Colaborar para melhor servir

Junto dos Irmãos Sem mútua colaboração, não pode haver partilha de serviço em favor dos que mais precisam. Ninguém pode ser uma ilha nem para o bem nem para o mal. Na unidade está a força. É a história dos vimes! Sempre ela!…

Este preâmbulo vem a propósito de instituições de solidariedade social civicas.

Neste fim-de-semana estivemos na tomada de posse de novos Corpos Sociais da Miserícórdia de Aveiro. E a nota tónica que imperou, quer vinda do provedor cessante, quer do empossado ou até do Bispo de Aveiro, foi a necessidade de haver uma colaboração de todos para todos. Ninguém pode fazer tudo, porque, se assim o fizer, está a matar-se e a marginalizar quem, porventura, quereria fazer, colaborar. E partilha-se colaborando nestas dimensões.

Um texto que recebemos da tomada de posse da Misericórdia de Anadia vai, também, nessa linha.

Diz o Boletim da Instituição, através do seu provedor: “… Estamos certos que todos estavam imbuídos do mesmo espírito de vontade e determinação quando se disponibilizaram para aceitarem os respectivos cargos, oferecendo um pouco do seu tempo livre à dedicação da solidariedade para com os mais desfavorecidos”. E acrescenta-se: “São tempos difíceis os que se avizinham, mas a Santa Casa da Misericórdia de Anadia tudo fará para que o seu bom nome perdure por muitos e bons anos.”

E não se ficam na contemplação de louros, porventura adquiridos ou conquista-dos, garantindo que vão continuar a obra deixada, com outras iniciativas. Naturalmente que os Orgãos Sociais têm alguns projectos para os próximos três anos. Deles daremos conta, mas conta-mos, dizem, com a colaboração dos nossos Irmãos nas Assembleias Gerais ou noutros locais de trabalho, dando um melhor apoio e condições de serviço a quem diariamente serve a Obra.

Ora aqui está, também, uma das maneiras de fazer caridade, de haver cooperação. Dar hoje condições de trabalho é um dever.

É Quaresma, é tempo de partilha em todos os quadrantes.