{"id":10124,"date":"2007-07-04T12:21:00","date_gmt":"2007-07-04T12:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=10124"},"modified":"2007-07-04T12:21:00","modified_gmt":"2007-07-04T12:21:00","slug":"bento-xvi-pede-respeito-pela-liberdade-religiosa-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bento-xvi-pede-respeito-pela-liberdade-religiosa-na-china\/","title":{"rendered":"Bento XVI pede respeito pela liberdade religiosa na China"},"content":{"rendered":"<p>Carta do Papa sublinha que o \u00abEstado deve garantir aos seus cidad\u00e3os cat\u00f3licos o pleno exerc\u00edcio da sua f\u00e9\u00bb<\/p>\n<p>Bento XVI pede a Pequim \u201co respeito por uma aut\u00eantica liberdade religiosa\u201d e rejeita a ideia de uma Igreja submissa \u00e0s autoridades chinesas e independente do Vaticano, assim se pode ler na carta escrita a 27 de Maio, Domingo de Pentecostes, mas publicada s\u00e1bado passado, 30 de Junho, sendo dirigida ao clero e aos cat\u00f3licos da China.<\/p>\n<p>O Papa declara-se \u201caberto a negocia\u00e7\u00f5es\u201d com o governo chin\u00eas, mas sublinha que ser\u00e1 necess\u00e1rio \u201ctempo e boa vontade das duas partes\u201d, para chegar a \u201cuma normaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es\u201d entre Estados.<\/p>\n<p>Na Carta muito esperada, Bento XVI assegura que a Igreja \u201cconvida os fi\u00e9is a ser bons cidad\u00e3os, colaboradores respons\u00e1veis e activos a favor do bem comum do seu pa\u00eds\u201d. Mas \u201c\u00e9 tamb\u00e9m claro ser obriga\u00e7\u00e3o do Estado garantir aos seus cidad\u00e3os cat\u00f3licos o pleno exerc\u00edcio da sua f\u00e9, no respeito de uma aut\u00eantica liberdade religiosa\u201d.<\/p>\n<p>Pelo texto, o Papa expressa a sua aprecia\u00e7\u00e3o pelo sofrimento que os cat\u00f3licos chineses passam, debaixo do comunismo. Ele afirma que a sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 e a sua lealdade ao papa \u201cser\u00e1 recompensada, mesmo que tudo possa parecer sem sentido\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de a Igreja na China gozar hoje de uma maior liberdade religiosa, o Papa afirma que \u201cn\u00e3o pode ser negado que grandes limita\u00e7\u00f5es continuam a persistir, e que em certa medida, sufocam a actividade pastoral\u201d.<\/p>\n<p>O Papa critica a interfer\u00eancia do governo chin\u00eas em v\u00e1rias \u00e1reas da actividade da Igreja e afirma que a sua insist\u00eancia em registar comunidades e as declarar \u201coficiais\u201d tem dividido a igreja e tem levantado suspeitas, acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e recrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, Bento XVI abre a porta aos registos governamentais acerca dos bispos e das comunidades cat\u00f3licas, dizendo que \u00e9 aceit\u00e1vel, desde que n\u00e3o comprometa os princ\u00edpios comuns da f\u00e9 e da Igreja.<\/p>\n<p>Liberdade de nomear bispos<\/p>\n<p>Bento XVI pede tamb\u00e9m a Pequim a liberdade de nomear os bispos e sublinha a ideia de que \u201cuma Igreja independente\u201d do Vaticano \u201c\u00e9 incompat\u00edvel com a doutrina cat\u00f3lica\u201d. Isto, assegura, provoca  a todos os cat\u00f3licos chineses divis\u00f5es entre uma Igreja clandestina, fiel ao Vaticano, e uma Igreja oficial, \u201cpr\u00f3ximas na fraternidade\u201d; e apela \u00e0 \u201cunidade\u201d e \u00e0 \u201creconcilia\u00e7\u00e3o\u201d sob a sua autoridade.<\/p>\n<p>O Papa real\u00e7a ainda que a Igreja n\u00e3o se identifica com nenhum sistema pol\u00edtico. Nem \u00e9 sua miss\u00e3o \u201calterar a estrutura administrativa do Estado\u201d, afirma. N\u00e3o procura privil\u00e9gios especiais na China, nem entre os seus l\u00edderes, mas \u201cprocura o di\u00e1logo\u201d.<\/p>\n<p>Estima-se que existam entre 8 a 12 milh\u00f5es de cat\u00f3licos na China, numa popula\u00e7\u00e3o de 1,3 mil milh\u00f5es. A Santa S\u00e9 e a China n\u00e3o mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas desde 1951.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta do Papa sublinha que o \u00abEstado deve garantir aos seus cidad\u00e3os cat\u00f3licos o pleno exerc\u00edcio da sua f\u00e9\u00bb Bento XVI pede a Pequim \u201co respeito por uma aut\u00eantica liberdade religiosa\u201d e rejeita a ideia de uma Igreja submissa \u00e0s autoridades chinesas e independente do Vaticano, assim se pode ler na carta escrita a 27 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-10124","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10124\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}