{"id":10033,"date":"2007-06-28T14:47:00","date_gmt":"2007-06-28T14:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10033"},"modified":"2007-06-28T14:47:00","modified_gmt":"2007-06-28T14:47:00","slug":"e-melhor-prevenir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-melhor-prevenir\/","title":{"rendered":"\u00c9 melhor prevenir!"},"content":{"rendered":"<p>Fiquei em sobressalto. \u00c9 que fiz, nos tempos de aluno, a dolorosa experi\u00eancia de aulas em latim, as de filosofia e outras. E, apesar dos oito anos de estudo dessa l\u00edngua &#8211; que muito prezo, ali\u00e1s -, n\u00e3o era f\u00e1cil responder, \u201ccorrente calamu\u201d, a um exerc\u00edcio escrito de literatura latina com a l\u00edngua de C\u00edcero.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque a l\u00edngua b\u00edblica original n\u00e3o foi o latim, nem sequer a inicial l\u00edngua lit\u00fargica. E se, durante s\u00e9culos, uma parte grande do mundo ocidental conheceu e dominou um certo linguajar latino, v\u00e3o longe esses tempos. Mais ainda: o mundo falante e pensante tomou as dimens\u00f5es da pr\u00f3pria Terra, com uma bab\u00e9lica diversidade de idiomas, pontificando alguns, que n\u00e3o o latim, como forma de aproxima\u00e7\u00e3o de grupos de povos, essencialmente na sequ\u00eancia das presen\u00e7as colonizadoras.<\/p>\n<p>Depois, a Tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica do passado. \u00c9, antes, o acolhimento fiel do passado din\u00e2mico &#8211; da doutrina, da vida, das institui\u00e7\u00f5es, da liturgia\u2026 da Igreja -, o seu aprofundamento face \u00e0s novas realidades aparecidas, sob a mo\u00e7\u00e3o do mesmo Esp\u00edrito, que garante a fidelidade \u00e0 Igreja Apost\u00f3lica, para tornar a Mensagem, \u00fanica, express\u00e3o aut\u00eantica da f\u00e9 de cada tempo e lugar, legando \u00e0s gera\u00e7\u00f5es vindouras o enriquecimento que o Esp\u00edrito concedeu \u00e0s Igrejas.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que, em celebra\u00e7\u00f5es internacionais, algumas f\u00f3rmulas conhecidas por todos s\u00e3o uma express\u00e3o de unidade e de submiss\u00e3o ao mesmo Esp\u00edrito. Vantajosa, sem d\u00favida! Em muitas circunst\u00e2ncias, toca mesmo as cordas do \u00edntimo essa possibilidade de ra\u00e7as, falas, culturas e cores t\u00e3o diversas louvarem em un\u00edssono o mesmo Deus Alt\u00edssimo. <\/p>\n<p>O que parece acontecer \u00e9 que algum saudosismo se entranha no tecido das comunidades eclesiais, procurando, subrepticiamente, confundir fidelidade com imobilismo. E ganha for\u00e7a esta perspectiva, na medida em que muitos de n\u00f3s fazemos insensatas \u201cadapta\u00e7\u00f5es\u201d e improvisa\u00e7\u00f5es. Em vez de conferirmos densidade \u00e0s propostas que os livros lit\u00fargicos hoje nos oferecem de celebrar e viver uma liturgia participada, a qual nos introduza progressivamente no mist\u00e9rio de Cristo na Eucaristia, devassamo-lO com uma falsa oferta de proximidade e compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Aos sem escr\u00fapulos, que desdenham de uma liturgia marcada pelo sagrado, mas densa de humanidade &#8211; Ele fez-Se Homem, \u00e9 verdade! -, poderemos estar a dar azo que se contraponham outros sem escr\u00fapulos, que entrem em \u201clevita\u00e7\u00e3o lit\u00fargica\u201d, deixando os pobres mortais de rastos, por n\u00e3o serem capazes de subir \u00e0s alturas desse clima reservado a iniciados. Bem sei que n\u00e3o ser\u00e1 obrigat\u00f3ria a liturgia em latim, segundo o missal anterior\u2026 Mas vale mais prevenir que remediar. \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiquei em sobressalto. \u00c9 que fiz, nos tempos de aluno, a dolorosa experi\u00eancia de aulas em latim, as de filosofia e outras. E, apesar dos oito anos de estudo dessa l\u00edngua &#8211; que muito prezo, ali\u00e1s -, n\u00e3o era f\u00e1cil responder, \u201ccorrente calamu\u201d, a um exerc\u00edcio escrito de literatura latina com a l\u00edngua de C\u00edcero. 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