e3o violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da for\u00e7a, e ao mesmo tempo souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade. Isto desarmou o advers\u00e1rio, porque a viol\u00eancia sempre tem necessidade de se legitimar com a mentira, ou seja, de assumir, mesmo se falsamente, o aspeto da defesa de um direito ou de resposta a uma amea\u00e7a de outrem&nbsp; Agrade\u00e7o a Deus ainda por ter sustentado o cora\u00e7\u00e3o dos homens durante o tempo da dif\u00edcil prova, e pedimos-Lhe que um tal exemplo possa valer em outros lugares e circunst\u00e2ncias. Que os homens aprendam a lutar pela justi\u00e7a sem viol\u00eancia, renunciando tanto \u00e0 luta de classes nas controv\u00e9rsias internas, como \u00e0 guerra nas internacionais.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este exemplo serve para demostrar como h\u00e1 alternativas \u00e0 guerra para derrubar a injusti\u00e7a e a opress\u00e3o.&nbsp; Alternativas que n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis, exigem coragem, e, sobretudo, coer\u00eancia no plano \u00e9tico (\u00ab<em>dar testemunho da verdade<\/em>\u201d). Uma coer\u00eancia que se pede a cada um dos cidad\u00e3os e \u00e0 sociedade civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente a paz que se viveu na Europa despois da Segunda Guerra Mundial n\u00e3o era uma paz perfeita, porque n\u00e3o era fruto da justi\u00e7a. Os pa\u00edses do Leste da Europa sujeitos a regimes comunistas n\u00e3o conheciam a liberdade. Mas n\u00e3o se pensou, ent\u00e3o, em desencadear outra guerra para alcan\u00e7ar essa justi\u00e7a e essa liberdade, pilares da verdadeira paz. Seria desastrosa outra guerra.; a ela era prefer\u00edvel uma paz imperfeita. E a paz perfeita, assente na justi\u00e7a e na liberdade veio a ser alcan\u00e7adas por meios pac\u00edficos.<\/p>\n<p>Este, como outros exemplos, podem fazer-nos acreditar que os atuais regimes da R\u00fassia e da Bielor\u00fassia tamb\u00e9m poder\u00e3o ter um fim, sendo substitu\u00eddos por outros, democr\u00e1ticos e respeitadores do direito internacional. Poder\u00e1 parecer um objetivo ut\u00f3pico ou long\u00ednquo. Mas tamb\u00e9m durante muitos anos pareceu ut\u00f3pico e long\u00ednquo o fim dos regimes comunistas na Europa de Leste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 deste modo que podemos aspirar a que venha tamb\u00e9m a cair este novo \u201cmuro de Berlim\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pedro Vaz Patto<\/p>\n<p>* originalmente publicado no jornal digital &#8220;Sete Margens&#8221;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UM NOVO MURO DE BERLIM? *&nbsp; Fiquei particularmente impressionado com uma declara\u00e7\u00e3o recente do primeiro-ministro polaco que considera nunca termos estado, desde o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":914,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-915","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes-dos-membros-da-cnjp"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cnjp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}