Com as eleições presidenciais, Portugal vai entrar num ciclo de estabilidade política como já não acontece há muitos anos. Se tudo correr bem, só voltaremos a ter eleições em 2009.
Judite de Sousa
Jornal de Notícias, 21-01-06
Cinco desafios para o próximo presidente:
Lutar contra a desesperança; Garantir a transparência política; Avançar com a reforma do Estado; Apostar na competitividade; Planear um desenvolvimento sustentável.
Pública, 22-01-06
O escândalo do nosso atraso costuma ser remediado por esta frase repugnante: estamos melhor do que há trinta anos. A fórmula (…) configura uma capitulação cívica sem paralelo na história de Portugal.
Baptista-Bastos
Jornal de Negócios, 20-01-06
Precisamos de uma cultura política que liberte as energias civis dos portugueses. E precisamos de uma cultura política que garanta a essas energias o legítimo usufruto dos resultados alcançados.
João Carlos Espada
Actual, 20-01-06
Começa quase a ter-se vergonha de se dizer que se é português. São tempos de grande crise e não só de crise económica.
Júlio Isidro
24 horas, 21-01-05
Temos vergonha de admitir que há fome em Portugal. (…) Os portugueses não são solidários; e quando são é por interesse. As instituições são usadas para promoção pessoal mais do que ao serviço dos outros.
Agostinho Jardim Moreira [padre, presidente da Rede Europeia Antipobreza/Portugal]
Notícias Magazine, 22-01-06
Foram os ateus que frequen-temente obrigaram os crentes a reflectir sobre o essencial da religião e os impediram de cair na superstição e na desumanidade, pois a religião pode ser o espaço da maior grandeza, mas também das piores indignidades. (…) Antes da fé em Deus, o que nos une a todos é a humanidade.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 22-01-06
Fazer da oração uma central de informação ou uma tentativa de convencer a Deus da bondade das nossas causas é desgraçar aquilo que se pretende enaltecer. Por outro lado, transferir para Deus a nossa responsabilidade deixa-nos mal a nós e a Ele. (…) A oração é obra do desejo.O desejo reza sempre, mesmo quando a língua se cala, dizia Santo Agostinho. O desejo torna a oração permanente. Só o arrefecimento do desejo a debilita.
Bento Domingues
Público, 22-01-06
