{"id":10097,"date":"2007-07-04T11:23:00","date_gmt":"2007-07-04T11:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10097"},"modified":"2007-07-04T11:23:00","modified_gmt":"2007-07-04T11:23:00","slug":"o-humor-e-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-humor-e-melhor\/","title":{"rendered":"O humor \u00e9 melhor"},"content":{"rendered":"<p>Considero imperativo de consci\u00eancia erguer tamb\u00e9m &#8211; e mais uma vez &#8211; a minha fr\u00e1gil e insignificante voz, para me juntar ao coro dos que se sentem esmagados pela arrog\u00e2ncia e prepot\u00eancia do poder institu\u00eddo, que teima em cumprir \u201cprogramas\u201d &#8211; os que lhe interessa, \u00e9 claro! &#8211; mais do que em perceber as realidades quotidianas, para lhes dar resposta certa, fazendo rolar pelo caminho todas as cabe\u00e7as dos que, da sua cor pol\u00edtica ou n\u00e3o, ousam discordar.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o respeito pelas pessoas \u00e9 um \u00edndice de educa\u00e7\u00e3o. Por todas, sejam elas primeiro-ministro, ministros ou varredores de rua. Todas merecem a mesma considera\u00e7\u00e3o, porque possuem a mesma dignidade! E quem dera que a todos fosse reconhecida! Mas estou com a comentadora pol\u00edtica que diz: quem n\u00e3o tem estofo para aguentar uma cr\u00edtica, para ouvir uma anedota, n\u00e3o serve para ministro!<\/p>\n<p>E vamos l\u00e1 a ver uma coisa. Ser\u00e1 que somos todos uma cambada de imbecis, quando discordamos da pol\u00edtica do governo em mat\u00e9ria de gest\u00e3o das urg\u00eancias de sa\u00fade? Ser\u00e1 que somos todos de coeficiente intelectual reduzido, quando provamos que a \u201cescola completa\u201d n\u00e3o resolve o problema do insucesso escolar, antes o poder\u00e1 agravar? Ser\u00e1 que somos todos delinquentes de opini\u00e3o pelo simples facto de querermos pensar e dar os nossos alvitres, sabendo n\u00f3s que os c\u00e9lebres \u201cpareces independentes\u201d n\u00e3o passam muitas vezes de justifica\u00e7\u00f5es solicitadas?<\/p>\n<p>Ou teremos de voltar a inventar \u201czip-zips\u201d, \u201cvisitas da Corn\u00e9lia\u201d\u2026, para, rindo, castigarmos os \u201cintelectuais\u201d presun\u00e7osos, darmos as nossas alfinetadas nos poderosos, sem corrermos o risco de sermos eliminados da cena p\u00fablica? Bem sei que o humor portugu\u00eas j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era. Mas tenho a certeza que ainda haver\u00e1 por a\u00ed quem saiba cantar com novas letras e novas melodias o \u201csenhor feliz e o senhor contente\u201d, para fazer roer as unhas a quem faz de n\u00f3s um rebanho de desmiolados.<\/p>\n<p>Deixem de jogar no escuro, senhores da pol\u00edtica: ponham as cartas na mesa, o jogo limpo, e acolham as pobres sugest\u00f5es do povo que vos elegeu. Nem todo, certamente. Mas \u00e9 h\u00e1bito, quando tomais o lugar, dizerdes que sois &#8211; seja o que for! &#8211; de todos os portugueses. Ent\u00e3o sede! N\u00e3o mais de uns do que de outros. E para benef\u00edcio de todos; n\u00e3o para favorecimento de uns e aniquila\u00e7\u00e3o de outros!<\/p>\n<p>Um conselho, tamb\u00e9m para mim: o humor descongestiona, restaura as energias e devolve capacidades de trabalho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considero imperativo de consci\u00eancia erguer tamb\u00e9m &#8211; e mais uma vez &#8211; a minha fr\u00e1gil e insignificante voz, para me juntar ao coro dos que se sentem esmagados pela arrog\u00e2ncia e prepot\u00eancia do poder institu\u00eddo, que teima em cumprir \u201cprogramas\u201d &#8211; os que lhe interessa, \u00e9 claro! &#8211; mais do que em perceber as realidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-10097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}