{"id":10027,"date":"2007-06-21T12:22:00","date_gmt":"2007-06-21T12:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10027"},"modified":"2007-06-21T12:22:00","modified_gmt":"2007-06-21T12:22:00","slug":"quem-nos-governa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-nos-governa\/","title":{"rendered":"Quem nos governa?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> As not\u00edcias relativas \u00e0 crian\u00e7a inglesa desaparecida no Algarve tornaram mais patente um problema da maior gravidade que se observa em todo o mundo: o n\u00famero de crian\u00e7as desaparecidas eleva-se a milh\u00f5es e, embora o problema grasse mais nos \u00abpa\u00edses menos desenvolvidos\u00bb, tamb\u00e9m se observa nos outros.<\/p>\n<p>Particularmente chocante \u00e9 o facto de as autoridades oficiais se revelarem impotentes face a t\u00e3o dura calamidade. \u00c9 caso para perguntarmos: quem nos governa efectivamente? <\/p>\n<p>A pr\u00e1tica pol\u00edtica s\u00e9ria deveria incluir a an\u00e1lise peri\u00f3dica da cadeia de poder, a fim de evitarmos o infantilismo das cr\u00edticas e das expectativas. Na falta de tais an\u00e1lises, esbo\u00e7a-se aqui uma hierarquiza\u00e7\u00e3o integrada por doze escal\u00f5es; poderiam ter sido seleccionados muitos mais ou muitos menos, de acordo com diferentes crit\u00e9rios adoptados; estes doze, por\u00e9m, j\u00e1 nos d\u00e3o uma ideia da realidade em presen\u00e7a. As justifica\u00e7\u00f5es para os lugares atribu\u00eddos a algumas entidades ser\u00e3o abordadas em pr\u00f3ximos artigos.<\/p>\n<p>Por ordem decrescente de poder efectivo ou \u00abf\u00e1ctico\u00bb (legal e formal, ou n\u00e3o), parece realista a seguinte hierarquiza\u00e7\u00e3o: 1\u00ba. &#8211; o mundo subterr\u00e2neo, \u00e0 margem da lei e da moral; a\u00ed predominam o crime em geral e, nele, o tr\u00e1fico de pessoas, de \u00f3rg\u00e3os do corpo humano, de estupefacientes e de armas, bem como as organiza\u00e7\u00f5es violentas, com ou sem a designa\u00e7\u00e3o de \u00abterroristas\u00bb. Este poder concentra em si uma parte significativa da riqueza e rendimentos mundiais, escapa a todos os controlos, acha-se infiltrado por toda a parte e n\u00e3o obedece a qualquer autoridade, embora ele pr\u00f3prio esteja profundamente hierarquizado; 2\u00ba. &#8211; o grande capital financeiro, que, apesar da sua injusti\u00e7a intr\u00ednseca, procure actuar em conformidade com a lei; 3\u00ba. &#8211; as grandes empresas e os grandes grupos econ\u00f3mico que, apesar da transfer\u00eancia de fundos para os mercados financeiros, bem como das deslocaliza\u00e7\u00f5es e da concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e poder, actuem na produ\u00e7\u00e3o de bens necess\u00e1rios, dentro do quadro legal vigente; 4\u00ba. &#8211; a Uni\u00e3o Europeia e algumas outras organiza\u00e7\u00f5es internacionais cujo poder condiciona, muitas vezes positivamente, a soberania nacional; 5\u00ba. &#8211; o poder judicial; 6\u00ba. &#8211; as for\u00e7as de contesta\u00e7\u00e3o, mais ou menos sistem\u00e1tica; 7\u00ba. &#8211; a Assembleia da Rep\u00fablica; 8\u00ba. &#8211; o Governo; 9\u00ba. &#8211; o Presidente da Rep\u00fablica; 10\u00ba. &#8211; as empresas, trabalhadores, fam\u00edlias e outras institui\u00e7\u00f5es, que procuram actuar em conformidade com a lei e a moral, embora com falhas; este grupo \u00e9 extremamente diversificado, devendo ser desdobrado nalguns subgrupos, quando se proceder a an\u00e1lises mais promenorizadas; 11\u00ba. &#8211; as pessoas e fam\u00edlias mais pobres ou oprimidas; 12\u00ba. &#8211; as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Estes doze graus podem sintetizar-se em quatro conjuntos de entidades: grandes interesses (n\u00bas. 1 a 3); for\u00e7as contestat\u00e1rias (n\u00ba. 6); o povo em geral e as suas institui\u00e7\u00f5es n\u00bas. 4, 5,7, 8, 9 e 10); e o povo mais oprimido n\u00ba. 11 e 12).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10027","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10027"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}