{"id":10071,"date":"2007-06-28T15:52:00","date_gmt":"2007-06-28T15:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10071"},"modified":"2007-06-28T15:52:00","modified_gmt":"2007-06-28T15:52:00","slug":"a-vida-dificil-ardua-e-privilegiada-dos-criadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-vida-dificil-ardua-e-privilegiada-dos-criadores\/","title":{"rendered":"A vida dif\u00edcil, \u00e1rdua e privilegiada dos criadores"},"content":{"rendered":"<p>LIVRO <!--more--> Para o crist\u00e3o, trabalhar n\u00e3o \u00e9 apenas ganhar o sustento com o suor do rosto. \u00c9, nem mais nem menos, colaborar com Deus, Ele mesmo o primeiro trabalhador, o Divino Oleiro, o Criador. Da\u00ed que a cultura judaico-crist\u00e3 visse com bons olhos o trabalho bra\u00e7al, ao contr\u00e1rio da cultura greco-romana. Para esta, o trabalho f\u00edsico devia ser desempenhado pela multid\u00e3o de escravos, restando aos homens livres actividades como pensar, discutir, elaborar leis, negociar, mas n\u00e3o meter as m\u00e3os na massa, ou no barro (como Deus, ao criar o ser humano). Da\u00ed que, tamb\u00e9m, n\u00e3o ter trabalho seja ficar privado de um sentido fundamental da exist\u00eancia humana, de relacionamento social e de uma dimens\u00e3o espiritual, para al\u00e9m da perda de sustento. Como dizia Freud, trabalhar e amar s\u00e3o as actividades que mais humanos nos tornam.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o vai longa, mas faz todo o sentido nestas notas sobre uma obra dedicada a criadores. O pr\u00f3prio autor avisa que, \u201cvisto que somos todos feitos \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, existe criatividade em todos n\u00f3s e o \u00fanico problema \u00e9 como express\u00e1-la. Um agricultor \u00e9 criativo \u2013 ningu\u00e9m mais do que ele \u2013 e um sapateiro tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia a Deus, no primeiro cap\u00edtulo, repetidas vezes, n\u00e3o \u00e9 por acaso. O reputado historiador (e colunista de publica\u00e7\u00f5es como o \u201cSpectator\u201d, o \u201cDaily Telegraph\u201d ou a \u201cForbes\u201d) Paul Johnson \u00e9 um cat\u00f3lico cujo testemunho e palavras s\u00e3o apreciados em Inglaterra. (O relato do seu percurso espiritual foi um \u201cbest-seller\u201d. H\u00e1 uma vers\u00e3o em espanhol: \u201cLa B\u00fasqueda de Dios. Un peregrinaje personal\u201d, ed. Planeta).<\/p>\n<p>Nesta obra, a segunda parte de uma trilogia (depois de \u201cIntelectuais\u201d e antes de \u201cHer\u00f3is\u201d), o autor det\u00e9m-se sobre 16 criadores, que mostraram com os seus esfor\u00e7os que \u201ca cria\u00e7\u00e3o \u00e9 uma coisa maravilhosa\u201d. \u201c(&#8230;) As pessoas que criam ao mais alto n\u00edvel levam uma vida privilegiada, por mais \u00e1rdua e dif\u00edcil que possa ser\u201d.<\/p>\n<p>Os 16 criadores eleitos s\u00e3o: Chaucer (poeta ingl\u00eas, s\u00e9c. XIV), Durer (pintor alem\u00e3o, s\u00e9c. XVI), Shakespeare (dramaturgo ingl\u00eas, s\u00e9c. XVII), Bach (m\u00fasico alem\u00e3o, s\u00e9c. XVIII), Turner (pintor ingl\u00eas, s\u00e9c. XIX), Hokusai (pintor japon\u00eas, s\u00e9c. XIX), Jane Austen (romancista inglesa, s\u00e9c. XIX), Pugin (arquitecto ingl\u00eas, s\u00e9c. XIX), Villet-Le-Duc (arquitecto franc\u00eas, s\u00e9c. XIX), Victor Hugo (escritor franc\u00eas, s\u00e9c. XIX), Mark Twain (escritor norte-americano, s\u00e9c. XIX), L. C. Tiffany (artista vidreiro, norte-americano, s\u00e9c. XX), T.S. Eliot (poeta anglo-americano, s\u00e9c. XX), Balenciaga (costureiro espanhol, s\u00e9c. XX), Dior (costureiro franc\u00eas, s\u00e9c. XX), Picasso (pintor espanhol, s\u00e9c. XX), e Walt Disney (desenhador e realizador de filmes de anima\u00e7\u00e3o norte-americano, s\u00e9c. XX).<\/p>\n<p>Cada um destes ensaios \u00e9 uma ode \u00e0 criatividade humana. L\u00eaem-se com muito gosto. \u00d3ptimos para elevar qualquer cultura geral. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Criadores<\/p>\n<p>Paul Johnson<\/p>\n<p>Aletheia Editores<\/p>\n<p>388 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-10071","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10071"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10071\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}