{"id":10091,"date":"2007-06-28T16:14:00","date_gmt":"2007-06-28T16:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10091"},"modified":"2007-06-28T16:14:00","modified_gmt":"2007-06-28T16:14:00","slug":"quem-nos-governa-os-grandes-interesses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-nos-governa-os-grandes-interesses\/","title":{"rendered":"Quem nos governa? &#8211; Os grandes interesses?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Existe uma convic\u00e7\u00e3o muito difundida, e baseada na legisla\u00e7\u00e3o \u00abing\u00e9nua\u00bb, segundo a qual o governo do nosso pa\u00eds, como o dos outros, \u00e9 assegurado pelos titulares dos respectivos \u00f3rg\u00e3os de soberania: Presidente da Rep\u00fablica, parlamentares, membros do Governo e ju\u00edzes. \u00c0 escala mundial, considera-se extremamente poderoso o G 8, constitu\u00eddo por representantes dos pa\u00edses mais ricos. E o Presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica \u00e9 tido como \u00abo homem mais poderoso do mundo\u00bb. Ser\u00e1 mesmo assim, na ordem dos factos? &#8211; \u00c9 bastante discut\u00edvel.<\/p>\n<p>Os grandes interesses mundiais limitam, influenciam e ultrapassam o poder pol\u00edtico em todo o mundo. Como se referiu no artigo anterior, podem incluir-se nos grandes interesses: o mundo subterr\u00e2neo, \u00e0 margem da lei e da moral; os grandes capitais financeiros, cujos detentores procuram actuar em conformidade com a lei; as grandes empresas e os grandes grupos econ\u00f3micos, que tamb\u00e9m procuram actuar dentro da legalidade.<\/p>\n<p>Cada um destes grupos de interesses \u00e9 diferente dos outros dois, e tamb\u00e9m deveria ser tratado diferentemente. Possuem, no entanto, algumas caracter\u00edsticas comuns: todos se aproveitam, em maior ou menor grau, da liberdade de circula\u00e7\u00e3o de capitais e da impot\u00eancia dos Estados; nessa conformidade, escolhem os pa\u00edses e os \u00abpara\u00edsos fiscais\u00bb que mais lhes conv\u00eam e, n\u00e3o raro, em que sejam menos respeitados os direitos humanos. Todos estes grandes interesses, l\u00edcitos ou il\u00edcitos, exercem uma press\u00e3o permanente sobre os Estados, que generosamente lhes concedem apoios financeiros, isen\u00e7\u00f5es fiscais e outras vantagens, para atra\u00edrem os respectivos investimentos. Alguns grupos det\u00eam um poder legal quase soberano, enquanto financiadores e concession\u00e1rios de obras e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O mundo subterr\u00e2neo vai para al\u00e9m de tudo isto: situa-se em toda a parte, e n\u00e3o se sabe onde est\u00e1; trafica pessoas e sujeita-as \u00e0 escravatura; pratica a viol\u00eancia armada, com ou sem a designa\u00e7\u00e3o de \u00abterrorismo\u00bb; como se fosse um Estado, ou um conjunto de Estados, imp\u00f5e regras pr\u00f3prias e aplica san\u00e7\u00f5es diversas, incluindo a tortura e a pena de morte. \u00c9 enorme a capacidade deste mundo subterr\u00e2neo para escapar ao poder judicial e se servir dele; este poder e a investiga\u00e7\u00e3o criminal raramente atingem os principais respons\u00e1veis, e esgotam-se a punir figuras secund\u00e1rias e quem, para sobreviver (?), se deixa instrumentalizar por eles.<\/p>\n<p>Quando multid\u00f5es de cidad\u00e3os, mais ou menos bem intencionados, se manifestam ruidosamente contra o G 8 e contra outros poderes pol\u00edticos, o mundo subterr\u00e2neo, e tamb\u00e9m outros grandes interesses, rejubilam com tamanha cumplicidade; essas contesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o os atingem a eles, deixam-nos mais livres e, deste modo, colaboram na sua oculta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-10091","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}